Vice-campeã do Miss Universo denuncia racismo no concurso

Eleita Miss Guarulhos 2020/21, a vice-campeã do Miss Universo SP deste ano, Ieda Favo, denunciou que foi vítima de racismo no concurso de beleza. Em seu perfil no Instagram, a atriz e modelo relatou episódios de discriminação e e disse que nunca se sentiu tão hostilizada:

“Coisas horríveis aconteceram e não quero que se repitam com outras pessoas. Deixando bem claro que não tenho interesse na faixa nem na coroa. Estou aqui em forma de apelo pra que isso não se repita com nenhuma menina”, começou Ieda no vídeo.

“Sempre me pediam pra ficar atrás, no fundo, nos momentos das fotos e vídeos. Quais eram as justificativas? Era por conta da minha cor, porque sou negra? Por conta da minha condição social, da minha cidade?”, completou.

A vice-campeã do concurso de beleza afirmou que, mesmo tendo enviado com 20 dias de antecedência a lista de cuidados com o seu cabelo, não havia profissional nem produtos específicos para ela na competição.

“Eu que tive que cuidar do meu cabelo, porque não tinha profissionais nem produtos. Só chegou muito depois pra eu mesma fazer.”

No relato, ela ainda conta sobre um episódio de hostilidade com o coreógrafo do evento e diz que ele a “pegou pelo braço de forma abrupta e rude” para colocá-la na posição que ele queria.

“Fui a única que ele tocou e ele tocou de forma forte, dura. Você que não sabe, passei por muitos problemas na minha infância e adolescência que me geraram traumas. E um homem daqueles me segurar de forma rude me remeteu ao meu passado. Fiquei extremamente abalada, fiquei extremamente desnorteada. E isso ao vivo, 196 países estavam nos assistindo. Ele fez isso só em mim, em nenhuma outra candidata. Tudo isso pra me expor diante das pessoas, dos jurados. A exposição ao meu erro era o objetivo”, disse a modelo.

A vice-campeã também afirmou que a pergunta feita por ela não estava na lista que havia sido entregue às outras participantes, fazendo com que ela fosse pega de surpresa ao vivo.

“Só quero que as pessoas saibam agir de forma igual para todas as pessoas, com justiça e de forma limpa, para que todos tenham o mesmo direito”, finalizou Ieda na postagem.

Nota de esclarecimento do Miss Universo São Paulo

A organização do concurso de beleza divulgou uma nota nas redes sociais dizendo que repudia o racismo e sua equipe jurídica já está trabalhando para apurar o caso. O documento finaliza dizendo que a equipe do Miss Universo SP se solidariza com Ieda e se coloca a disposição para averiguação dos fatos.

Confira na íntegra:

“Tendo em vista o recente vídeo veiculado nas redes sociais da candidata leda Favo, a organização do Miss Universo São Paulo vem se manifestar através da presente nota de esclarecimento. Primeiramente, necessário ressaltar que a avaliação das candidatas foi realizada durante todo o discorrer do confinamento, através de júri técnico e qualificado. Todas as etapas foram respectivamente auditadas e arquivadas em gravações de áudio e vídeo.

A organização do Miss Universo São Paulo 2021 informa que repudia de forma absoluta o racismo e nunca pactuou com esse sentimento abjeto. A equipe do concurso fará a apuração dos fatos, vez que todos os temas levantados pela candidata são de extrema relevância e gravidade, contudo informa desde já que nunca houve qualquer orientação para dar preferência ou tratamento diferenciado para nenhuma candidata”, diz o documento.

Os produtos de cabelo fornecidos foram entregues a todas as candidatas e todas indicaram os produtos de sua preferência, estando todos disponíveis em tempo hábil para o cuidado de cada uma antes do desfile final, sempre prezando pelo bem estar de cada miss.

Informa também que os profissionais de beleza foram disponibilizados para todas as candidatas, tendo sido escolha exclusiva da candidata em questão, a realização de seu penteado no desfile final. A lisura da etapa classificatória pode ser documentalmente provada.

Desde já a equipe do Miss Universo São Paulo 2021 se solidariza com a situação narrada e oferece todo o apoio à candidata leda. A organização se coloca à disposição da candidata para a disponibilização das imagens e documentos inerentes ao concurso, para que as eventuais medidas judiciais sejam acionadas se identificada qualquer irregularidade, reforçando que, em contrapartida, a equipe jurídica do Miss Universo São Paulo 2021 já foi acionada e está trabalhando no caso”.

