Com diversas homenagens, os desfiles do Grupo Especial do Carnaval carioca vão acontecer nos dias 15, 16 e 17. Em cada dia, quatro escolas vão apresentar seus enredos na Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio de Janeiro. Nos desfiles, figuras políticas, artísticas e religiosas serão homenageadas, dentre eles: o presidente Lula, Ney Matogrosso, Rita Lee, Mestre Ciça e Rosa Magalhães.
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Domingo – 15/02

Acadêmicos de Niterói
Primeira a desfilar e estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói vai abordar a história do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” vai explorar a trajetória de Lula, desde sua infância no Nordeste até sua carreira política.
Imperatriz Leopoldinense
Com o enredo “Camaleônico”, a Imperatriz Leopoldinense vai homenagear o cantor Ney Matogrosso. Segundo o carnavalesco da escola, Leandro Vieira, o desfile não será cronológico. Nas alas e carros alegóricos, serão exploradas músicas e estéticas marcantes que marcaram a carreira do artista, que participou ativamente da criação do enredo.
Portela
A escola azul e branca de Madureira, a Portela, vai explorar a trajetória do líder espiritual Príncipe Custódio. Um dos principais nomes da tradição afro gaúcha do século XIX e do Batuque, religião de matriz africana no Sul do país. O enredo foi batizado como “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”.
Mangueira
Neste ano, a verde e rosa vai explorar a vida de Mestre Sacaca, um curandeiro do Amapá. A Mangueira vai abordar a “Amazônia Negra” e indígena, explorando não apenas as características ambientais, como também a história afro-cultural da região. “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra” fecha a sequência de escolas do domingo.
Segunda-feira – 16/02

Mocidade
A Mocidade ocupou a penúltima colocação do Grupo Especial em 2025 e, neste ano, promete uma reviravolta através de uma homenagem à cantora Rita Lee. Com alas representando as principais músicas da cantora, como “Venenosa” e “Alô, Alô, Marciano”, a escola promete celebrar a trajetória e carreira da “Rainha do Rock Brasileiro”. No desfile, a agremiação vai representar a artista como “padroeira da liberdade”.
Beija-Flor
Campeã do último Carnaval, a Beija-Flor de Nilópolis vai abordar em 2026 o Bembé do Mercado, tradicional festa de candomblé no Recôncavo Baiano, que comemora a abolição da escravatura. Este vai ser o primeiro desfile da escola após a saída de Neguinho da Beija-Flor, que ficou 50 anos na agremiação. Os novos intérpretes serão Nino Milênio e Jéssica Martin.
Viradouro
A Viradouro vai homenagear seu mestre de bateria, Ciça. Com duas passagens pela escola, ele soma 17 anos defendendo a escola de Niterói. A homenagem provocou o retorno de Juliana Paes ao posto de rainha de bateria. Com o lema “Pra Cima, Ciça”, a agremiação tenta seu quarto título do Grupo Especial.
Unidos da Tijuca
Para fechar a noite, mais uma homenagem. A Unidos da Tijuca vai destacar em seu desfile Carolina Maria de Jesus, autora brasileira que ficou reconhecida no mundo da literatura por seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”. Na obra, a escritora relata sua vida como catadora de papel na favela do Canindé, em São Paulo.
Terça-feira – 17/02

Paraíso do Tuiuti
A Paraíso do Tuiuti levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2026 o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, que mergulha na história de uma vertente religiosa afro-cubana de matriz ioruba. A proposta do tema é dar visibilidade a essa linhagem de fé e ancestralidade africana preservada em Cuba, mostrando sua conexão com o Brasil.
Vila Isabel
A Vila Isabel vai dedicar seu desfile ao artista Heitor dos Prazeres. A escola vai explorar a relação do homenageado com o samba e raízes africanas. O enredo, intitulado “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, promete ser um mergulho ao universo crativo de Heitor e sua visão sobre a “Pequena África”.
Grande Rio
A Grande Rio, segunda colocada em 2025, vai trazer neste ano “A Nação do Mangue”. A escola vai explorar o Manguebeat, estilo musical criado nos anos 1990 em Recife, que une ritmos regionais, como maracatu, coco e ciranda, junto com guitarras distorcidas e batidas eletrônicas. O “mangue”, simbolizado pelo caranguejo e pela lama dos manguezais, faz uma alusão à vida dos trabalhadores da região. Em seu desfile, a agremiação promete destacar a identidade popular que nasce “da lama”, conectando o Manguebeat ao samba na Sapucaí.
Salgueiro
Finalizando a série de homenagens deste ano, o Salgueiro vai dedicar um dos principais nomes do Carnaval, a carnavalesca Rosa Magalhães. Com sete títulos no Grupo Especial, ela ficou conhecida por seus desfiles marcados pelo luxo, figurinos detalhados e grande domínio de referências históricas e literárias.
Por Clara Egger (Estagiária sob supervisão)
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