Caso Henry: Babá muda depoimento e diz que não sabia de agressões contra o menino

A babá do menino Henry muda de versão mais uma vez e diz em audiência que não sabia de agressões contra o garoto. No relato, Thayna de Oliveira falou apenas de um episódio de violência. Ela lembrou quando Monique Medeiros, mãe de Henry, teria voltado do salão de belezas e visto o filho machucado depois que o menino ficou por alguns minutos trancado no quarto com Jairinho.

A juíza Elisabeth Machado alertou Thayna algumas vezes, diante das contradições apresentadas pela babá. A defesa de Monique chegou a pedir a prisão dela, mas a magistrada negou. No entanto, a juíza pediu a delegacia responsável pelo inquérito a abertura de um novo procedimento para saber se ela mentiu.

O pai de Henry, Leniel Borel, se emocionou durante o depoimento. O engenheiro afirmou que dias antes da morte, o menino contou que não queria voltar ao convívio da mãe e do padrasto.

De acordo com Leniel, no dia da morte, Henry chegou a chorar e vomitar ao voltar para a casa dos dois. Ao tentar acalmá-lo, o garoto respondeu: ‘a mamãe não é boa’.

Dez testemunhas de acusação foram ouvidas nesta quarta-feira (6), e novas audiências foram marcadas para os dias 14 e 15 de dezembro. Monique Medeiros e Jairinho estão presos e denunciados por homicídio triplamente qualificado.

 

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Primeira audiência do caso Henry é mantida mesmo sem testemunhas importantes, como a babá, que não foi encontrada

Mesmo sem a presença de testemunhas importantes para serem ouvidas no caso da morte do pequeno Henry Borel, o Ministério Público do Rio garente que a primeira audiência está mantida. O julgamento está previsto para quarta-feira (6).

Atualmente, cinco testemunhas do caso não foram localizadas, entre elas Thayná de Oliveira Ferreira. A babá de Henry teria se mudado e não passou a familiares o novo endereço.

Pablo dos Santos Meneses, conselheiro do hospital para onde o menino foi levado já sem vida na noite do dia 8 de março, deu o endereço errado segundo o responsável pela intimação.

O promotor de Justiça Fabio Vieira dos Santos, à frente da acusação, acredita os envolvidos tenham conhecimento das intimações.

Maria Cristina Souza Azevedo e Viviane dos Santos Rosa, funcionárias da unidade de saúde também não foram localizadas, mas o Ministério Público solicita que a intimação aconteça diretamente no hospital da Zona Oeste do Rio.

Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho,  são aguardados no julgamento do caso, mas talvez não se encontrem no tribunal. Isso porque a defesa do padrasto do pequeno Henry teme pela integridade do acusado e solicita a participação por videoconferência.

Leniel Borel, pai de Henry, pede sensibilidade das testemunhas.

A ex-mulher de Jairinho, Ana Carolina Ferreira Netto, pediu dispensa da audiência, teve a solicitação negada e precisa comparecer, mas também não foi encontrada.

O promotor de Justiça Fabio Vieira dos Santos acredita ainda que de acordo com os depoimentos o crime pode receber mais uma tipificação.

Considerados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária detentos de alta periculosidade, Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho,  são aguardados no julgamento do caso na próxima quarta-feira(6), mas talvez não se encontrem no tribunal. Isso porque a defesa do padrasto do pequeno Henry teme pela integridade do acusado e solicita a participação por videoconferência.

 

Crédito: bandnewsfmrio.com.br

Defesa de Jairinho nega indenização de R$ 1,5 milhão ao pai de Henry Borel

Apesar da Justiça ter recebido um pedido do Ministério Público, para que o ex-vereador Jairinho e a mãe de Henry Borel, a professora Monique Medeiros, paguem R$ 1,5 milhão ao pai da criança, engenheiro Leniel Borel, a defesa do político afirma que não aceitou o pedido pois irá provar sua inocência. A questão vai ser analisada por um tribunal de júri. A defesa de Monique disse que também não aceitou, e vai aguardar a decisão judicial.

Jairinho e a professora respondem, na Justiça, por tortura e homicídio triplamente qualificado de Henry, que tinha apenas 4 anos de idade. O casal está preso desde do dia 8 de abril.

Jairo ainda acumula outros processos relacionados a agressões contra outras crianças, que vieram à tona somente após o caso Henry.

