Termina a Paralimpíada de Tóquio 2020

A Paralimpíada de Tóquio termina neste domingo (5) com a cerimônia de encerramento no Estádio Olímpico. A  o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento da Paralimpíada de Tóquio (Japão) foi o multmedalhista Daniel Dias, que foi eleito membro do Conselho dos Atletas do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). 

Nesta edição da Paralimpíada, o Brasil terminou na sétima posição, com 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze e chegou a 100 medalhas de ouro em paralimpíadas. O primeiro lugar ficou a China, com 96 medalhas de ouro, 60 de pratas e de 51 de bronze, o segundo lugar com a Grã-Bretanha, com 41 de ouro, 38 de prata e 45 de bronze e o terceiro lugar com os Estados Unidos, com 37 de ouro, 36 de prata e 31 de bronze.

A próxima edição das Paralímpíadas será em Paris, daqui a três anos. O intervalo para os próximos Jogos Paralímpicos será mais curto em virtude do adiamento por um ano da Tóquio 2020 em função da pandemia do novo coronavírus.

 

Fonte: agenciabrasil

Tóquio: Carol Santiago fatura ouro e Gabriel Bandeira prata na natação

A natação brasileira começou esta terça-feira (31) com duas medalhas, ouro e prata, na Palimpíada de Tóquio (Japão). A pernambucana Maria Carolina Santiago garantiu o ouro na prova de 100 metros livre da classe S12 (deficiência visual), com o tempo de 59s01. Esta foi a terceira medalha da nordestina em Tóquio 2020. Ela já havia garantido o ouro nos 50 metros livre S13 (deficiência visual) e o bronze nos 100 metros costa S12 (deficiência visual), no Centro Aquático de Tóquio, na capital japonesa. 

Já a medalha de prata brasileira veio com o paulista Gabriel Bandeira nos 200m medley SM14 (deficiência intelectual), ao completar a prova em  2mim09s56. O brasileiro agora soma quatro medalhas na Tóquio 2020, pois já conquistou um ouro nos 100m borboleta (S14), uma prata nos 200 metros livre (S14) e um bronze no revezamento 4x100m misto (S14).

Pódios

Na prova dos 100 metros livre da classe S12 (deficiência visual), Maria Carolina Santiago dividiu o pódio com Daria Pikalova, do Comitê Paralímpico Russo, que levou medalha de prata com o tempo de 59s13. Já a britânica Hannah Hussel foi a terceira colocada, batendo a marca de 1min00s25. Nesta disputa também tivemos outra brasileira na água, Lucilene da Silva Sousa terminou a prova na sexta posição, com o tempo de 1min02s42.

À frente de Gabriel Bandeira nos 200 medley (SM14) ficou apenas o britânico Reece Dunn, que bateu o recorde mundial com o tempo de 2min08s02. Já o ucraniano Vasyl Krainyk garantiu o bronze, tendo obtido 2min09s92.

Outros resultados

O carioca Caio Amorim também caiu na água para disputar a prova dos 400m livre da classe S8 (deficiência físico-motora) e ficou em sexto lugar, com o tempo de 2min16s90.

Já a mineira Patricia Pereira dos Santos ficou próxima do pódio nos 50m peito da classe S3 (deficiência físico-motora). Na quarta colocação, ela fez o tempo de 1min01s60, ficando a 22 centésimos da mexicana Nely Miranda Herrera, terceira colocada, que concluiu a disputa em 1min01s60.

 

Fonte: agenciabrasil

Tóquio: Gabriel Bandeira fatura ouro e Gabrielzinho prata na natação

O paulista Gabriel Bandeira e o mineiro Gabriel Geraldo Araújo, também conhecido como Gabrielzinho, conquistaram as duas primeiras medalhas para a natação brasileira na Paralimpíada de Tóquio (Japão). Bandeira levou o ouro com o tempo de 54s76, alcançando o novo recorde paralímpico na prova de 100 metros borboleta da classe S14 (deficiência intelectual).  Já a prata veio na prova dos 100m costas da classe S2 (deficiência físico-motora). Gabrielzinho fez o tempo de 2min2s47. As competições de natação serão disputadas no Centro Aquático de Tóquio.

Nos 100m borboleta, atrás de Gabriel Bandeira, de 21 anos, ficou o britânico Reece Dunn, que levou medalha de prata, tendo obtido a marca de 55s12. Ele é o atual recordista mundial. Na sequência tivemos o australiano Benjamin Hance, com o tempo de 56s90.

Já na classe S14, à frente de Gabriel Geraldo Araújo, de 19 anos, ficou apenas o chileno Alberto Abarza, que se tornou campeão paralímpico após atingir 2min00s40. Já o bronze quem levou foi Vladimir Danilenko, do Comitê Olímpico Russo, com a marca de 2min02s74.

