O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), provocou forte repercussão política após um discurso proferido no último sábado (22), durante comício de campanha realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paes utilizou o termo “corrupção normal” para falar sobre desvios de recursos por empreiteiras e a infiltração de facções criminosas na estrutura do estado, e foi acusado de normalizar o ato ilícito.
No próprio pronunciamento, o candidato frisou que não estava “minimizando” desvios de empreiteiras, mas declarou que o debate fluminense não trata mais disso, e sim do fato de que “o crime organizado sentou no Palácio Guanabara”, em uma crítica direta à gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL).
A declaração gerou reações imediatas e debates entre diferentes grupos políticos nas redes sociais e meios de comunicação. Críticos e opositores acusaram o candidato de relativizar e normalizar práticas ilegais ao classificar o recebimento de propinas como algo comum.
Por outro lado, apoiadores e aliados sustentaram que a fala teve caráter comparativo para demonstrar que o avanço de grupos criminosos sobre o núcleo de tomada de decisão do estado representa um patamar inédito de deterioração institucional. A defesa aponta para as investigações e prisões recentes de ex-secretários de governo como prova da gravidade da crise de segurança fluminense.
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