A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Samba e do Carnaval da Alerj, deputada Zeidan, vai colocar o bloco nas ruas do Rio de Janeiro para conscientizar foliões sobre a importância de brincar o carnaval sem cometer crimes. A iniciativa tem como foco o combate ao assédio e à violência contra a mulher durante a folia. A ação começou na última sexta-feira, dia 30, durante a abertura dos ensaios técnicos do Rio Carnaval 2026, no Sambódromo, e segue até o último dia da festa, em 17 de fevereiro.
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De acordo com a deputada, diversas equipes de trabalho atuarão simultaneamente na capital, em municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, distribuindo material educativo e alertando que o assédio e a violência não fazem parte da cultura do carnaval.
No sábado, 31 de janeiro, o material educativo foi distribuído na capital, principalmente no Centro da cidade — onde há maior concentração de blocos de rua — e na Zona Oeste. Ao longo da semana, o trabalho será ampliado para as quadras das escolas de samba. Durante o carnaval, a ação ocorrerá também nos locais de concentração das escolas nos dias de desfile no Sambódromo.
Na Região Metropolitana do estado, serão contemplados os municípios de Maricá, Niterói, Itaboraí, Cachoeiras de Macacu e São Gonçalo. Já na Baixada Fluminense, a iniciativa será realizada em Mesquita.
Além de panfletos educativos, as equipes irão distribuir adesivos e leques com a mensagem “Na folia, respeito é lei”.
O material traz informações sobre a Lei nº 13.718/2018, que tipifica o crime de importunação sexual e prevê pena de 1 a 5 anos de prisão, além do Protocolo “Não é Não”, instituído pela Lei nº 14.786/2023, que obriga casas de shows e eventos a adotarem medidas de prevenção à violência contra a mulher, com campanhas educativas e divulgação dos canais de denúncia.
Para a deputada Zeidan, defender o samba e o carnaval é garantir que as ruas sejam espaços de liberdade, não de violência.
“É bom que todos saibam que consentimento é regra, que respeito é parte da folia e que nenhuma mulher deve ser obrigada a escolher entre celebrar e se proteger”, afirmou a parlamentar.
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