 

Fonte: agenciabrasil

Jogos Paralímpicos de Tóquio começam amanhã e o Brasil pode estar no top 10 em medalhas

Começa amanhã, 24 de agosto, e vai até o dia 5 de setembro, os Jogos Paralímpicos de Tóquio. Mas você sabia que o Brasil é uma grande potência nessa área? Nas últimas três edições dos Jogos Paralímpicos, o país ficou entre os dez primeiros colocados do quadro de medalhas, e essa posição deve ser mantida, até com tranquilidade, nessa edição. Mas por que o Brasil consegue esse lugar de destaque que nunca foi alcançado pelo esporte olímpico?

Muitos fatores devem ser levados em conta para responder a essa pergunta. Desde a menor defasagem histórica com relação aos demais países, passando pela falta de apoio para pessoas com deficiência no Brasil, que acabam vendo no esporte a única saída, e chegando ao alto investimento, organização política e a criação do Centro de Treinamento de primeiro mundo em São Paulo.

O movimento paralímpico começou a ganhar força nos anos 1950, as Paralimpíadas tiveram a primeira edição em 1960, o Brasil estreou em 1972, e, já nos anos 1980, tinha algum destaque nas medalhas. Ou seja, demorou 20 anos para o Brasil começar, de alguma forma, a dar um valor para o evento. Isso faz com que a defasagem histórica do país seja muito pequena, o Brasil não precisou correr atrás do prejuízo por tantos anos.

Fazendo um paralelo com as Olimpíadas, o Brasil ganhou medalhas a conta-gotas por mais de 80 anos até finalmente começar a se estabelecer, a partir dos anos 1980, como um país que vai ao pódio em uma quantia razoável. É uma defasagem histórica muito maior, ou seja, o Brasil precisou (e ainda precisa) remar muito mais para se estabelecer como um dos principais países do mundo.

Falta de apoio para pessoas com deficiência

O Brasil não é um país muito aberto para pessoas com deficiência, seja ela qual for. São poucas as oportunidades que tem para serem incluídos na sociedade. Então o esporte passa a ser uma, ou talvez a maior opção, para conseguir ter sucesso. O esporte paralímpico é uma ferramenta de transformação, e o Brasil, dentre muitos problemas, consegue utilizar isso a seu favor no esporte paralímpico. Aqui no Brasil, pessoas com deficiência começam no esporte para serem incluído na sociedade e, muitas vezes, conseguem, já que há mais apoio neste setor do que nos demais.

Investimento

A Lei Piva, que rege o esporte olímpico do Brasil, também é a principal fonte de renda do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Desde 2003 uma parte do dinheiro das Loterias Federais chega à entidade. Não é coincidência que, já no ano seguinte, o país entrou no top 15 quadro de medalhas e, desde 2008, com a quantia já consolidada, a delegação não saiu mais do top 10.

Mais importante que o investimento pontual é a sequência, e já são quase 20 anos com a Lei Piva. Além disso, a partir de 2015, foi criado o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, que é o maior legado esportivo da Rio 2016. São 95 mil metros quadrados com instalações para mais de uma dezena de modalidades. Antes da pandemia, mais de 20 mil pessoas passavam por ano lá, entre treinos e competições.

As Paralimpíadas, por conta da divisão de provas em categorias funcionais, abrem mais espaço para atletas multi-medalhistas. E o Brasil, desde quando começou a entrar no grupo das maiores potências olímpicas, sempre teve um ou dois atletas com diversas medalhas, que elevam o país no quadro de medalhas.

Clodoaldo Silva, por exemplo, levou seis ouros em Atenas 2004. Em Pequim 2008, André Brasil e Daniel Dias conquistaram quatro medalhas de ouro cada. Em Londres 2012, Daniel Dias levou seis títulos e, na Rio 2016, o mesmo Daniel foi ao lugar mais alto do pódio quatro vezes.

Várias chances de medalhas

Para os Jogos de Tóquio, se Daniel Dias não deve ser esse multi-medalhista dos últimos anos devido as mudanças na classificação funcional de alguns atletas, o Brasil pode ter atletas com várias medalhas na natação. Os destaques podem ser Maria Carolina Santiago, da categoria S12, e Gabriel Bandeira, na S14.

É importante ter atletas que conquistam muitas medalhas, o que faz subir bastante no quadro de medalhas, mas é mais essencial ainda diversificar as possibilidades. Além dos dois carros chefes, que são natação e atletismo, de modalidades que costumam ir ao pódio várias vezes, casos de judô e bocha, e dos coletivos de sucesso como futebol e goalball, o Brasil tem chances reais em mais de uma dezena de esportes.

Paracanoagem, tênis de mesa, ciclismo, halterofilismo, hipismo, remo, vôlei sentado, esgrima em cadeira de rodas e até mesmo os novos esportes, parataekwondo e parabadminton, podem voltar de Tóquio com medalha. A diversidade de esportes é grande, o que abre um leque muito maior de possibilidades de medalha para o Brasil.

Fonte: ge.globo.com