Governo do Estado resolveu se reunir com montadoras situadas no Rio de Janeiro

O Governo do Estado resolveu se antecipar a qualquer movimento de montadoras de veículos com unidades no Rio de Janeiro e está agendando reuniões com todas elas. O foco está no Polo Automotivo do Médio Paraíba, com cerca de 200 empresas, como MAN Latin America (Volkswagen), Nissan/Renault, Jaguar/Land Rover, Hyundai e Peugeot-Citroën, e oito mil funcionários.

O primeiro encontro foi realizado nesta quarta-feira (13/01), com a Jaguar, e o objetivo é encontrar, por meio do diálogo, alternativas para a sustentabilidade dos negócios e a manutenção dos empregos no território fluminense.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares, recebeu os representantes da empresa inglesa, que possui fábrica em Itatiaia. Segundo os executivos da companhia, nos próximos anos, o potencial de investimento adicional da Jaguar/Land Rover no estado pode chegar a R$ 19 milhões. A montadora está se comprometendo a gerar mais 400 empregos diretos destinados à planta industrial.

– Vamos encontrar soluções comuns que atendam o estado e montadoras. O fechamento de uma fábrica representa impactos sociais significativos, com a perda de empregos, diretos e indiretos. Além disso, tem como consequência a queda na arrecadação do Estado – explica Soares.

O Rio de Janeiro tem o segundo maior polo do Brasil em número de indústrias.

 

 

Fonte: rj.gov.br

Sindicato dos Metalúrgicos quer que a Ford reverta demissões

O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) quer que a Ford reveja a decisão de fechar as fábricas no Brasil e mantenha os empregos. Segundo o presidente do Sindicato, Claudio Batista, os trabalhadores foram “pegos de surpresa” com a decisão anunciada ontem (11).

Além da planta de Taubaté, a Ford vai fechar a fábrica de Camaçari, na Bahia. A fábrica da Troller, em Horizonte (CE), vai encerrar as atividades até o fim deste ano. Serão mantidos, entretanto, a sede administrativa para a América do Sul em São Paulo, o Centro de Desenvolvimento de Produto na Bahia e o Campo de Provas em Tatuí (SP). A produção de veículos na região ficará concentrada na Argentina e no Uruguai.

Manutenção de empregos

“O sindicato vai fazer toda luta necessária para tentar reverter essa situação”, disse Batista. De acordo com ele, os 830 funcionários da fábrica em Taubaté tinham estabilidade no emprego até o fim de 2021, devido a um acordo de redução de jornada e salários feito no ano passado, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A unidade da montadora na cidade está há 53 anos de atividade.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) evitou comentar diretamente as razões e os impactos do fechamento das fábricas no Brasil.

“A Anfavea não vai comentar sobre o tema. Trata-se de uma decisão estratégica global de uma das nossas associadas. Respeitamos e lamentamos”, disse a entidade em nota.

No entanto, a associação comentou que os custos de produção têm afetado as montadoras no país. “Isso corrobora o que a entidade vem alertando há mais de um ano, sobre a ociosidade da indústria (local e global) e a falta de medidas que reduzam o Custo Brasil”.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a alta carga tributária é um dos fatores que dificulta a manutenção da produção industrial no país. “A Fiesp tem alertado sobre a necessidade de se implementar uma agenda que reduza o Custo Brasil, melhore o ambiente de negócios e aumente a competitividade dos produtos brasileiros. Isso não é apenas discurso. É a realidade enfrentada pelas empresas”, disse em nota a federação.

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br