Vereador Jairinho e mãe do menino Henry são presos

Henry

O menino foi encontrado morto no dia 8 de Março, no apartamento do casal. Eles afirmam que houve um acidente mas laudos descartam a hipótese. Consta pela investigação, que semana antes do falecimento, o menino havia sido torturado por Jairinho com o conhecimento da mãe da criança.

A prisão

Nesta quinta-feira, 8 de Abril, O vereador Jairinho (padrasto) e Monique Medeiros (mãe)  do menino Henry foram presos nesta manhã por serem acusados de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas para combinar versões. A prisão é temporária, por 30 dias.

Eles foram presos na casa de uma tia do vereador, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, por volta de 6h10 da manhã, no mesmo dia em que a morte de Henry completa um mês. Segundo um delegado envolvido no caso, a Polícia Civil conseguiu recuperar mensagens apagadas dos celulares dos suspeitos. Nelas, Monique admitiu o crime contra a criança.

Investigações

Desde a morte de Henry, os policiais vem ouvindo testemunhas e reunindo provas para entender o que aconteceu para que uma criança de 4 anos chegasse ao hospital desacordado e morresse. Segundo o documento assinado pelo perito, à criança tinha múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores, infiltração hemorrágica na parte frontal, lateral e posterior da cabeça, apontou grande quantidade de sangue no abdômen, contusão no rim e trauma com contusão pulmonar.

A Polícia Civil ouviu 18 testemunhas, entre médicos que atenderam o casal no Hospital Barra D’Or, uma psicóloga, legistas, a faxineira do apartamento do casal, ex-namoradas de Jairinho e a babá de Henry Borel. Os celulares do casal também vem sendo investigados, mas a polícia tem usado um novo software para recuperar mensagens dos dois que os agentes acreditam terem sido apagadas.

Embora o inquérito ainda não tenha sido concluído, a polícia acredita que Henry foi assassinado. Falta esclarecer como o crime foi cometido

Até o momento, o casal não se pronunciou após sua prisão. Anteriormente, durante as investigações, eles negaram qualquer envolvimento com a morte da criança de quatro anos. Na última quarta-feira (07), eles prestaram depoimento do caso e continuaram negando envolvimento.