Delegada de Arraial do Cabo se despede e faz balanço da sua passagem na 132ª DP

A delegacia de Arraial do Cabo vai mudar de comando a partir desta semana. Depois de dez meses à frente da 132a DP, a delegada Patrícia Aguiar deixa a distrital para voltar à capital, onde assumirá a 4a DP (Praça da República), no Centro da cidade. Em seu lugar, assume o delegado Ruchester Marreiros, que estava lotado no Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI). A transição acontecerá na quinta-feira (25), às 11h.

Patrícia Aguiar, que está celebrando 20 anos de carreira, comemora também os resultados positivos alcançados com os trabalhos realizados pela sua equipe à frente da delegacia de Arraial do Cabo. Um dos pontos mais importantes, na opinião da delegada, foi a aproximação e a sintonia entre a Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público, que permitiram a realização de grandes ações em conjunto, com respostas expressivas.

Somente de abril de 2020, quando assumiu a 132a DP, até dezembro passado, 127 criminosos foram capturados, sendo 87 presos em flagrante, 19 por mandados de prisão e 21 menores apreendidos em flagrante. A maioria das prisões e apreensões foi por tráfico de drogas. Também foram feitas à Justiça 28 representações por prisões preventivas e temporárias.

Além disso, 128 pessoas foram indiciadas por diferentes crimes, das quais 19 por homicídios e duas por feminicídios. Nesse sentido, foi de extrema importância a criação do Núcleo de Homicídios e Combate ao Tráfico de Drogas, que deu agilidade às investigações, com casos sendo solucionados poucos dias após o crime ser cometido. Um exemplo foi o ataque de criminosos nas areias da Prainha, que terminou com um morto e cinco banhistas feridos por balas perdidas.

Outro ponto forte da gestão da delegada Patrícia Aguiar foi a implementação do projeto As Guardiãs, com o objetivo de dar mais atenção e celeridade às investigações envolvendo violência doméstica e vítimas especiais. Ao todo, foram investigados, de abril a dezembro do ano passado, 103 casos de Maria da Penha e 12 de estupro de vulnerável, com 65 agressores indiciados.

“Eu e minha equipe assumimos Arraial do Cabo com uma missão pessoal de combater os crimes contra vítimas especiais, atacar o tráfico de drogas e investigar esquemas de fraudes, principalmente, envolvendo bens públicos, o que afeta toda a sociedade. Acreditamos que conseguimos alcançar nossos objetivos. Estreitamos os laços com a Polícia Militar e com o Ministério Público e, graças à troca de informações entre as instituições e à parceria da delegacia com a 6ª Companhia da Polícia Militar, conseguimos prender mais de 120 pessoas, em menos de um ano”, disse Patrícia Aguiar, que completou:

“Além disso, desenvolvemos ações importantes, como a criação do Núcleo de Homicídios e Combate ao Tráfico de Drogas e do projeto As Guardiãs, que investigou mais de 100 casos de violência doméstica e 12 de estupro de vulnerável. Também desencadeamos sete operações, com destaque para as investigações de fraudes na área da Saúde do município e contra uma quadrilha de grileiros formada por funcionários da Prefeitura”.

Nas ações desencadeadas, foram realizadas 27 buscas, com apreensões. Das sete operações desenvolvidas pela equipe de Patrícia Aguiar, duas delas, citadas pela delegada, chamaram muita atenção e viraram notícia até mesmo em outros estados brasileiros: a Operação No Fio do Bigode, que investiga um grande esquema de corrupção que desviou milhões de reais da Saúde do município, e a Operação Máquina de Rapina, que teve como alvo uma quadrilha de grileiros formada por funcionários e ex-funcionários da Prefeitura, que aplicavam golpes envolvendo a compra e venda de terrenos na cidade.

“Mas tudo isso só foi possível porque encontramos na delegacia de Arraial do Cabo policiais civis extremamente dedicados e comprometidos. Eu e minha equipe só temos a agradecer a eles e à população de bem. Saímos para uma nova missão felizes com os resultados alcançados aqui e desejando que tenhamos feito a diferença para a cidade”, finalizou a delegada.

Patrícia Aguiar foi a primeira mulher a comandar uma Delegacia de Repressão a Entorpecentes no Rio de Janeiro. Ao longo de seus 20 anos de carreira, trabalhou em diversas especializadas, entre elas, a Delegacia de Defraudações, do Consumidor, Combate às Drogas, Homicídios, Atendimento à Mulher e Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Comandou ainda diferentes delegacias distritais, passando pela capital, Baixada Fluminense e, agora, soma ao seu currículo a Região dos Lagos.