‘Atravessou meu caminho’ diz gamer de 18 anos que matou a facadas amiga rival na vida real

O jovem Guilherme, de 18 anos, que matou a amiga Ingrid Oliveira Bueno da Silva, de 19 anos, a facadas e golpes de espada disse à polícia que ela “atravessou o seu caminho”. Os dois jogavam videogame juntos. Ele gravou e confessou o crime e afirmou que estava planejando a ação há duas semanas. “Minha sanidade mental tá completamente apta. Eu quis fazer isso”, falou o jovem aos policiais no momento da prisão.

O crime chocou a família e os moradores do bairro. Segundo a mãe do jovem, Maria Rita Alves, ele era um bom filho e todos gostavam dele. “Sem palavras, todo mundo aqui gostava dele. O filho que eu criei não foi esse, não foi”, revelou em entrevista à Record TV.

Após o assassinato, Guilherme divulgou um vídeo confessando o crime: “Vocês tão achando que é tinta, montagem, mas não é. Eu realmente matei ela. Eu tenho um livro também. Pedi pra um pessoal divulgar”.

O livro é um diário com 52 páginas, onde ele escreve sobre a vida, os objetivos e diz que não gosta de ninguém.  Em um vídeo, ele destaca que pretendia atacar o cristianismo em seu próprio nome.

O acusado está desempregado e conheceu a vítima pela internet há cerca de um mês. Eles costumavam jogar uma série de games eletrônicos de guerra, ação e tiros. À mãe, o jovem disse que a amiga era de Santana, na zona norte.

Já Ingrid teria pedido um atestado no trabalho na data do crime para poder se encontrar com o suspeito. Os pais dela não sabiam. Ela revelou ao ex-namorado que iria para a casa de um amigo, mas não disse o nome dele.

O encontro foi na última segunda-feira (22) na casa do jovem na região de Pirituba, na zona norte de São Paulo. Ao se recusar a executar um ataque, Ingrid foi morta e a ação filmada. A família não ouviu gritos de socorro ou qualquer outro barulho. Nem mesmo o cachorro latiu.

Histórico familiar

Guilherme morava na mesma casa desde o nascimento com a mãe e os irmãos. A mãe limpou o quarto onde o crime aconteceu e ainda está em choque. Ela saiu para trabalhar e recebeu o telefonema de um dos filhos e da nora dizendo para ela retornar à casa. Maria Rita acreditava ter acontecido alguma coisa com o outro filho que trabalha de moto e foi surpreendida com a cena.

A polícia cercou a área e Guilherme foi preso. Ele demonstrou frieza e confessou o assassinato da jovem: “Meu objetivo era ficar com a moça e matar”, revelou na delegacia.

O caso

Policiais militares foram chamados para atender uma ocorrência de mulher esfaqueada. No local, acharam a vítima com diversas facadas. O óbito foi constatado por uma equipe do resgate.

Após ferir a vítima, o estudante fugiu. O irmão dele contou que chegou em casa e encontrou a jovem já desmaiada. Ele não a conhecia. O estudante disse aos seus familiares que iria cometer suicídio, mas seu irmão conseguiu convencê-lo a se entregar.

Os agentes conseguiram uma cópia do suposto livro escrito por Guilherme, que foi anexada ao inquérito policial. O celular foi apreendido. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 87º DP, na Vila Pereira Barreto.

 

Fonte: noticias.r7.com

 

Corpo de juíza morta a facadas pelo ex-marido no RJ será cremado hoje

O corpo da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, assassinada a facadas pelo ex-marido na véspera de Natal, será cremado neste sábado (26). A cerimônia de cremação está prevista para as 10h30 no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária da capital.

A magistrada foi morta por volta das 18h de quinta-feira (24) na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na frente das três filhas, todas menores de idade.

Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi tinha 45 anos e exercia a magistratura havia 15; ela foi morta pelo ex-marido na frente das filhas em plena véspera de Natal — Foto: JN

Segundo a Associação de Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), Viviane Vieira do Amaral Arronenzi era juíza há 15 anos.

