Sanemar e UFRJ assinam contrato para Plano de Segurança Hídrica

A Companhia de Saneamento de Maricá (Sanemar), assinou nesta quinta-feira (29/07), um contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a preparação de um plano de segurança hídrica para Maricá. A assinatura aconteceu no gabinete do prefeito Fabiano Horta, com a participação da presidente da Sanemar, Rita Rocha, do coordenador do projeto e professor da UFRJ Paulo Canedo, do Diretor de Projetos da Sanemar, Henrique Frickman e com participação em videoconferência da Reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho e a diretora da Escola Politécnica da universidade, Claudia Morgado.

Segundo o professor Canedo, o estudo, que terá seis meses de duração, consiste em encontrar dentro do próprio município possibilidades para o abastecimento de água, apontar obras de intervenção para revitalização dos rios Ubatiba e Badeco, e diminuir a aceleração de enchentes.

“Uma das estratégias desse estudo será a colocação de dispositivos hidráulicos, que de maneira inteligente, têm o objetivo de manter a água por mais tempo no leito do rio com o tempo suficiente para que haja a captação e distribuição dela. Além de procurar soluções como a construção de poços para captar água subterrânea”, explicou.

Tanto para a UFRJ, quanto para a Sanemar, será um desafio resolver a questão hídrica do município. Apesar de o leilão de parte dos serviços prestados pela Cedae, como a distribuição de água, estar agora com uma empresa privada, a Aegea, o prefeito Fabiano Horta fez questão de frisar que o problema é de todos e o que o executivo fará o que puder fazer para contribuir no processo.

“Maricá vive hoje um drama com relação à água. E esse é um passivo antigo e a resolução do problema depende de todos. A Sanemar é fruto dessa necessidade para dar celeridade a esse processo. Esse estudo hídrico é um passo fundamental. A ideia é que nos próximos anos possamos contribuir para a resolução hídrica e de saneamento na cidade”, falou o prefeito.

A conclusão do estudo de segurança hídrica feito pela UFRJ dará à Sanemar elementos para atuar de forma eficaz na fiscalização da atuação da empresa Aegea dentro do município. A concessão será oficializada no próximo mês com a assinatura do contrato entre a Aegea e o Governo do Estado.

A presidente da Sanemar, Rita Rocha, enfatizou que a cidade está em uma corrida contra o tempo. “Não estamos medindo esforços para que os estudos e projetos sejam realizados e nos apontem caminhos e opções para executar as obras de curto, médio e longo prazo. Com a expertise da UFRJ e elaboração de projetos de saneamento realizados pelos técnicos da Sanemar queremos avançar nas obras já neste ano, com apoio de outros setores da prefeitura como a Secretaria de Cidade Sustentável e a Empresa de Serviços e Obras (Somar),” disse Rita.

A Reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, avaliou que a missão da Sanemar de oferecer saneamento a toda população vai ao encontro com a do mundo acadêmico que é de tornar a vida das pessoas melhor, contribuindo para o crescimento do cidadão. “Esse projeto de Maricá prospecta um horizonte para todo o estado do Rio de Janeiro. Precisamos cuidar da água e Maricá é o início de tudo,” finalizou a reitora.

Atleta maricaense se destaca no MMA

Quarenta e três segundos foi o tempo que o atleta maricaense de Artes Marciais Mistas, o MMA, Gabriel Pitbull, precisou para nocautear o seu adversário. Participando pela primeira vez da competição Shooto Brasil, realizada no último sábado (24/07), em Santa Marta, no Rio de Janeiro, e cada vez mais próximo do Ultimate Fighting Championship (UFC), Gabriel derrotou o lutador Josielton do Pará no primeiro round. O destaque obtido por Gabriel já chamou a atenção da Secretaria Municipal de Esportes. A pasta vai implementar no município um espaço exclusivo para artes marciais. As modalidades precisam de um espaço específico porque possuem equipamentos específicos.

“Toda modalidade esportiva precisa ser incentivada. Sabemos da importância das artes marciais no que diz respeito à disciplina, concentração, autoconfiança e autoestima da criança e do adolescente”, comenta o secretário Filipe Bittencourt. O projeto ainda está em desenvolvimento, mas a pasta espera poder iniciar em curto prazo as atividades.

Há cinco anos na modalidade, Gabriel Pitbull, aliás Gabriel Costa, aos 20 anos já contabiliza o domínio de modalidades que garantem seu sucesso dentro do octógono. “Comecei a treinar quando tinha 15 anos, com dois meses fiz a minha primeira competição e comecei a pegar gosto. Desde essa época eu luto Muay Thai, Boxe, Luta Livre e outras modalidades que me fizeram vencer muitas lutas. Logo que entrei no MMA ganhei 6 lutas, e quando estreei no profissional, aos 18 anos, participei de 3 lutas ganhando todas no primeiro round.

