Lei que amplia Prouni para estudantes de escolas privadas é sancionada

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou a Lei 14.350/2022 que amplia o acesso ao Programa Universidade para Todos (Prouni) para alunos de escolas particulares, mesmo sem bolsa de estudos. Antes, só estudantes de escolas públicas ou que passaram por escolas privadas com bolsa integral podiam participar do programa. As novas regras começam a valer a partir do dia 16 de julho.

O texto, originado da Medida Provisória (MP) 1075/21, diz que as bolsas do Prouni continuarão a ser oferecidas aos estudantes de baixa renda, cuja renda familiar não ultrapasse os três salários-mínimos, mas que o perfil socioeconômico deixará de ser um critério de pré-seleção. O desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continuará sendo considerado critério.

Com as novas regras, os estudantes com deficiência e os professores da rede pública que vão cursar pedagogia ou licenciatura continuam a ser beneficiados com as bolsas do Prouni. Eles já eram contemplados na legislação anterior do programa.

Na sequência vêm os alunos que cursaram todo o ensino médio em rede pública; alunos que dividiram o ensino médio entre a rede pública e a privada, com bolsa integral; alunos que dividiram o ensino médio entre a rede pública e a privada, com bolsa parcial ou sem bolsa; alunos que fizeram todo o ensino médio na rede privada, com bolsa integral, e os alunos que fizeram todo o ensino médio na rede privada, com bolsa parcial ou sem bolsa.

A lei também autoriza que o Ministério da Educação (MEC) dispense a apresentação de documentos que comprovem a eventual deficiência do candidato e sua renda familiar mensal, caso essas informações já estejam em bancos de dados do governo.

Pelas novas regras, ficam extintas as bolsas parciais de 25%. A partir de agora, as bolsas do Prouni deverão ser integrais ou de 50%. Não há mudança no percentual mínimo de bolsas a serem concedidas pelas instituições.

O texto veda ainda aos beneficiários acumular mais de uma bolsa do Prouni. Também fica proibida a concessão de bolsas para alunos de universidades públicas e para estudantes que, numa outra instituição, façam uso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Apesar de as bolsas do Prouni serem destinadas a estudantes que estão na primeira graduação, a lei abre uma exceção para cursos onde há concomitância ou complementariedade de bacharelado e licenciatura. Nesses casos, o estudante pode obter a bolsa do Prouni para cursar a segunda parte da formação.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, os critérios de oferta das bolsas serão estabelecidos em regulamento pelo Ministério da Educação. As instituições que desejarem aderir ao programa terão quer cumprir algumas obrigações previstas no termo de adesão.

Dentre elas estão a previsão de percentual de bolsas de estudo destinado à implementação de políticas afirmativas de acesso ao ensino superior de: pessoas com deficiência, na forma prevista na legislação; autodeclarados indígenas, pardos ou pretos; e estudantes egressos dos serviços de acolhimento institucional e familiar ou neles acolhidos.

O estabelecimento que descumprir essas regras fica sujeito à suspensão do Prouni, sem prejuízo para estudantes já atendidos.

 

Crédito: Agência Brasil

Maricá Esporte Fest reúne estudantes, atletas e moradores nas praias da Barra e Itaipuaçu

O Maricá Esporte Fest agitou a população neste fim de semana (09 e 10/04) nas orlas da Barra e de Itaipuaçu, com atividades esportivas voltadas ao futevôlei – modalidade praticada nas areias e que teve início nas praias do Rio de Janeiro na década de 60. O principal objetivo da iniciativa é incentivar a prática de esportes pela população, incentivando a saúde e o bem-estar, além de propiciar o primeiro contato de muitos jovens a diversas modalidades esportivas.

O evento é promovido pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento do Esporte (IBDE), em parceria com a Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer.

“O Maricá Esporte Fest tem o intuito de estimular hábitos de saúde, através da prática esportiva. Esse é um espaço de reencontro, após momentos difíceis da pandemia de Covid-19, fomentando a valorização do esporte, principalmente nos mais jovens, além de propiciar novas amizades. Convido a todos a participarem dessa iniciativa maravilhosa, desenvolvida em um local lindo como Maricá”, afirmou Rodney Moreira, diretor de projetos do IBDE.

Ambiente de troca entre atletas e moradores

As oficinas esportivas foram o grande destaque, com a presença de dois atletas consagrados: Anderson Águia, multicampeão brasileiro e mundial de futevôlei, além de Eduardinho, campeão mundial da modalidade e dono de três Sul-Americanos de duplas. Além disso, foram disputados torneios em ambas as arenas, contando com 18 duplas participantes em cada uma, todas compostas por atletas de nível intermediário.

