Justiça determina suspensão de ações de bloqueio contra empresa do ‘faraó dos bitcoins’; recuperação judicial da G.A.S. ainda não foi decida

Uma decisão da 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio determinou, na última sexta-feira (20), a suspensão de todas as ações contra a G.A.S. Consultoria e Tecnologia, de Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”.

A suspensão, determinada pela juíza Maria da Penha Nobre Mauro, é válida por 180 dias corridos, até o ajuizamento do processo principal de recuperação judicial da empresa. A Justiça ainda não decidiu se aceita ou não a recuperação.

A decisão também determina a suspensão de todas as constrições (penhoras, arrestos, sequestros e bloqueios judiciais) eventualmente existentes sobre os valores, bens, ativos, contas bancárias, corretoras de criptomoedas, “dentre outros porventura existentes nos mais variados processos espalhados em todo o Brasil em que figurem como demandadas as Requerentes, transferindo-se os valores para o Juízo universal recuperacional para que, assim, possam vir a ser objeto do devido reembolso aos investidores/credores […]”.

Em março, a juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 2ª Vara Empresarial da Capital, concedeu o bloqueio dos bens da G.A.S, dos bens pessoais de Glaidson e da esposa dele, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, para ressarcir ex-clientes que investiam com eles.

Glaidson tornou-se milionário depois de movimentar pelo menos R$ 2 bilhões em uma empresa suspeita de aplicar o golpe conhecido como “pirâmide”. A G.A.S. Consultoria Bitcoin prometia 10% de lucro em investimentos de clientes no mercado de criptomoedas.

O chamado arresto de bens – medida para garantir o pagamento de uma parte prejudicada em um processo – foi para atender ao pedido de uma associação nacional ligada à defesa do consumidor que está processando a G.A.S. A associação pediu à Justiça que a companhia deposite R$ 17 bilhões para ressarcir ex-clientes de Glaidson.

Crédito: Portal g1