Atualmente ela trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital, mas já tinha atuado na 16ª Vara de Fazenda Pública. Várias entidades da magistratura divulgaram notas de repúdio ao crime. Veja íntegras abaixo na reportagem.

Ex-marido da juíza Viviane Arronenzi, o engenheiro Paulo José Arronenzi foi preso em flagrante após o crime, ocorrido na noite de véspera do Natal (24) — Foto: Reprodução

Assassino em prisão preventiva

O engenheiro Paulo José Arronenzi, que foi preso em flagrante ainda na quinta-feira (24) por feminicídio após matar a juíza a facadas, teve a prisão temporária convertida em preventiva nesta sexta-feira (25).

A decisão foi da juíza Monique Brandão durante a audiência de custódia do engenheiro Paulo José Arronenzi. Ele foi encaminhado, em seguida, para um presídio do sistema da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).

Suspeito fica calado em delegacia

Paulo José Arronenzi, de 52 anos, não quis falar na delegacia e disse que só vai se manifestar em juízo, segundo informações da polícia.

Ele não tentou fugir depois do crime e permaneceu próximo ao corpo da ex-mulher até a chegada da polícia. Ele recebeu voz de prisão e foi levado à Divisão de Homicídios e foi transferido nesta sexta para um presídio.

O crime ocorreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) foi esfaqueada na Avenida Rachel de Queiroz, na frente das três filhas do casal.

O assassinato foi registrado em um vídeo que circulou em redes sociais e foi analisado pelos policiais. Na gravação, as crianças pedem ao pai que parem de golpear a juíza.

Para a polícia, o engenheiro premeditou o crime. No carro dele foram encontradas três facas, mas a que foi usada para matar a mulher, no entanto, não foi encontrada.

Em setembro, Viviane havia feito um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha.

Ela chegou a ter escolta policial concedida pelo TJ-RJ, mas pediu para retirá-la posteriormente.

A juíza não foi a única mulher a denunciar o engenheiro para a polícia.

Em 2007, uma ex-namorada dele registrou ocorrência policial porque estaria sendo importunada por ele, que não aceitava o fim do relacionamento.

Ex-marido preso em flagrante pela morte de juíza fica em silêncio na delegacia — Foto: Reprodução/TV Globo

Presidente do STF divulga nota

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, lamentou nesta sexta (25) o assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, 45 anos, morta a facadas pelo ex-marido na véspera de Natal.

Em nota pública, divulgada em nome do STF e do CNJ, Fux chamou o crime de “covarde” e se disse comprometido “com o desenvolvimento de ações que identifiquem a melhor forma de prevenir e de erradicar a violência doméstica contra as mulheres no Brasil”.

Entidades jurídicas divulgam notas

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro disse que “lamenta profundamente” a morte da juíza Viviane Arronenzi, vítima de feminicídio.

Já a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) emitiram nota conjunta em que expressam “extremo pesar” pelo que classificaram como “covarde assassinato da juíza”. As entidades afirmaram que o crime não ficará impune.

“As entidades representativas do magistrados fluminenses e brasileiros se solidarizam com os parentes e amigos da pranteada magistrada. Este crime bárbaro não ficará impune, asseguramos”, enfatiza a nota.

No mesmo comunicado, o presidente da AMAERJ, Felipe Gonçalves informou que, ainda na noite de quinta-feira, conversou com o secretário de Polícia Civil do Estado do Rio, delegado Alan Turnowski, e com o delegado Pedro Casaes, que esteve no local do crime.

“Posso afiançar: esse crime não ficará impune. O feminicídio tem o repúdio veemente da sociedade brasileira. O Brasil precisa avançar. O que ocorreu nesta quinta-feira na Barra da Tijuca é absolutamente inaceitável”, reiterou Gonçalves.

Já a presidente da AMB, Renata Gil, destacou sua “indignação e repulsa” diante do assassinato da magistrada.

Fonte: g1.globo.com