Crédito: extra.globo.com

Pedreiro confessa, segundo a Polícia, que fez sexo e depois concretou jovem desaparecida em São Paulo

Um pedreiro de 56 anos foi preso após confessar ter estrangulado com uma camiseta e concretado a jovem Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, em uma parede. Moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, ela estava desaparecida havia pouco mais de uma semana. O pedreiro trabalhava em uma obra, onde o corpo da jovem foi localizado. Segundo a polícia, um outro suspeito também foi detido.

A estudante estava desaparecida havia oito dias e foi localizada na parede de um imóvel em construção na Rua Senador Lúcio Bittencourt, no bairro Esplanada dos Barreiros. Nesta terça-feira (5), o suspeito foi preso e confessou o crime à Polícia Civil, alegando que matou a vítima estrangulada com uma camiseta depois de ter mantido relações sexuais com ela.

A investigação foi conduzida por policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios do Deic Santos. A jovem estava sumida desde 27 de setembro. Durante diligências, a equipe apurou que a vítima esteve na rua em que fica localizada a obra, onde teria se encontrado com o pedreiro. O suspeito foi questionado sobre o caso e informou que esteve com Joice até às 21h15 do dia de seu desaparecimento.

Em um primeiro depoimento, o suspeito relatou que manteve relações sexuais com a vítima, utilizado drogas, e que, depois disso, ela teria ido embora do local. Ele ainda alegou que a jovem parava no local esporadicamente para falar com ele, mas que não sabia do seu paradeiro.

O local foi vistoriado, e a equipe encontrou pinos plásticos vazios, geralmente utilizados para acondicionar cocaína, além de uma sacola com calcinhas na parte superior da construção, que foi apreendida.

O proprietário do terreno foi questionado pela polícia sobre áreas recém concretadas ou frescas existentes na obra. Ele respondeu que não havia nenhuma, entretanto, nesta terça, pensando na possibilidade levantada pelos policiais, observou que, no banheiro do piso térreo, embaixo da escada, o vão havia sido fechado, com um acabamento mal feito. Diante disso, ele golpeou uma vez, e sentiu um forte odor.

Ele acionou os policiais civis, que se dirigiram ao local e derrubaram parte da parede, constatando que o corpo estava dentro. Fotos obtidas pelo produtor Luiz Linna, da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, mostram o buraco feito no local onde a jovem foi encontrada. O corpo foi retirado com o auxílio do Corpo de Bombeiros.

A vítima estava nua, com uma camiseta preta enrolada ao pescoço. Depois disso, policiais se dirigiram à residência do pedreiro e o prenderam em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Nesse momento, conforme as autoridades, ele confessou ter matado a vítima estrangulada com uma camiseta, depois de ter mantido relações sexuais com ela. Também foi proferida voz de prisão por esse crime.

O homem ainda informou a participação de um segundo suspeito, de 35 anos, que também foi preso. Os dois foram ouvidos na delegacia e permanecem à disposição da Justiça. Até a última atualização desta reportagem, não havia a informação da motivação do crime.

Desaparecimento

Joice desapareceu no dia 27 de setembro. Estudante, ela morava no bairro Quarentenário, na Área Continental da cidade, com o esposo e duas filhas. Ela saiu para visitar o avô, que mora no bairro Parque Bitaru, na Área Insular, durante a tarde do dia do desaparecimento. Ela ficou no local até por volta das 19h, quando saiu. Desde então, ninguém conseguiu localizar a jovem.

Segundo a irmã, Joice nunca havia desaparecido antes. Desde então, familiares passaram a ligar para o telefone dela, que caía na caixa postal todas as vezes. Também fizeram o trajeto que ela percorreria até chegar em casa algumas vezes, em busca de pistas.

A família registrou o boletim de ocorrência de desaparecimento de pessoa na Delegacia Sede de São Vicente.

Crédito: g1.globo.com

Idoso fica 191 dias internado com Covid em hospital particular de São Paulo e agora deve R$ 2,6 milhões

Após ficar 191 dias internado, sendo 100 deles intubado por causa da Covid-19 e de outras complicações derivadas da doença, Carlos Massatoshi Higa, de 72 anos, enfim teve alta do Hospital São Camilo, na Zona Norte da capital, na segunda-feira (4). O que ele deixou no local, no entanto, preocupa: uma dívida de R$ 2,6 milhões.

A família diz que não sabe o que fazer para pagar a conta. O alívio com a alta tem dividido espaço com o desespero da dívida, de acordo com a professora da rede municipal e doutora em microbiologia Juliana Suyama Higa, de 37 anos, filha do seu Carlos.

