A deputada Flordelis ainda não justificou desligamento de tornozeleira eletrônica

A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) ainda não explicou por quê a tornozeleira eletrônica, que usa para monitoramento, ficou desligada. Ela foi intimada a se justificar, após relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontar a violação.

A parlamentar tinha prazo até o último dia 4 de março para apresentar as razões que fizeram o equipamento ficar inoperante. Entretanto, em ato ordinário publicado na última sexta-feira (12), a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, informa que a defesa da deputada não se manifestou.

“Certifico que não houve manifestação da acusada Flordelis quanto às violações ao uso da tornozeleira eletrônica até a presente data, tendo a mesma sido intimada no dia 4 de março de 2021”, diz o ato ordinário.

Além disso, Nearis havia determinado que Mesa Diretora da Câmara dos Deputados fornecesse “cópia da documentação descritiva das mencionadas violações” e sobre a possibilidade de os congressistas participarem, atualmente, diante da pandemia da covid-19, de todas as sessões e atos relativos ao mandato de forma virtual. No entanto, também não houve resposta.

“Certifico que ainda não há resposta da Secretaria de Mesa quanto ao e-mail encaminhado”, prosseguiu o ato publicado pela juíza.

A reportagem, desde a época da intimação, vem tentando contato com a defesa de Flordelis, representada pelo advogado Anderson Rollemberg. Entretanto, não houve resposta às mensagens enviadas e as ligações não foram atendidas. Em caso de posicionamento, este texto será atualizado.

Flordelis utiliza o equipamento para monitoramento, pois não pôde ser presa, como os demais réus pela morte do pastor Anderson do Carmo, por possuir imunidade parlamentar. No dia 18 de setembro, a juíza Nearis dos Santos de Carvalho Arce, da determinou que a deputada fosse monitorada pelo dispositivo e ficasse em recolhimento domiciliar das 23h às 6h.

 

 

Fonte: atribunarj.com