Julgamento de acusados pelas mortes de músico e catador em Guadalupe se inicia na Justiça Militar

Dois anos e meio depois da morte do músico Evaldo dos Santos Rosa e do catador de latinhas Luciano Macedo, a Justiça Militar começa o julgamento de 12 militares do Exército acusados pelas mortes. A equipe envolvida na ação deu mais de 257 tiros de fuzil contra o carro onde Evaldo estava com a família.

O caso aconteceu em abril de 2019, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. O músico seguia para um chá de bebê com a esposa, uma amiga dela, o sogro e o filho de apenas 7 anos. O veículo foi atingido por 62 disparos de fuzil e pistola. Luciano foi atingido ao tentar ajudar as vítimas.

Além das mortes, os militares são acusados de tentativas de homicídio contra os parentes de Evaldo que estavam no veículo e por não terem socorrido os feridos.

 

Fonte: BandNews

Acusados da morte de Marielle Franco seguirão presos, decide Justiça

O ex-policial militar Élcio Queiroz, o sargento da Polícia Militar reformado Ronnie Lessa e Alexandre Mota vão continuar na prisão. A decisão judicial foi divulgada por volta de 15h30 desta qinta-feira, após uma audiêcia de custódia em Benfica. Élcio e Ronnie teriam envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

Alexandre foi preso em flagrante por abrigar 117 fuzis em sua casa. Já Ronnie foi detido em flagrante por ser dono de peças de fuzis encontradas com Alexandre e teve sua prisão mantida pela Justiça. Assim como Alexandre e Ronnie, Élcio, preso em flagrante por posse de duas pistolas, também teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Nas investigações da morte de Anderson e Marielle, Ronnie é apontado como possível autor dos disparos que mataram os dois.

Segundo Henrique Telles, advogado de Élcio, ele será levado para a DH é, somente amanhã, será conduzido ao Complexo de Gericinó.

– Infelizmente, tanto a polícia quanto o Judiciário estão contaminados pela pressão sobre o caso Marielle. Em respeito à Marielle, temos que prender o criminoso. Meu cliente estava com duas pistolas que ele adquiriu quando era militar e estavam sem munição – disse o Telles.

As audiências de custódia aconteceram em razão da posse de armas de uso restrito por parte dos acusados e não por conta da morte da parlamentar. Eles saíram em um comboio de cinco carros da Polícia Civil, ao meio-dia, da Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

Os três seguirão de Benfica para Delegacia de Homicídios, de onde devem ser encaminhados para os respectivos presídios, de acordo com os advogados. Fernando Santana, que defende Ronnie Lessa, disse que pedirá que o seu cliente seja levado para no Batalhão Especial Prisional (Bep), em Niterói.