“Realmente só tenho a agradecer. Quando nós atletas estamos sozinhos tudo é mais difícil. Eu trabalho só sendo atleta, então tinha muitos gastos que complicavam um pouco para mim, ficava pesado, mas com esse apoio consegui ficar mais aliviado, o que me garante que eu me doe 100% para o esporte, com mais vontade e incentivo, eu fiquei muito feliz porque sei que agora vou crescer muito mais”, contou Gabriel Pitbull, que é apoiado pelo Banco Mumbuca, instituição contratada pela Prefeitura para gerenciar o programa Renda Básica de Cidadania (RBC).

Espraiado e Ponta Negra recebem abóboras colhidas na fazenda pública

Um mês depois da primeira distribuição da produção de abóboras da fazenda pública Joaquín Piñero (antiga fazenda Ibiaci), moradores de dois bairros de Maricá voltaram a receber parte da colheita nesta segunda-feira (26/7). As áreas contempladas foram Espraiado e Ponta Negra, onde foi entregue parte da quantidade retirada na última quinta-feira (22), quando foram colhidas cerca de 6 toneladas. Nesta terça (27), será a vez dos moradores do Caju receberem a equipe da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá, às 10 horas.

De acordo com o secretário Julio Carolino, era uma dívida do órgão realizar uma distribuição no Espraiado, onde fica a fazenda produtora. “Também demoramos para vir a Ponta Negra, mas hoje conseguimos. A pandemia nos mostrou como a população recebe bem o produto maricaense, e é importante que ele confira sua qualidade. A alegria das pessoas ao receber fica muito clara e vamos manter essa política de acesso das pessoas mais necessitadas ao que produzimos na fazenda pública”, garantiu ele, antecipando que a próxima distribuição está prevista para agosto e deverá ser de milho orgânico.

Quem recebeu as abóboras nos dois bairros já estava pensando na receita onde iria usar o produto. “Antes fiz doce de abóbora e com carne seca, mas agora estou pensando em um ensopado com linguiça, mas existem várias formas de fazer e soube que até a semente faz bem se comer”, disse Maria da Glória Barbosa, de 67 anos, que mora em Ubatiba e está se tornando seguidora das entregas. “Já tinha ido buscar no Centro há um mês e agora voltei. É uma iniciativa maravilhosa”, exaltou.

Morando no Espraiado há cerca de 30 anos, a dona de casa Valdinéia Monteiro acredita que o projeto deve se ampliar. “É um ato muito bonito vindo dessa riqueza que nós temos aqui que é essa fazenda. Tem de ir às comunidades e entregar a quem precisa”, sugeriu ela, que tem 55 anos e revelou que vai cozinhar um caldo com carne seca.

Em Ponta Negra, a varredora Cristina de Souza levou um grupo de crianças da família para também buscar abóboras. “Minha irmã me disse que haveria essa entrega hoje e vim logo. Fiquei muito feliz de poder levar para casa”, contou a moradora de 46 anos. Entre os pequenos que ela levou, o mais animado era João Miguel, de apenas 3 anos. “Eu gosto com carne seca”, contou o garoto.

Hortas urbanas e fazenda pública promovem plantio e colheita para população

A rotina de plantar e colher movimentou a equipe da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca de Maricá, na última quinta-feira (22/07). Em Guaratiba, alunos da rede pública participaram do replantio de hortaliças, enquanto em Araçatiba houve uma colheita de cenoura e guando para a população. Na Fazenda Pública Joaquín Piñero (antiga Fazenda Ibiaci), no Espraiado, foi realizada uma nova colheita de abóboras, que também serão distribuídas à população.

Na primeira ação, a horta que fica na orla de Guaratiba recebeu mudas de alecrim, alface, beterraba, cebolinha, couve, pimenta e repolho. As primeiras foram plantadas por alunos do pré-escolar I (crianças de 4 e 5 anos) do Jardim de Infância Municipal Trenzinho da Esperança, que é vizinho ao local. “Eu gosto de plantar”, disse o pequeno Samuel, de 4 anos.

De acordo com o secretário Julio Carolino, o solo dos canteiros foi revitalizado e adubado após a colheita realizada no início do mês. O processo ocorreu pela primeira vez desde a inauguração do espaço juntamente com toda a orla, em setembro de 2019. “Faremos o mesmo processo em todas as praças onde há essas plantações. É importante mostrar às crianças como funciona este ciclo para que elas entendam de onde vem o que elas comem”, ponderou.