“Eu sei que estou devendo, estou preocupada, posso dizer inclusive desesperada. Confesso que ainda não sei como vou pagar. O importante é que ele está aqui. Eu realmente achei que ele não ia ficar com a gente. Eu vi meu pai entrando em coma. Os médicos desenganaram e não foi só uma e nem duas vezes. Foi uma luta surreal. Não tem como descrever”, afirma, em conversa com o g1.

As economias da família já foram usadas e, apesar de ter tido alta, as sequelas de seu Carlos ainda inspiram cuidados – ele agora tem limitações na fala e nos movimentos.

Ele precisa, por exemplo, de fonoaudiologia para recuperar a fala, que ficou comprometida após tanto tempo com traqueostomia, procedimento cirúrgico realizado na região da traqueia, no pescoço, com o objetivo de facilitar a chegada de ar até os pulmões.

Além disso, ele precisa de fisioterapia para recuperar os movimentos das pernas, além de ter perdido a coordenação motora fina, o que o impede de realizar atividades como escrever. Para evitar aumentar ainda mais a dívida, a família tenta atendimento na rede pública.

“A gente não está se recusando a pagar, se tivéssemos [o dinheiro], teríamos pagado, mas esse valor é surreal para qualquer família de classe média. Sou professora, meu pai era dono de banca de jornal. Não temos condições.”

A ideia de tentar uma vaga pelo Sistema Único de Saúde (SUS), aliás, não veio só agora. De acordo com Juliana, não havia vagas em hospitais públicos quando o pai ficou doente, em março deste ano.

“Meu pai foi internado no dia 27 de março. Foi bem naquela época em que teve um boom de internações por causa da variante de Manaus e faltou vaga em hospital público. Faltava até medicamento para intubação. No desespero, fomos direto para o particular, mas eu sabia que não tinha vaga no Hospital Geral Vila Penteado”, afirma.

“A gente entende que nas circunstâncias não tinha vaga, era público e notório que não havia vagas. Meu pai está vivo porque é forte, mas também porque teve o socorro necessário no hospital. Ele teve médico que acompanhou, ventilador, medicamentos”, conclui.

Seca em rio revela ruínas de cidade do interior de SP submersa desde a década de 70

A estiagem prolongada fez o nível da água do rio Paraná baixar consideravelmente, revelando as colunas de concreto usadas para apoiar o telhado da estação ferroviária de Rubineia, cidade inundada na década de 70 para a construção do reservatório da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira.

Esta é a segunda vez que as ruínas reaparecem, trazendo consigo parte da história. A primeira foi no ano de 2014, quando o estado de São Paulo enfrentou uma das piores crises hídricas.

Evandro Santos, secretário de Turismo de Rubineia, explica que a margem do rio Paraná recuou cerca de 200 metros por conta da seca que atinge a região noroeste paulista.

“Ainda existem de três a dois metros de água para chegar à plataforma de antiga estação. Ela ficava a 12 ou 13 metros de profundidade. Ou seja, o nível baixou bastante. A estrutura, atualmente, está praticamente um metro fora d´água”, conta Evandro.

Além revelar parte da estrutura da estação ferroviária, a estiagem prolongada trouxe à tona restos de construções da antiga Rubineia.

“As ruínas ficam em uma praia de água doce chamada Ipanema. A água está baixando cerca de 12 centímetros por dia. Antigamente, existiam 12 pontos de embarque e desembarque de barcos e lanchas. Atualmente, são apenas cinco”, diz o secretário de Turismo.

Pedaços da história

Rubineia foi fundada em 1951. Adriz Jacob, jornalista e autor do livro “Infância Submersa”, ainda era menino quando se mudou com a família para o município do interior de São Paulo.

“Fomos embora em 1970, por conta da desocupação de Rubineia para a construção do lago da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. Na época, moravam em torno de 10 a 12 mil pessoas”, disse.

Em 1976, surgiu a notícia de que a cidade seria inundada pelas águas do lago artificial da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, a maior do estado de São Paulo e a terceira em operação no Brasil.

“Imagina vir uma empresa dizendo que você e sua família precisam ir embora. É algo bastante estranho para qualquer um. As pessoas ficaram sem alternativas. Elas tinham que sair. Foi um susto para todo mundo. Realmente muito triste”, recorda Adriz.

Um ano depois de a notícia ser recebida, equipes da Companhia Energética do Estado de São Paulo (CESP) começaram a medir as casas e a fazer os cálculos de todas as propriedades que ficariam dentro da faixa de inundação.

