Delegada diz que Paulo Cupertino ‘parecia feliz’ ao ser preso 3 anos depois de matar ator

A delegada Ivalda Aleixo, que participou da prisão de Paulo Cupertino, acusado de matar o ator Rafael Miguel, de 22 anos, e a família do rapaz, em 2019, disse nesta terça-feira a jornalistas que o comerciante parecia feliz ao ser capturado. Ele foi encontrado em um hotel, nesta segunda-feira, por policiais da 6ª Seccional à 98ª DP, no Jardim Miriam, na Zona Sul de São Paulo. A equipe seguiu informações anônimas sobre o paradeiro de Cupertino para localizá-lo.

“Ele estava empolgado. Primeiro que parece que ele estava feliz naquele monte de gente lá”, afirmou a delegada, que destacou ainda que Cupertino disse, informalmente, que irá provar sua inocência.

Além de Rafael, Cupertino também atirou em João Alcisio Miguel, 52, e Miriam Selma Miguel, 50, pais do ator, que morreram no local do crime. Paulo havia se hospedado no hotel onde foi preso há cerca de 10 dias e a delegada acredita que ele já estava na região há pelo menos 15. Ainda segundo ela, o homem disse que não saiu do país e recebeu ajuda de familiares.

Cupertino ficou foragido por quase três anos desde o dia do crime e era o procurado número um da polícia de São Paulo. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), o homem cometeu os assassinatos por não aceitar o namoro da filha, Isabela Tibcherani, com o rapaz. Imagens das câmeras de segurança do prédio mostram o momento em que ele atira 13 vezes nas vítimas.

A mãe de Isabela, Vanessa Tibcherani de Camargo, diz que o marido sempre foi um homem violento e que os filhos eram constantemente agredidos por ele. A jovem também confirmou o comportamento violento do pai à polícia.

Segundo Vanessa, no dia do crime, ela atendeu a porta e Cupertino teria perguntado por Isabela, que não estava em casa. Mais tarde, a mãe do rapaz disse que estaria a caminho da casa de Isabela com o marido, Rafael e a jovem, para conversar sobre o namoro dos dois. Quando a família chegou na casa, o pai da menina atendeu à porta e pediu a todos que entrassem, logo depois, o comerciante sacou a arma e efetuou os disparos.

Crédito: Jornal O Dia