Na horta agroecológica que fica na rotatória de Araçatiba, outra equipe distribuiu cenoura e guando colhidos ali a quem foi buscar. O professor de muay thai Paulo Roberto Muniz, de 62 anos, retirou da terra a primeira raiz de cenoura. “Gostei de participar, me senti bem. Acho tudo isso maravilhoso, produtos sem nada que faça mal, coisa de primeiro mundo”, avaliou. Mesmo sem levar nenhuma espécie disponível na praça, Luiza Cláudia Duarte afirmou ser grande admiradora do projeto. “Nunca retirei porque acho que tem mais gente que precisa. Acho um trabalho incrível, tinha que ter em outros bairros”, sugeriu a moradora de Ponta Grossa, de 53 anos.

Cerca de um mês depois de uma colheita de aproximadamente 20 toneladas, foi colhido o restante da produção de abóboras da fazenda pública Joaquín Piñero. Desta vez, a quantidade das espécies ‘moranga’ e ‘pescoçuda’ pode chegar a seis toneladas e, a exemplo da primeira, será distribuída a moradores de três bairros a partir da próxima semana. O primeiro deve ser o Espraiado, mas há entregas previstas também no Caju e em Ponta Negra.

 

Seminário de Turismo Rural e de Aventura reúne gestores do setor em Maricá

Maricá sediou nesta quarta-feira (21/7) o 1º Seminário Estadual de Turismo Rural e de Aventura, que teve como tema “Tendências e Oportunidades no Pós-Pandemia “, reuniu autoridades e representantes do setor vindos de mais de 50 municípios fluminenses e até de estados como Minas Gerais. O evento, uma parceria entre a Prefeitura e a Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro (FC&VB-RJ), foi realizado na Fazenda Pública Joaquín Piñero (antiga Fazenda Ibiaci), no Espraiado, bairro famoso pelo seu turismo rural. Duas das autoridades que prestigiaram o encontro, foram o prefeito e vice-prefeito de Rio Bonito, Leandro Peixe e José Américo, respectivamente.

Na abertura, o prefeito Fabiano Horta pontuou a diversidade turística da cidade, mas lembrou que o momento é de se reconectar com a terra, através das áreas rurais. “Aqui somos uma área metropolitana junto à costa, que é praiana e rural, e essa última parte é a tendência atual. As pessoas vão buscar um recontato com a terra. A diminuição da pandemia gera uma expectativa de superação, e Maricá tem um forte turismo rural. Nossa ideia é trocar experiências aqui para expandir essa natureza turística”, avaliou Fabiano.

O evento foi transmitido online pelo Facebook e o YouTube da Federação de Convention & Visitors Bureaux e também pelas redes sociais da Prefeitura. Pela internet, o secretário estadual de Turismo, Gustavo Tutuca, também participou da mesa inicial. Ele apontou que o setor turístico foi um dos que mais sofreu com a pandemia e que pode ser um dos últimos a se recuperar. “Por isso, eventos como este em Maricá são tão importantes para qualificar gestores e preparar um inventário turístico paras as áreas rurais. Como as viagens para fora do país ainda estão restritas, os destinos do interior passam a ser os mais procurados, e precisamos estar prontos”, disse Tutuca.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Olavo Noleto, acredita que seja preciso aproveitar ainda melhor o potencial que a cidade oferece no setor de turismo rural. “Temos de preparar esses locais, a rede hoteleira e seus trabalhadores para esse pós-pandemia, para ampliar a essa procura que já ocorre através de uma agente específica”, disse.

Para o secretário municipal de Turismo, Robson Dutra, a procura pelas trilhas e áreas abertas da cidade em razão da pandemia foi a solução para o setor turístico nos últimos meses. “Dentro das normas de restrição, as famílias vêm buscando esse tipo de passeio em locais mais abertos, onde há menos gente aglomerada. Foi a alternativa encontrada para o lazer de menor risco. É importante também que quem atua neste setor esteja pronto para receber o turista, por isso é bom dividir a experiência e apontar a melhor forma de receber quem chega”, ponderou ele, ao projetar a volta de eventos presenciais para novembro. “Já estamos planejando Natal e Carnaval”, adiantou.

José Alexandre Freitas, titular da pasta de Promoção de Projetos Especiais, classificou o dia como sendo “muito feliz para a cidade”. “É uma alegria receber aqui gente de municípios até de fora do estado, num momento em que o turismo circular se tornou importante e as pessoas estão procurando destinos mais próximos”, concluiu.