 

 

Fonte: Band News FM Rio

MPRJ oferece nova denúncia contra Dr. Jairinho, desta vez por estupro, lesões corporais e outros crimes de violência doméstica

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da área Oeste/Jacarepaguá do Núcleo Rio de Janeiro, ofereceu denúncia à Justiça, com pedido de prisão preventiva, contra Jairo Souza Santos Junior, conhecido como “Dr. Jairinho”. O ex-vereador é denunciado pelos crimes estupro, lesão leve, lesão grave, vias de fato e lesão na modalidade de dano à saúde emocional cometidos contra uma ex-namorada durante o período em que se relacionavam, entre os anos de 2014 e 2020.

De acordo com a denúncia, “os fatos tiveram como pressuposto motivação de gênero ou situação de vulnerabilidade decorrente da subjugação ou submissão feminina ocorrida dentro de uma relação íntima, ocasionando violência doméstica consubstanciada em opressão contra a mulher”.

Segundo o documento, em outubro de 2015, Jairo drogou a vítima e praticou, sem seu consentimento, ato libidinoso diverso da conjunção carnal, consistente em sexo anal. Em dezembro de 2016, o denunciado enfurecido por estar sendo ignorado, cometeu ofensas verbais e agressões físicas mediante chutes, tendo atingido sua então namorada no pé, o que levou à fratura da 4º artelho.

No ano de 2020, ocasião em que o casal passava um fim de semana de lazer em Mangaratiba, após se irritar com o fato de a vítima não lhe permitir livre acesso a seu celular pessoal, Jairo praticou vias de fato em face de sua ex-namorada, utilizando-se de golpe popularmente conhecido como “mata leão”, arrastando-a para fora de casa a fim de não chamar atenção e, no jardim, praticou as agressões. Em abril do mesmo ano, na noite dos fatos, a vítima se encontrava em sua residência com familiares, quando foi surpreendida com a chegada abrupta do criminoso, já alterado e cobrando explicações acerca de um comentário que a vítima havia feito nas redes sociais. Convencida a sair de sua residência para conversar, o denunciado obrigou a vítima a ingressar em seu veículo, local em que lhe agrediu com violentos puxões de cabelo e um soco na lateral da face.

Ainda de acordo com a denúncia, durante o período de novembro de 2014 até outubro de 2020, por incontáveis oportunidades, com o firme propósito de promover desequilíbrio emocional da vítima a fim de dominá-la, mediante práticas de perseguição, invasão de domicílio, ameaças e ofensas morais, Jairo ocasionou dano à sua saúde da vítima, espécie de lesão corporal na modalidade de enfermidade emocional denominada ansiedade, tendo a vítima sofrido de taquicardias e chegado a receber atendimento de emergência quando constatados 230 bpm batimentos cardíacos em situação de repouso.

Também segundo a denúncia, o criminoso utilizou de diversas táticas de atemorização: rondava a residência da vítima; surgia de forma abrupta nos lugares em que a vítima se encontrava, sendo lazer ou atividade laboral, obrigando-a a ir embora; ficava à espreita da vítima, observando-a pela janela de sua residência; ligava inúmeras vezes durante o dia e a noite a fim de controlá-la; exigia que a vítima ficasse ao telefone durante a madrugada para ter certeza de que ela estava sozinha e em sua casa; realizava invasões em seu domicílio, tendo inclusive em certa ocasião invadido a casa da vítima e encontrado a sogra de roupas íntimas; realizava ameaças diretas contra a pessoa da vítima e seus filhos; obrigou-a em mais de uma ocasião a deixar seu emprego que lhe garantia autonomia financeira; desqualificava a vítima e sua atividade laborativa; após agredi-la afirmava que nada tinha feito e que a vítima estava ficando louca, fazendo-a duvidar de sua sanidade mental e, permeando a todas as práticas abusivas, utilizava-se de seu cargo político, prestígio e poder para fazer crer que tudo podia fazer e que jamais receberia qualquer tipo de reprimenda legal.

Na ação penal ajuizada, a Promotoria de Justiça chama atenção para o fato de Jairo ostentar histórico de ofensas e agressões, demostrando não se intimidar com os sucessivos registros de ocorrência policial, apontando ser um autor contumaz especialmente em crimes contra a mulher, vez que contra ele já existem outras ocorrências policiais registradas por fatos similares. Frisa a Promotoria de que os fatos só vieram à tona depois que o réu foi preso pelo homicídio de Henry Borel, tendo a vítima até então medo de registrar as violências sofridas.

