Preso injustamente, produtor cultural agradece campanha que o ajudou a provar inocência

O produtor cultural Ângelo Gustavo Nobre, conhecido como Gugu, publicou uma mensagem em suas redes sociais, no último domingo (5), agradecendo as pessoas que se engajaram na campanha que ajudou a provar sua inocência. Em 2020, Gugu foi acusado de participar de um roubo de carro. A investigação foi permeada de controvérsias e foi feita pela própria vítima através de redes sociais. A definição ocorreu após reconhecimento fotográfico na delegacia.

“Muito feliz de estar aqui de volta! Gostaria de agradecer a todos vcs, a minha família, em especial à guerreira da minha mãe, todos meus amigos, meus advogados, todos os meios de comunicação e todo mundo que acompanhou por aqui minha história, que mandou mensagem de carinho, de apoio… de força. Se não fosse por vocês, provavelmente eu não estaria hoje aqui”, disse ele.

O caso de Gugu teve grande repercussão e virou tema de uma campanha da OAB. Chamada de “Justiça para Inocentes” conta a história do produtor e tem narração do cantor e compositor Caetano Veloso.

A família e a Comissão de Direitos da OAB afirmavam que ele era inocente, e listaram uma série de erros e falhas no reconhecimento feito na investigação do caso.

Um dos pontos decisivos para a liberdade de Gugu foi que ele estava em uma igreja na hora do crime. Ele se recuperava de uma cirurgia no pulmão e também nunca foi ouvido durante as investigações. E o mais grave: foi reconhecido por uma foto de rede social em uma investigação paralela feita pela vítima do roubo.

“A gente chegou para essa missa do melhor amigo dele. Ele estava se recuperando de cirurgia. Ele se sentiu mal nessa missa. Ele não tinha como estar em lugar nenhum, até porque não tinha condições de andar sozinho naquele dia… que dirá correr”, disse a tia de Gugu, Cássia Lima.

A Polícia Civil disse que que Ângelo Gustavo foi preso em cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça. A atual gestão da Polícia Civil recomendou que os delegados não usem apenas o reconhecimento fotográfico como única prova em inquéritos policiais para pedir a prisão de suspeitos.

 

Crédito: O São Gonçalo