“É um prazer enorme poder difundir o esporte com esse evento em Maricá. Fui campeão aqui algumas vezes e poder retornar à cidade é um privilégio. Agradeço muito à organização do Maricá Esporte, trazendo incentivo ao esporte à população em várias modalidades, incluindo o futevôlei. Um trabalho realmente incrível”, afirmou Anderson Águia.

Alunos do município aprendem oficina de Eduardinho

Na orla de Itaipuaçu, o grande destaque esportivo foi a clínica do campeão mundial de futevôlei Eduardinho, contando com a participação de 39 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, que estudam na Escola Municipal Mata Atlântica, vizinha à arena.

Uma das participantes da aula foi Camilli Regalia, de 10 anos, que contou que se divertiu enquanto aprendia as técnicas básicas da modalidade.

“Achei muito legal poder estar aqui hoje. Aprendi bastante sobre o futevôlei, esporte que eu não conhecia muito, treinando técnicas básicas, mas importantes. Curti demais o Maricá Esporte Fest e quero vir mais vezes para aproveitar também os brinquedos radicais”, disse a estudante.

A programação de sábado foi encerrada com shows de samba e pagode com apresentação do maricaense Baby do Cavaco, na Barra de Maricá e do Grupo Balacobaco, na orla de Itaipuaçu.

Festival continuou no domingo

No domingo, o Maricá Esporte Fest foi marcado por torneios de futevôlei, oficinas da modalidade, shows de samba e pagode, além dos equipamentos de lazer — que incluem tirolesa, pista de skate, bolha aquática, arvorismo, dentre outros.

Um dos principais destaques do dia foi a programação cultural, que contou com apresentações musicais em dose dupla: na arena da Barra, os grupos “Intimistas” e “Vai e Volta” animaram os moradores; já em Itaipuaçu, foi a vez do Grupo Kontagiô e do Grupo 100% levarem sucessos nacionais ao palco.

As oficinas de futevôlei, conhecidas como clínicas, foram o principal destaque, propiciando o primeiro contato de muitos jovens ao esporte, além de ensinar as principais técnicas necessárias para a prática.

Os torneios também animaram as praias. Eles começaram pela manhã e foram disputados por 12 duplas em cada arena, formadas por atletas amadores da modalidade.

No próximo sábado e domingo (16 e 17/04), o evento volta às praias da Barra e Itaipuaçu, a partir das 8h, com sua última semana de atividades de incentivo ao esporte e entretenimento. A programação será voltada ao Beach Soccer (futebol de areia), modalidade esportiva disputada por equipes com onze jogadores em cada time. A população poderá participar de torneios, oficinas, além de curtir shows e todos os equipamentos de lazer.

Vídeo mostra estudantes sendo socorridos durante crise coletiva de ansiedade em escola estadual, no Recife

Um vídeo mostra o momento em que estudantes de uma escola estadual na Zona Norte do Recife foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), durante uma crise coletiva de ansiedade, na sexta-feira (8).

O caso ocorreu na Escola Estadual de Referência em Ensino Médio (Erem) Ageu Magalhães, no bairro de Casa Amarela (veja vídeo acima). Os alunos relataram sintomas como falta de ar, tremor e crises de choro. O pai de uma aluna disse que o cenário era “de filme de terror”.

Uma estudante de 15 anos disse que sentiu que iria morrer, teve falta de ar e por pouco não desmaiou durante a crise.

As imagens mostram ambulâncias estacionadas e vários alunos no chão, alguns deitados e outros sentados, sendo amparados por profissionais do Samu e por outros colegas. No momento em que o vídeo foi gravado, os estudantes que não passaram mal estavam sendo retirados do colégio.

As aulas foram suspensas naquele dia e os alunos, liberados. O vídeo foi borrado para proteger a identidade dos estudantes, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco informou que as aulas devem ocorrer normalmente nesta segunda (11).

A secretaria estadual também declarou que a escola realiza um trabalho voltado à educação emocional dos alunos, incluindo orientações dos jovens e dos responsáveis deles sobre esse tema.

Por meio de nota, o Samu informou que foi preciso acionar 16 profissionais em seis ambulâncias e duas motocicletas para o atendimento. “Os jovens apresentaram sudorese, saturação baixa e taquicardia, foram atendidos no local e não precisaram de remoção para unidades de saúde”, disse o serviço.

