Moradores de São Gonçalo reclamam dos Correios

O alto número de roubo de carga é o motivo para a interrupção da entrega dos Correios em São Gonçalo. Muitos moradores reclamam que não recebem as encomendas em sua residência e precisam ir até às Agências para buscá-las.

De acordo com Instituto de Segurança Pública (ISP) o número de roubo de carga em São Gonçalo, apresenta uma queda. Em abril deste ano, comparado com abril de 2018, a queda foi de 28%. E uma queda de 24% de janeiro a abril deste ano, comparado com o mesmo período em 2018.

A manicure Lucinete Campos, moradora do bairro do Rocha, disse que paga por um serviço que não é prestado.

“Eu moro em uma rua principal. É uma coisa que atrapalha muita gente. Nós pagamos e não temos o serviço. As contas chegam direitinho, mas encomendas grandes que deveriam ser entregues com o carro do Sedex, não chegam”, relata.

O professor Paulo Augusto Medeiros, morador do bairro Colubandê disse que há um ano não recebe os produtos em sua residência. “Eu moro pertinho da Agência dos Correios, mas tenho que ir até lá buscar. E quando chego é sempre uma fila grande. Reclamação de todos os lugares”.

Os Correios informaram em nota que isso é uma medida temporária para garantir a segurança dos funcionários por conta de assaltos.

A Polícia Militar informou que está se esforçando para aumentar a segurança.

Preso acusado de matar jovem que defendeu mãe de assalto é inocente, afirma defesa

O acusado pelo assassinato do jovem Matheus Lessa, que foi baleado ao defender a mãe de um assalto na última semana, é inocente. É o que afirma a defesa de Leonardo Nascimento dos Santos, de 27 anos. O eletricista foi preso em flagrante após ser reconhecido por fotos. A polícia afirma que Leonardo ainda foi reconhecido por quatro testemunhas e pela mãe de Matheus, porém, a defesa alega que há imagens que comprovam que o acusado estava em outro local na hora do crime.

Leonardo foi preso em flagrante um dia após o crime em sua casa. Sua advogada, Karen Pesenti, afirma que a prisão em flagrante do rapaz foi feita de forma ilegal e que o reconhecimento foi baseado na cor de sua pele – Leonardo é negro. “Esse é um momento muito triste, não imagino o sofrimento pelo qual a família da vítima está sofrendo. Só que a investigação está sendo feita de maneira errada. A prisão em flagrante foi feita de forma ilegal, no dia seguinte ao crime, sem as condições para uma prisão em flagrante”, declarou.

Segundo ela, câmeras de segurança mostram Leonardo entrando em um condomínio de Guaratiba para jogar bola no mesmo horário do crime, que ocorreu na mesma região. Nas imagens, Leonardo é visto por volta das 18h46 entrando no campo de futebol e, mais tarde, às 19h09, voltando para casa, já que não houve jogo no dia. O crime teria ocorrido por volta das 19h, à três quilômetros do condomínio onde o acusado estava. A advogada de defesa do jovem afirma ainda que a camisa que ele vestia na ocasião não é a mesma que o suspeito do homicídio estaria usando, segundo a descrição de testemunhas.

Leonardo trabalhava em uma gráfica e estava à procura de um emprego após ser demitido (Foto: Arquivo pessoal)

O acusado, que é eletricista e está desempregado há alguns meses, recebendo auxílio-desemprego, vive com os pais e com a irmã, que expressou indignação com o caso. “Sei que é um momento muito triste para a família do Matheus, o que aconteceu é uma tragédia enorme. Mas faço essa pergunta a mim mesma todos os dias: por que apontaram ele [Leonardo] como autor? Meu irmão é inocente. Ele não estava no mercado onde o crime aconteceu naquela hora. O reconhecimento foi feito de maneira errada. Meu irmão é negro, magro e alto. Os outros jovens colocados junto dele para o reconhecimento eram brancos. Meu irmão é inocente e nós podemos provar”, disse.

Leonardo trabalhava em uma gráfica antes de ser demitido e estava à procura de um emprego. O rapaz costumava frequentar os jogos do Flamengo, time do coração, no Maracanã, e tinha planos de viajar com família e amigos neste final de semana para comemorar seu aniversário e o de sua irmã gêmea.