“Os moradores da antiga Rubineia foram indenizados. Todo mundo que conheço foi indenizado. Existia a possibilidade de você continuar morando em outra parte ou pegar suas coisas e ir embora. Foi o que minha família fez, assim como a grande maioria dos moradores. Cerca de 95% das famílias decidiram realmente ir embora”, conta o escritor.

Em 1969, a Companhia Energética do Estado de São Paulo deu início à desapropriação e demolição das casas, bares, hotéis, cinema, armazéns, delegacia, açougues e outras propriedades.

“As águas do rio Paraná começaram a subir em 1973, encobrindo as construções. A parte da cidade que existe atualmente começou a ser construída logo após a notícia da inundação. A administração providenciou a compra de uma área chamada Vila União. Loteamentos foram feitos e distribuídos às pessoas que queriam construir casas”, explica o escritor.

A última parada dos trens da Estrada de Ferro Araraquara ficava em Rubineia. Os passageiros chegavam ao município e precisavam usar a balsa para atravessar o rio Paraná.

“A vantagem de o ponto final da ferrovia ser em Rubineia é que gerava um movimento grande. Muitas pessoas chegavam em Rubineia para atravessar para o Mato Grosso. A balsa não funcionava à noite. Portanto, as pessoas acabavam se hospedando nos hotéis, o que gerava movimento para a cidade”, explica.

Crédito: g1.globo.com

 

 

A Casa do Porco, em São Paulo, é o 17º melhor restaurante do mundo, segundo a lista ‘World’s 50 Best’ de revista britânica

O restaurante A Casa do Porco, dos sócios Jefferson e Janaína Rueda, no Centro de São Paulo, está entre os 50 melhores do mundo, segundo a lista mundial ‘World’s 50 Best’, da revista britânica Restaurant.

A lista foi divulgada nesta terça-feira (5), na Bélgica, e é considerada como o prêmio Oscar da gastronomia mundial. Em 2021, o tradicional restaurante paulistano conquistou a 17ª posição da lista britânica.

“A Casa do Porco” é o único brasileiro a figurar entre os 50 melhores restaurantes do mundo neste ano. Na última edição, em 2019, a unidade tinha conquistado a 39º posição na lista dos 50 melhores. O chef Jefferson Rueda assina o menu do espaço.

Por causa da pandemia, a lista ‘World’s 50 Best’ não foi divulgada em 2020.

Na descrição da lista neste ano, o menu assinado pelo chef Jefferson Rueda é descrito como “uma celebração do porco em inúmeras formas”.

“Em uma fazenda em sua cidade natal, São José do Rio Pardo, no estado de São Paulo, Jefferson Rueda cria porcos com uma dieta natural de soro de leite e vegetais. Após o abate em seu próprio matadouro, o chef aproveita cada parte do animal em pratos inventivos, como sushi de papada de porco e linguiça de sangue caseira”.

A revista também destacou o ambiente do restaurante, descrito como “mais divertido do que um jantar requintado, com uma sala principal adornada com porcos em miniatura, decoração colorida e artefatos interessantes das viagens do chef”.

O número 1 do ranking britânico de 2021 foi o restaurante Noma, em Copenhagem, na Dinamarca. O Noma já tinha sido eleito o melhor restaurante do mundo pela revista em 2010, 2011, 2012 e 2014, antes de fechar, em 2016, e se mudar para um novo local em 2018.

Menu

A Casa do Porco é conhecida por uma cozinha brasileira genuína, inovadora e criativa, usando a carne de porco de forma muito versátil.

No restaurante, o chef Rueda usa o animal por completo, do focinho ao rabo, em diferentes formas, texturas e sabores.

Os pratos mais conhecidos são o tartar de porco, o sushi de papada de porco e o torresmo de pancetta com goiabada.

Pela primeira vez em seis anos, entretanto, Rueda criou um menu degustação 100% vegetariano, feito com nabo, cogumelo e queijo coalho, que substituem a carne de porco nos pratos clássicos acima.

Os animais usados nos pratos e os vegetais das receitas são produzidos, quase que integralmente, numa propriedade da família chamada ‘Sítio Rueda”, em São José do Rio Pardo.

“Batizado de ‘Da Roça para o Centro’, o percurso das versões com e sem porco é o mesmo, e é quase impossível distinguir entre as apresentações idênticas das duas”, afirma o site do restaurante.

O preço do menu degustação no restaurante é de R$ 165 (cerca de U$ 30).

Crédito: g1.globo.com