Fiocruz orienta que população fique em casa na Páscoa e lança cartilha com recomendações

Para a Páscoa, celebrada no próximo domingo (4),a orientação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é que a população fique em casa, apenas com as pessoas que já convivem juntas. E lembra: “nenhuma medida é capaz de impedir totalmente a transmissão da Covid-19”.

Ainda assim, para quem pensa em fazer encontros durante a Semana Santa e no Domingo de Páscoa, a fundação atualizou uma cartilha de recomendações criada para as celebrações do fim do ano passado.

A principal recomendação é preservar a vida. A cartilha lançada pela instituição na quarta-feira (31) tem uma série de dicas para as famílias aproveitarem o momento com segurança sanitária.

Em 16 de março, o serviço de monitoramento da situação da pandemia da Fiocruz nos estados no país constatou que o “Brasil passa por ‘maior colapso sanitário e hospitalar da história”.

O manual vale para quem vai celebrar a data em casa ou em outro local, e que eventualmente estejam expostas a diferentes níveis de contágio.

Traz, ainda, orientações sobre o número de convidados, preparação e serviço dos alimentos, e até quem deve evitar o encontro.

  • Usar máscara sempre que não estiver bebendo ou comendo
  • Ter uma máscara reserva, limpa e seca para o caso de sujar e precisar trocar
  • Evitar aglomerações e manter a distância de, pelo menos, dois metros
  • Dar preferência a locais abertos ou bem ventilados
  • Evitar o uso de ar-condicionado
  • Lavar as mãos com frequência
  • Não compartilhar objetos, como talheres ou copos

 

Fonte: g1.globo.com

Rio Bonito deve receber 1.710 doses da CoronaVac; lote chegará às 13h de hoje no Rio

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar emergencialmente o uso das vacinas da Fiocruz (Oxford) e do Instituto Butantan (CoronaVac) contra a Covid-19, o primeiro lote com 480.520 mil doses da CoronaVac está previsto para chegar ao Rio de Janeiro às 13h desta segunda-feira (18) e será distribuído para os 92 municípios do Rio. Destas, 1.710 doses devem ser destinadas para Rio Bonito.

A primeira fase da vacinação, segundo o Governo do Estado, vai englobar aproximadamente 232 mil pessoas. Ainda de acordo com o Estado, serão vacinados os profissionais da saúde, pessoas acima de 60 anos e pessoas com deficiência em casas de repouso e indígenas. As duas doses serão aplicadas com intervalo de 28 dias. No entanto, os protocolos ainda devem ser confirmados pelas prefeituras.

“Achamos que, até o final do dia, todos já estarão com essas vacinas prontas para que durante o dia de amanhã possam fazer a distribuição. E aí, alguns que se organizarem mais, talvez até amanhã à tarde já possam começar. Vai de prefeito para prefeito”, disse o governador em exercício, Cláudio Castro, que garantiu que os materiais necessários para a vacinação, como seringas e agulhas, chegaram aos municípios no último sábado (16).

Além de Rio Bonito, a expectativa é que 840 doses da CoronaVac sejam destinadas para Tanguá, e 480 para Silva Jardim. Búzios, por sua vez, deve receber 750 doses da vacina; Arraial do Cabo, 630. Cabo Frio também deve receber 5.310 doses; Casimiro de Abreu, 1.120; Iguaba Grande, 500; Rio das Ostras, 3.400. Para São Pedro de Aldeia, espera-se que 1.770 doses sejam destinadas; Saquarema, por sua vez, espera receber 2.490 doses do imunizante e Maricá, 4.270.

Na Região Metropolitana, Itaboraí deve receber 4.620 doses da CoronaVac; São Gonçalo, por sua vez, espera receber 27.590 mil doses da vacina, número aproximado de Niterói, que deve receber 23.240 mil doses. Para o Rio de Janeiro, serão destinadas 231.840 mil – doses que serão entregues em 450 pontos de vacinação nas próximas 36 horas a partir do recebimento do lote no estado. Segundo o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, o primeiro carioca será vacinado nesta segunda-feira (18), às 17h, no Cristo Redentor.

Fiocruz e Butantan é cobrada pela Anvisa informações sobre vacinas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou informações adicionais ao Instituto Butantan e à Fundação Oswaldo Cruz (Friocruz) sobre os pedidos de autorização de suas vacinas para o uso em caráter emergencial. Em nota, o órgão destacou que, sem o conjunto das informações necessárias, à análise dos requerimentos de autorização não é possível cumprir o prazo estabelecido de até 10 dias.

A agência marcou para o próximo domingo a reunião da sua diretoria colegiada para decidir sobre as solicitações do dois centros de pesquisa. O Instituto Butantan desenvolve a vacina CoronaVac, em parceria com a farmacêutica Sinovac. A Fiocruz firmou parceria com o consórcio do laboratório Astrazeneca e da Universidade de Oxford, do Reino Unido.

