Professora é torturada com ferro de passar roupa e morta em São Gonçalo

Eu não consigo acreditar no que está acontecendo. Ela não merecia passar por isso, sempre foi uma mulher trabalhadora, carinhosa, sorridente. Por que fizeram isso com a minha irmã amada?!”. Esse foi o relato da irmã da educadora infantil Angelica Lima, de 42 anos, torturada e morta dentro da própria casa, na noite desta segunda-feira (23), no bairro Rio do Ouro, em São Gonçalo.

Segundo testemunhas, a vítima teria chegado em casa, por volta das 20h, e sido surpreendida com a presença do criminoso. Assustada, teria realizado pedidos de socorro que foram abafados pela cantoria de um culto evangélico realizado em frente a sua residência na Rua Manoel Gonçalves Montes, no Rio do Ouro. O criminoso a agrediu com socos, puxões de cabelo, tesouradas e usou um ferro de passar roupa para ferir a vítima. Além disso, Angelica chegou a ser enforcada por um cabo utilizado pelo assassino. Não há informações sobre a autoria e a motivação do crime.

Mesmo bastante machucada e com ferimentos espalhados por todo o seu corpo, Angélica conseguiu pegar o telefone e pediu socorro a sua irmã, que a levou para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.

Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) foram até o local e fizeram a perícia do crime. As primeiras testemunhas foram ouvidas, na madrugada desta terça-feira (23), e, nos próximos dias, serão solicitadas imagens de segurança de estabelecimentos da rua que possam ajudar a identificar o criminoso.

Angelica era educadora infantil de uma creche particular localizada em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Na manhã desta segunda-feira (22), o perfil da unidade postou uma sequência de fotos em que Angelica aparecia ao lado de seus alunos com o seu característico sorriso no rosto.

O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo. Ainda não há informações sobre o horário e local de sepultamento da vítima, que não deixa filhos.

Fonte: O São Gonçalo