Número de homicídios cresce na Região dos Lagos

Os moradores da Região dos Lagos estão assustados com o aumento do número de homicídios na área. Isso porque, em um mês, do dia 19 de agosto até o dia 19 de setembro, 25 mortes foram registradas. Em Cabo Frio, por exemplo, 14 pessoas foram mortas neste período de tempo. Entre eles, um policial militar que separou uma briga e foi morto na Praça de São Cristóvão, além de um jovem motorista de aplicativo que foi encontrado morto em Guriri.

Em Araruama, o vereador Ciraldo Fernandes da Silva foi assassinado também durante o período. Já em Arraial e em Búzios, ossadas foram achadas em estágio de decomposição. Mortes também marcaram o período nestas regiões e em Cabo Frio também.

Para o Gestor de Segurança, José Maria Cadimo, os índices de crime estão maiores e os “crimes mais comuns estão sendo banalizados, aprimorando os mais sofisticados, sem que haja punição eficaz para esta crescente delinquência”. Esse índice contraria a campanha feita pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, que afirma que “o número de homicídios dolosos é o menor em quase 30 anos”.

Ainda segundo José Maria, as políticas públicas estão sendo incapazes de combater a violência. “Os investimentos realizados no setor de combate à criminalidade são aplicados de forma inadequada e não conseguem baixar as estatísticas alarmantes.”

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), na área do 25º Batalhão de Polícia Militar, o número de homicídios dolosos em 2019, de janeiro a julho, caiu 25,5% em relação ao mesmo período de 2018. Já o número de mortes por intervenção de agentes do Estado, quando há confrontos armados, aumentou 33%.

Para Cadimo, é necessária a ação do poder municipal “principalmente no que tange à prevenção da violência primária, já que esse tipo envolve ações focadas em fatores sociais, econômicos, psicológicos e ambientais”.

Ele ainda completa: “Reconhecemos o trabalho da polícia, no entanto, sem os investimentos necessários há décadas, o aumento do número de ocorrências foi inevitável, absorvendo praticamente todo o efetivo das Polícias Civil e Militar para o atendimento às vítimas, comprometendo todo o trabalho preventivo que deveria ter sido realizado.”

As ações da polícia que apreenderam drogas e armas na região tem também inibido a venda dessas substâncias. “A vulnerabilidade por deficiência no controle e fiscalização pelos órgãos competentes, durante vários anos, vem motivando o ingresso e comercialização de drogas, que consequentemente, são o motivo de disputa e crimes violentos”. Segundo a Polícia Civil, todos os crimes denunciados estão sendo investigados.

Fonte: O São Gonçalo