A crise de ansiedade desencadeou uma reação em cadeia que atingiu várias turmas da escola. Em poucos minutos, alunos de outras salas de aula começaram a gritar, e seus gritos podiam ser ouvidos pelos corredores, segundo estudantes que presenciaram o ocorrido.

De acordo com o psicoterapeuta cognitivo-comportamental Igor Lemos, ouvido pelo g1 no sábado (9), alguns fenômenos psicológicos podem ser desencadeados de forma coletiva. O profissional explicou que existe o chamado “adoecimento partilhado”, que age como “efeito dominó”.

A mãe de uma aluna do 1º ano do ensino médio da escola, que foi atendida pelo Samu depois de passar mal, contou a reportagem que a filha, de 15 anos, não se sente segura em voltar às aulas nesta segunda (11). “Ela está com medo de ir à escola”, afirmou.

Segundo a mulher, que preferiu não se identificar, a jovem faz uso de medicação para controlar a ansiedade. A mãe disse que, quando chegou na escola, a filha estava ao lado da ambulância, deitada na grama.

Crédito: g1

Estudante de MG cria garrafa que torna água potável e ganha prêmio

A estudante Bárbara Gosziniak Paiva representou o Brasil na final do evento Red Bull Basement, realizado entre sexta (25) e ontem. A iniciativa da marca de energéticos estimula jovens do mundo inteiro a desenvolverem soluções tecnológicas que tenham um impacto significativo no mundo.

Mestranda na UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), Bárbara desenvolveu uma garrafa portátil que torna qualquer água potável, por meio de radiação, com um filtro carregado a luz solar.

Ela ganhou a etapa brasileira do concurso, onde competia com outros 442 inscritos, em novembro do ano passado. Na última semana, deu o último passo em sua jornada com o invento, viajando até Istambul, na Turquia, onde se reuniu com os outros vencedores nacionais pelo prêmio mundial.

“O projeto está sendo desenvolvido também pensando em facilitar a vida de esportistas e campistas, mas o foco principal é democratizar a água potável para pessoas que não têm acesso a saneamento básico”, disse Bárbara, após a vitória na etapa brasileira, em entrevista à organizadora, Red Bull.

A ideia do projeto surgiu durante o mestrado da Bárbara, que estuda a esterilização de parasitas via radiação em um programa do setor de Engenharia de Materiais da UFOP.

“Pensei em aplicar isso para ajudar as pessoas de forma simples e viável”, afirma.

O Aqualux, nome dado ao projeto da estudante, não levou o maior prêmio do evento, que foi entregue a uma dupla dos Estados Unidos, apelidada de “Jotted”. As estudantes Brinlee Kidd e Sylvia Lopez desenvolveram um programa de estudos on-line, que tem como objetivo ajudar alunos com dificuldades acadêmicas com a ajuda de fichamentos e provas práticas. O objetivo das vencedoras é tornar a ideia um aplicativo disponível para o público.

Mas, apesar de não ter conquistado a categoria principal, Bárbara também ganhou destaque ao sair campeã dos “desafios de storytelling”, em que os participantes deviam contar histórias relacionadas às suas missões – uma das atividades propostas durante o evento, que reuniu 44 finalistas de 43 países.

 

Crédito: ECOA UOL

Estudantes de São Gonçalo participam de competição da Nasa

Estudantes de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, se preparam para participar de uma competição internacional promovida pela Nasa, a agência espacial americana.

A equipe Spacetroopers Brasil é formada por oito alunos do Colégio Santa Terezinha e vai disputar pela sexta vez o Nasa Rover Challenge, campeonato que simula uma corrida em um terreno extraterreste. A primeira participação foi em 2017.

A competição vai escolher o melhor carro para andar em terrenos irregulares. O grupo brasileiro usou materiais doados e de baixo custo para montar um quadriciclo. O veículo foi batizado de Titã.

A supervisora da equipe e diretora do colégio, Lúcia Helena Bastos, explica o desafio.

O estudante de Biomedicina da UFRJ Juliano de Moraes, que já fez parte da equipe e hoje atua como mentor do grupo, fala sobre a importância de estimular o interesse pela ciencia desde pequeno.

A disputa vai acontecer no ano que vem, no Alabama, nos Estados Unidos. Agora, o desafio dos estudantes é conseguir o dinheiro para fazer a viagem e transportar o protótipo. Os interessados em ajudar podem procurar pelo perfil do grupo no Facebook, que é o Spacetroopers Brasil.

 

 

Crédito: https://bandnewsfmrio.com.br/