No caso do Butantan, a Anvisa disse em nota que já havia solicitado o restante da documentação no sábado passado. Essas informações são necessárias para avaliar os resultados da eficácia do imunizante no estudo clínico na Fase 3. Também são necessários dados adicionais para aferir a imunogenicidade da vacina na Fase 3 dos estudos clínicos.

No processo de exame da vacina da Fiocruz com o consórcio Astrazeneca/Universidade de Oxford também estão faltando informações. A Anvisa informou que solicitou à instituição dados de comparabilidade, estabilidade e transporte.

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que desde o sábado, quando recebeu a primeira solicitação de complementação, tem feito uma força-tarefa para apresentar os dados que ainda não foram enviados. De acordo com o comunicado, as informações serão entregues “ainda nesta semana”.

 

Fonte:

Fiocruz se reuni com a Anvisa e faz opedido para uso emergencial de uma vacina no Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai se reunir, nesta segunda-feira (4), com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O encontro está marcado para as 10 horas e a cúpula do Ministério da Saúde acredita que haverá o primeiro pedido para uso emergencial de uma vacina no Brasil: a desenvolvida pela Fiocruz em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

A expectativa dos integrantes do ministério é de que essa reunião seja um passo importante para que a vacinação seja garantida ainda neste mês de janeiro. A Anvisa estipula um prazo de 10 dias para responder sobre a aprovação, após o pedido para uso emergencial. Neste mesmo cenário, a agência reguladora já havia autorizado, na semana passada, a importação de 2 milhões de doses de vacinas pela Fiocruz, mesmo ainda sem a autorização para a aplicação.

No domingo (3), a Fiocruz já havia confirmado que o pedido para registro emergencial seria feito nesta semana, em nota divulgada. A ação faz parte de um plano em duas frentes: a importação de vacinas prontas produzidas no Instituto Serum, da Índia, que também produz o imunizante; e iniciar a produção em solo brasileiro, conforme cronograma da instituição. O objetivo é “contribuir com o início da vacinação ainda em janeiro”, de acordo com a fundação.

 

Fonte: odia.ig.com.br

Fiocruz afirma que as pessoas que tiveram covid-19 podem ser reinfectadas

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) observaram que a primeira exposição ao coronavírus pode não produzir memória imune em casos brandos, o que significa que uma pessoa que teve covid-19 pode ser reinfectada pelo vírus. Para comprovar a tese, pesquisadores fizeram o sequenciamento dos genótipos do novo coronavírus de quatro indivíduos assintomáticos. A pesquisa foi coordenada pelo virologista Thiago Moreno, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz (CDTS/Fiocruz). 

Quatro pessoas assintomáticas foram acompanhadas semanalmente pelos pesquisadores a partir do início da pandemia, em março, com testes sorológicos e RT-PCR (exame considerado o padrão ouro no diagnóstico da covid-19) nos indivíduos acompanhados. Todos testaram positivo para covid-19.

No sequenciamento dos genomas, os pesquisadores confirmaram que uma pessoa contraiu o vírus associado a um genoma importado para o país e outra apresentou uma estrutura viral associada ao genoma que já circulava pelo Rio de Janeiro.

Ambiente familiar

No final de maio, uma das pessoas acompanhadas procurou o grupo de pesquisa dizendo estar com sinais e sintomas mais fortes de covid-19, como febre e perda de paladar e olfato, informou Thiago Moreno.

“Quando fizemos o RT-PCR mais uma vez, os quatro indivíduos testaram positivo. O que observamos foi uma reinfecção dentro do ambiente familiar. Contudo, a pessoa que apresentou em março o genótipo associado a casos importados no Brasil, agora estava infectada por uma outra cepa.”

Também foi observado, no sequenciamento, que “o outro indivíduo, que tinha sido infectado com o genótipo que circulava no Rio, continuava com o mesmo genótipo, mas tinha um acúmulo de mutações que permitiu a interpretação de que era uma reinfecção e não uma persistência de infecção”, esclareceu o pesquisador.

Moreno avaliou que o trabalho reforçou a noção de que a reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e que é algo comum entre vírus respiratórios, o que quer dizer que a primeira exposição ao vírus não é formadora de memória imune. “Casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostos ao vírus, poderão ter novamente uma infecção. Desta vez, pode ser que o quadro se agrave e que essa infecção seja mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa. Por esse motivo fez o alerta à população sobre a imunidade para o coronavírus. Em alguns casos, as respostas imunes podem ser fortes num primeiro momento, mas não significa que elas sejam duradouras”, disse o virologista da Fiocruz.

O resultado da pesquisa Viral Genetic Evidence and Host Immune Response of a Small Cluster of Individuals with Two Episodes of Sars-Cov-2 Infection foi publicado no periódico ‘Social Science Research Network’ (SSRN).

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br