Profissionais de Educação de Maricá fazem testagem para Covid-19

As secretarias de Saúde e de Educação de Maricá iniciaram nesta semana uma testagem coletiva para detectar o novo coronavírus, voltada a todos os profissionais que atuam em escolas do município, sejam da rede pública (municipal e estadual) ou particular. A ação, que vai até o dia 30 deste mês, beneficia professores, coordenadores, dirigentes de turno e também as equipes de apoio (merendeiras, pessoal de secretaria e de limpeza). A expectativa é que cerca de 5.700 pessoas passem pela testagem, que acontece das 9h às 17h em um laboratório no Centro da cidade.

De acordo com a secretária de Saúde Simone da Costa, o objetivo é criar um mapa virológico da educação no município, que vai orientar os próximos passos no setor. “Este é um trabalho pioneiro em nosso estado e, através dele, poderemos saber também quem já se infectou com o vírus anteriormente”, esclareceu, lembrando que a ação tem apoio técnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ).  Uma nova testagem está prevista antes do retorno às aulas, o que deve ocorrer em fevereiro.

“Vamos ter exames nos alunos por amostragem. Estamos conversando com a universidade e a tendência é fazermos o teste através da saliva, que tem a mesma eficácia e não é algo invasivo para eles. Os protocolos de distanciamento nas escolas também já foram definidos”, lembrou Simone.

Já a secretária de Educação, Adriana Luísa da Costa, reforçou que será a pasta da Saúde que vai determinar se há condição para reabertura das unidades e que este trabalho será decisivo.

“Como não temos uma perspectiva de vacina disponível nos próximos meses, já decidimos que, uma vez permitido o retorno, teremos ensino híbrido (parte em cada, parte na escola) e que as aulas presenciais serão opcionais para cada um. Para isso, precisamos verificar a condição também de cada profissional”, ressaltou Adriana, que explicou também o motivo do início da testagem pela rede privada.

“Primeiro porque era uma cobrança que nos faziam enquanto governo e, depois, isso veio de encontro com a filosofia que a gestão adota, que é a visão territorial das ações. Trabalhamos envolvendo toda a comunidade, todos os moradores, sem distinção. E neste caso específico temos o dever de preservar a vida das pessoas”, pontuou.

Entre os profissionais que procuraram o laboratório nos primeiros dias, tinha gente realizava o teste pela primeira vez desde o início da pandemia, em março. Foi o caso da professora Deisilane da Silva Figueiredo, de 36 anos, que atua no CAIC Elomir Silva, em São José de Imbassaí.

“Já tinha tentado antes, mas não consegui, então esse é o primeiro teste faço, mas eu também saí pouco de casa nesse período. Acho importante porque nos tranquiliza”, afirmou ela. Também do CAIC, a mediadora pedagógica Leidiane Ramalho da Silva contou que já havia testado positivo para a Covid-19 e também exaltou a importância da ação. “Depois que me recuperei, voltei à escola para a distribuição das cestas básicas, que ainda estamos realizando. Com essa testagem, podemos tranquilizar também nossas famílias e saber o risco que corremos”, avaliou e servidora, que tem 31 anos.

Atuando na rede privada de ensino, a professora Juliana Monnerat Rocha também aprovou a iniciativa do governo municipal. “Isso dá mais segurança para nós e nossas famílias. Nós que temos filhos, então, é que não podemos facilitar mesmo. Muito bom o que a prefeitura está fazendo”, elogiou a profissional, que dá aulas no Colégio Prima, no Centro.