Pelo menos três pessoas morrem na guerra que se instaurou na Zona Oeste do Rio após racha na milícia que já foi de Ecko

Um racha na maior milícia do estado levou a uma manhã de terror em diferentes pontos da Zona Oeste do Rio nesta quinta-feira (16). Pelo menos três pessoas foram mortas, vans foram incendiadas, e moradores relataram intenso tiroteio.

A Estrada de Campinho chegou a fechar. Viações retiraram ônibus de circulação ou alteraram rotas em Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Campinho e Campo Grande, para preservar a vida de motoristas e passageiros. Vans deixaram de rodar na região.

Segundo a Polícia Militar, o policiamento na região de Campo Grande e Santa Cruz foi reforçado com equipes dos batalhões de Rocha Miranda, Campo Grande, Bangu, Santa Cruz, Recreio dos Bandeirantes, e Irajá.

De acordo com a polícia, a área vem sofrendo reflexos de disputas territoriais entre facções criminosas. O reforço tem como objetivo garantir o retorno do transporte público com segurança na região.

A TV Globo apurou que o grupo paramilitar que já foi de Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em uma ação da polícia em junho, se dividiu em facções rivais e opôs os antigos aliados Danilo Dias Lima, o Tandera, e Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho — este, irmão de Ecko.

Ecko já tinha rompido com Tandera no fim de 2020, por desentendimentos.

As quadrilhas dos paramilitares de Ecko, Tandera e Zinho extorquem dinheiro de moradores e comerciantes, a fim de oferecer uma pretensa segurança, e exploram diversas atividades — como o sinal clandestino de internet e TV, o monopólio da venda de água e de gás e o transporte por vans.

Execução como estopim

O ataque desta quinta teria partido de Tandera, que domina áreas da Baixada Fluminense, como Seropédica e partes de Nova Iguaçu. O estopim para o confronto foi a execução, na tarde desta quarta (15), de duas pessoas na Estrada de Madureira, na altura do bairro Dom Bosco, um dos redutos de Tandera em Nova Iguaçu.

Em represália, Tandera ordenou que se incendiassem veículos na área de Zinho. Os milicianos atearam fogo a pelo menos sete vans nos pontos da Praça da Alegria, em Campo Grande, na Rua Agai, em Paciência, e na Avenida João XXIII, em Santa Cruz. Na invasão, uma terceira pessoa foi morta.

Crédito: g1.globo.com/rj

Niterói pode ser uma das cidades que vai contar com sessão itinerante da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Uma sessão em cada cidade – ou em quase todas – do estado do Rio. Essa é a proposta da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a criação da sessão itinerante. Segundo proposta do deputado estadual Luiz Paulo (Cidadania), uma vez por mês cada cidade fluminense receberia uma sessão do Legislativo estadual. O texto foi aprovado em primeira discussão, na quinta-feira (09) e precisa passar por uma segunda votação na Casa antes de ser encaminhado à sanção do governador.

O projeto de resolução 411/03 modifica o regimento interno da Casa para instituir esse tipo de sessão nos municípios sempre às sextas-feiras. As reuniões aconteceriam em forma de rodízio e os locais devem ser escolhidos pela Mesa Diretora da Alerj no início de cada ano, dando prioridade aos municípios mais populosos de cada região do estado. Caso a câmara dos vereadores da cidade não possa ser utilizada (ou qualquer imóvel cedido pelo Governo do Estado), o texto permite a locação de outros locais. Esses espaços deverão garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência.

“Esse projeto tem 18 anos. Portanto, é de 2003. É um sonho aproximar a Alerj da população fluminense. O estado em 92 municípios e só apenas a sede, que naturalmente, fica na capital, é que recebe as sessões. Nossa ideia é definir um município polo para que ocorra essas sessões. O Rio tem Região Metropolitana, Serrana, Noroeste, do Lagos, etc. Cada cidade de uma dessas área seria um município polo que pode receber essas reuniões itinerantes. E aí seriam votados projetos ou outros assuntos que estejam de acordo com o interesse local daquela região que recebe essa sessão”, explicou Luiz Paulo, que é nascido na capital.

O presidente da Câmara Municipal de Niterói, vereador Milton Cal (PP) aprovou a medida. Citando um trecho da canção “Nos Bailes da Vida”, do cantor e compositor Milton Nascimento, o chefe do Legislativo Niteroiense afirmou que é necessário ter mais atitudes como essas, que permitam a proximidade da população com a classe política estadual.

“Parafraseando Milton Nascimento, todo político tem que ir aonde o povo está. A iniciativa é excelente. A proximidade dos Deputados Estaduais de todos os municípios do Estado do Rio e da população local é muito importante. E aqui para Niterói é de suma importância para discutir assuntos que exigem uma proximidade maior com as autoridades do estado, como foi o caso de toda essa situação envolvendo o fim do Niterói Presente que agora passou a ser estadual, por exemplo”, explicou Cal.

