Transportadores de combustíveis decidem suspender greve em Minas Gerais após acordo; abastecimento deve ser normalizado em 24 horas, após caos nos postos

A greve dos tanqueiros, motoristas que transportam combustíveis, foi suspensa na tarde desta sexta-feira (22). Segundo o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque), Irani Gomes, houve um acordo com distribuidoras. Mas os detalhes não foram divulgados.

“Após a sensibilidade das distribuidoras, junto às transportadoras de combustíveis do estado de Minas Gerais, resolvemos suspender a paralisação. Mas ainda aguardamos uma posição do governo”, disse ele.

A categoria quer redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o preço do combustível. O governo do estado disse que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS cobrado pelos estados, mas, sim, à política de preços adotada pela Petrobras.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) disse que a situação do abastecimento deve se normalizar no estado em 24 horas. “Os caminhões já começam a ser abastecidos normalmente”, informou a entidade.

Filas

Postos de combustível de Belo Horizonte e Região Metropolitana registraram longas filas na manhã desta sexta-feira (22). Motoristas reclamaram que, com a paralisação, houve aumento nos preços, com o litro da gasolina chegando a quase R$ 7 na capital.

Na Avenida Tereza Cristina, dezenas de veículos formavam longas filas em postos nos bairros Carlos Prates e Padre Eustáquio, ambos na Região Noroeste da capital, por volta das 8h – em um deles, o litro da gasolina chegava a R$ 6,69.

Um dos estabelecimentos nessa via já não tinha mais combustível para vender.

Na altura do bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul, motoristas faziam fila para abastecer por volta das 8h30 em um posto que fica na Avenida do Contorno, na Rua dos Goitacazes, causando transtornos no trânsito no sentido Centro. “No momento não tem gasolina, só etanol“, avisava a frentista.

De acordo com o diretor de operações da Polícia Militar (PM), coronel Flávio Godinho, foi montado, na madrugada desta sexta-feira (22), um gabinete de crise para acompanhar a situação da greve dos tanqueiros em todo estado.

Segundo ele, a PM também criou uma central de escoltas para garantir que os caminhoneiros que seguiam trabalhando pudessem circular. “A gente tem recebido demanda dos tanqueiros e feito as escoltas”, disse.

Crédito: g1.globo.com