 

Fonte: osaogoncalo

Monique Medeiros dá entrevista na cadeia e diz que é inocente

Dividindo uma cela de oito metros quadrados do Instituto Penal Ismael Silveiro, em Niterói, com uma mãe acusada de maus-tratos, Monique Medeiros da Costa e Silva conta que, em 85 dias, leu a Bíblia e outros 23 livros. Recebendo somente a visita dos advogados Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Assad, ela também tem escrito cartas sobre sua estratégia de defesa e ainda mensagens ao pai, a mãe e ao irmão. Em entrevista exclusiva ao EXTRA, na manhã da última segunda-feira (6), a professora narrou como estão sendo os dias no cárcere, atacou o ex-companheiro — o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a quem acusa pela morte do filho, Henry Borel de Almeida — e garantiu que irá provar sua inocência na Justiça. O casal é réu pelos crimes de tortura e homicídio triplamente qualificado contra o menino de 4 anos.

Como têm sido esses quase três meses privada de liberdade?

Muito difíceis. Na verdade, o que sinto é que minha vida foi completamente destruída — não só a liberdade, mas perdi também meu bem maior, o meu amor, o meu filho.

Você se arrepende de algo?

Sim, me arrependo muito principalmente de ter colocado alguém dentro da minha casa sem prever que ele poderia fazer algum tipo de mal. Moramos somente dois meses juntos, mas foi o tempo suficiente para ele ter acabado com o meu mundo.

Como era seu relacionamento com Jairinho?

Em julho, ele começou a me mandar mensagens pelo Instagram elogiando as minhas fotos. Eu vi que ele era uma pessoa respeitável, um vereador com vários mandatos e que as pessoas o consideravam bastante. Então começamos a conversar e, em 31 de agosto, marcamos um almoço. Ele se mostrou um homem gentil, educado, inteligente e isso encanta qualquer um. Dois dias depois do almoço, no nosso segundo encontro, Jairinho já me apresentava como namorada para políticos e desembargadores. Em outubro, o Henry o conheceu em um restaurante, lhe deu um abraço e não parou mais de falar seu nome. Assim que ele foi eleito, ele disse que queria alugar um apartamento. Então, em janeiro nos mudamos.

E como foi a adaptação do Henry à nova rotina?

Ele passava os finais de semana com o pai, metade da semana com os avós e a outra metade comigo e com o Jairinho. Não foi fácil, ele não conseguia dormir sozinho no quarto e o Jairinho passou a reclamar disso, dizer que ele era mimado. Passamos a brigar por isso e também pelo ciúmes excessivo dele, que queria controlar minhas redes sociais e meu celular.

O que você tem a dizer sobre as acusações de torturas e da morte do seu filho?

Em momento algum eu tive conhecimento que o Henry estava sendo agredido ou sofrendo algum tipo de tortura psicológica por parte dele. Eu, como professora e diretora de escola, já encaminhei diversas denúncias de maus-tratos ao Conselho Tutelar e, por isso, sabia que o primeiro passo era ter a violência atestada por um profissional médico. No dia seguinte ao Henry e a babá terem me ligado quando estava no salão, levei ele no hospital, mas nenhuma lesão foi identificada. Ele era muito branquinho, eu nunca vi nenhum hematoma, nenhum machucado.

Por que você corroborou o que Jairinho disse em depoimento?

Porque eu não sabia de nada. Eu realmente peguei meu filho nos braços, com os olhinhos abertos, achando que ele estava vivo e tinha sofrido um acidente doméstico. Eu não imaginava o que podia ter acontecido.

E quando você se deu conta?

Quando cheguei na cadeia.

Hoje, qual a sua visão sobre ele?

Depois de saber de tantas agressões, vejo que meu filho foi a primeira vítima fatal dele. Infelizmente, o Henry precisou morrer para que todas essas torturas fossem reveladas e que as mulheres tivessem coragem de denunciar. Agora, eu acredito que a Justiça vai ser feita e que eu vou conseguir provar a minha inocência. Mas sei também que viverei num luto eterno, porque mesmo que haja Justiça, meu filho não vai mais voltar.

 

 

Crédito: Jornal Extra