A deputada estadual Zeidan (PT) também aprovou a ideia. Nascida e criada em São Gonçalo, a representante gonçalense no parlamento estadual fluminense citou que essa proximidade deve ajudar os moradores das demais cidades do Leste Fluminense, como Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Maricá.

“Levar a Assembleia Legislativa para outras cidades é fundamental. A proximidade com a população é muito importante neste processo democrático. Nós representamos o povo de todo o estado e precisamos estar ao lado dessa população que nos confiou sua representação. Assim, temos certeza de que vamos levar mais e melhores sugestões de pautas e leis para o governo do estado. Tenho certeza de que os moradores de Maricá, de São Gonçalo, Itaboraí e de todo o estado vão poder conhecer melhor nossa atuação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro”

Nessas sessões, o texto prevê que haja o Expediente Inicial, momento para discursos livres dos parlamentares, seguido de manifestações dos prefeitos e vereadores das cidades. As sessões deverão se encerrar às 18h30.

 

 

Crédito: www.atribunarj.com.br

Irmãs são baleadas durante baile funk no Complexo da Maré, no Rio. Uma delas morreu

Duas irmãs foram baleadas durante um baile funk no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na manhã de domingo (5). Débora Adelino da Conceição, de 20 anos, morreu após ser socorrida e a irmã, de 16 anos, está em estado grave. O crime aconteceu após o show do cantor Filipe Ret, na Vila do João.

Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito é Patrick Jorge de Assis, de 19 anos, namorado de Débora. Patrick teria atirado na direção da jovem e a irmã entrou na briga, sendo atingida na cabeça. Elas foram socorridas e levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré, e, em seguida, transferidas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Débora não resistiu aos ferimentos e a irmã segue internada em estado grave na unidade estadual de saúde. A família esteve no local, mas não quis falar sobre o caso.
Logo após atirar contra as duas irmãs, Patrick teria sido capturado por traficantes da localidade e foi morto por eles. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), as investigações estão em andamento para apurar os crimes de feminicídio contra Débora Adelino da Conceição, de 20 anos, e de homicídio contra Patrick Jorge de Assis, de 19 anos; além da tentativa de feminicídio contra a jovem de 16 anos.

Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências estão sendo realizadas em busca de informações que ajudem a esclarecer o caso.

O enterro de Débora acontece na terça-feira (7), no cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador, também na Zona Norte do Rio. O corpo da jovem foi liberado na manhã desta segunda-feira. Familiares estiveram no IML para fazer o reconhecimento do corpo, mas não quiseram falar com a imprensa.

Crédito: Jornal O Dia

Chefes do Comando Vermelho se unem no Complexo da Penha, voltam a tramar crimes e confessam assassinato via WhatsApp

A polícia já sabe que o traficante Wilton Carlos Quintanilha, o Abelha, foi morar com Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do Complexo da Penha, após sair da cadeia. Abelha é integrante do conselho do Comando Vermelho e saiu pela porta da frente do Complexo de Bangu, mesmo com mandado de prisão ativo, no dia 27 de julho.

Sua soltura irregular contribuiu para a queda e prisão do então secretário de Administração Penitenciária, Raphael Montenegro. Mas, mais do que morar, Abelha já teria voltado ao crime: a polícia apura a participação dele na morte do traficante Wilter Castro da Silva, o Stala, gerente do morro do Castellar.

Em uma conversa, por aplicativo de mensagem de texto, Doca afirma a um integrante do Castellar, em Belford Roxo, que matou Stala por conta de uma dívida de R$ 60 mil na boca do tráfico. Stala estaria desviando o dinheiro.

Na conversa, Doca, que estaria ao lado de Abelha, afirma a um integrante do morro do Castellar que matou Stala a tiros, na Penha, após chamá-lo na Penha para por conta dessa dívida. O corpo do traficante não foi encontrado.

 

Meninos desaparecidos em Belford Roxo

Stala é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense no contexto do desaparecimento de Lucas Matheus, 9 anos, Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12. A principal linha de investigação aponta que os meninos teriam pego um passarinho de uma gaiola, e que não seria a primeira vez. Drogado, Stala teria autorizado uma sessão de espancamento nas crianças e elas não teriam resistido.

A polícia já comprovou que Stala participou da tortura de um homem da comunidade; o objetivo era conseguir uma confissão forjada sobre o caso dos meninos. A hipótese do envolvimento do torturado foi descartada pela polícia.

A reportagem conversou com investigadores que acreditam não ser coincidência a morte de Stala com a saída de Abelha: eles suspeitam de que o chefe do CV teria autorizado a morte do gerente por conta do assassinato das crianças. E, a mensagem de texto de Doca a um integrante do morro do Castellar seria somente uma forma de culpar a milícia da região pelo crime contra as crianças.

Muro em homenagem a Abelha é coberto

Um grafite em homenagem ao traficante Abelha, que foi feito no período do secretário Raphael Montenegro, foi apagado no Complexo de Bangu, logo após a sua saída. A ordem para pintar a parede de branco teria partido de Victor Poubel, que assumiu a secretaria por cerca de uma semana.

A defesa de Montenegro não foi encontrada para comentar o grafite.

A arte mostrava a escadaria Selarón, ponto turístico da Lapa, bairro onde Abelha controlava as bocas de fumo e assaltava.

Com o tempo, Abelha passou a ser do conselho do Comando Vermelho que, de acordo com a polícia, é responsável pelo planejamento estratégico e execução tática; coordenação de atos ilícitos; invasões territoriais às comunidades dominadas por grupos rivais; ataques a policiais; e execução de rivais e desafetos, entre outros crimes.

 

 

Crédito: Jornal O Dia

Gambá entra na rede elétrica, provoca curto-circuito e interrompe serviço do Trem do Corcovado

Um gambá invadiu a rede elétrica do Trem do Corcovado, no Cosme Velho, por volta das 10h30 do último domingo (5), e provocou um curto-circuito na subestação de energia do próprio trem. O animal foi resgatado com vida por funcionários locais, mas o serviço foi interrompido e gerou filas diante do ponto turístico. Segundo a concessionária, as viagens foram restabelecidas ao meio-dia, mas a espera de 1h30 provocou frustração nos passageiros.

A vendedora Elisa Inácio, de 19 anos, moradora de Bangu, acordou às 6h para garantir que não chegaria atrasada para realizar um desejo antigo: conhecer o Cristo Redentor. Comprou ingresso para as 11h, chegou no local às 10h e, quando estava prestes a embarcar no trenzinho, soube da interrupção no serviço.

— É frustrante e cansativo, ficamos em pé quase duas horas, sem expectativa de retorno — relatou ela.

Após esperar por uma hora e meia sem notícias, o administrador Eric Santos, a mulher, a psicóloga Caroline Santos, e os dois filhos João Pedro e Maria Eduarda, de 18 anos, resolveram voltar para o hotel onde estão hospedados. É a primeira vez da família de Curitiba no Rio de Janeiro, e visitar o ponto turístico estava no topo da lista de programas indispensáveis na cidade:

— Ficamos cansados de esperar sem nenhuma informação clara sobre qual era o problema e qual era a previsão de solução, nos incomodamos com isso. Ainda bem que só voltamos para casa amanhã à noite — disse Eric, acrescentando que pediu a remarcação do bilhete para esta segunda-feira.

O imprevisto acabou atrapalhando também os planos do casal paulista Eliane Braz, farmacêutica de 43 anos, e Alex Oliveira, comerciante de 47, que estavam com os dois filhos pequenos, Pedro, de 10, e Lucas, de 5. Os dois tinham planejado ir ao Museu do Amanhã depois do passeio no Cristo Redentor, mas ficaram presos lá em cima por duas horas, até a volta do serviço. Quando conseguiram descer, por volta de 12h30, a fome fez a família ir direto para o almoço.

— Podia ter uma outra opção de descida melhor, para quando acontecer algum problema assim com o trem. Nos deram a opção de pegar uma van em outro ponto, mas seria ruim para ir até lá com as crianças. Além de termos que pagar mais um valor também — avalia Eliane, que visitava o ponto turístico pela primeira vez com a família.

O vendedor Cléber Reis, de 39 anos, também conseguiu subir com a mulher, a professora Franciele Reis, de 36, ambos da cidade de Blumenau, em Santa Catarina. Eles até pensaram em desistir do passeio pela manhã por conta do tempo nublado, mas os ingressos já tinham sido comprados pela internet.

— Ficamos só até amanhã no Rio. Não sei se conseguimos ir de novo no Cristo com um tempo mais aberto. Subimos às 10h. Ficou lotado lá em cima, já não tinha distanciamento social nem nada — contou Cléber.

Quem estava embaixo na fila teve que esperar ou desistir do passeio. Foi o que quase fez o advogado Haydne Pantoja, de 28 anos, que veio de São Paulo para o feriado. A equipe do ponto turístico explicou a eles a situação do animal na rede elétrica e informou que precisavam esperar a Light. Os visitantes tiveram a opção de cancelar ou remarcar o passeio, segundo ele.

— Já estava quase desistindo, quando o serviço voltou e decidimos subir. Esperamos por uma hora e 20 minutos aqui embaixo. Tanto que, da fila de 10h40, só mais seis pessoas ficaram para o passeio — relembra ele, que já tinha visitado a cidade e o Cristo.

Os ingressos do Trem do Corcovado custam R$ 71 (adultos), R$ 54 (crianças), R$ 27 (idosos). Para moradores do Rio, o bilhete promocional sai a R$ 58.

Em nota, a Light informou que reparou a rede elétrica e restabeleceu o fornecimento de energia às 10h54, mas que o problema segue na subestação de energia do próprio trem.

Também em nota, a concessionária afirmou que o Trem do Corcovado prestou atendimento a todos os visitantes e providenciou van para quem estava lá no Cristo e queria descer. Disse ainda que quem não conseguiu subir terá reembolso do valor ou poderá usar o biljhete em outro dia. A previsão era de receber 4.200 pessoas neste domingo.

 

 

Crédito: Jornal Extra