Vereador de São Paulo, Camilo Cristófaro é desfiliado do PSB por fala racista durante sessão; veja o vídeo

O PSB de São Paulo desfiliou o vereador Camilo Cristófaro da legenda. O processo já tinha sido aberto pelo próprio vereador, que havia solicitado afastamento em 28 de abril, mas ainda estava em negociação.

Entretanto, após a fala racista de Cristófaro durante CPI, o partido decidiu aceitar a solicitação. Segundo o partido, o pedido equivale a uma expulsão e foi tomado em comum acordo com as principais lideranças da legenda.

“No primeiro momento, a ideia era abrir o processo no Conselho de Ética para garantir o direto de defesa. Mas houve uma cobrança interna muito forte de membros do partido exigindo uma solução mais rápida. O próprio Camilo mandou uma carta no dia 28 de abril em pede o afastamento, e nela ele cita um artigo da Constituição que permite o desligamento com a anuência da direção do partido. Então aceitamos essa desfiliação. E juridicamente ela equivale ao processo de expulsão, então ele não faz mais parte do quadro do partido“, disse a reportagem Jonas Donizette, presidente estadual do PSB.

“A gente tomou essa decisão porque a reação foi muito forte. Temos uma negritude muito forte dentro do partido. O Márcio França [pré-candidato a governador] e a Tábata Amaral [presidente do diretório municipal do PSB] também falaram comigo sobre isso, foi um entendimento do partido como um todo”, completou.

Em nota, a executiva municipal afirmou que “falas e ações racistas devem ser responsabilizadas com seriedade”.

“Como um partido que luta por justiça social e igualdade de oportunidades, é dever do PSB exigir que os seus quadros atuem de forma coerente. Falas e ações racistas devem ser responsabilizadas com seriedade. Só assim garantiremos um ambiente mais justo e menos violento na política e, consequentemente, na sociedade como um todo”, diz o texto.

Fala racista

O comentário ocorreu durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as empresas de aplicativo na Câmara Municipal de São Paulo. Os trabalhos foram interrompidos temporariamente após o microfone do vereador Camilo Cristófaro (PSB) ter vazado no plenário dizendo a frase “é coisa de preto” na frente dos outros parlamentares.

O flagrante aconteceu no início da sessão que ouviu a ex-CEO da empresa Uber, Claudia Woods, e o sócio da empresa de motofrete THL, Thiago Henrique Lima.

“Não lavar a calçada…é coisa de preto, né?”, disse o áudio vazado no plenário.

Camilo Cristófaro não estava presente na Câmara durante a fala, mas participava da sessão de forma remota, através de videoconferência.

A imagem dele não apareceu no painel do plenário durante o vazamento do áudio, mas a Mesa que dirigia os trabalhos confirmou que ele já estava plugado e participando da sessão.

O vereador admitiu que a voz é dele e deu duas versões diferentes para a frase. Primeiro, disse que falava sobre carros. Depois, que se dirigia a um amigo.

Após o ocorrido, o presidente da CPI, Adilson Amadeu (União Brasil), suspendeu os trabalhos por cinco minutos para deliberar internamente sobre o impacto da frase.

Na retomada dos trabalhos, a vereadora Luana Alves (PSOL), que é negra, declarou que Cristófaro foi “extremamente racista”.

“Infelizmente nós temos a sessão completamente tumultuada por um áudio que tem a voz do vereador Camilo Cristófaro, que acaba de proferir uma frase extremamente racista. Eu queria não acreditar que essa fala existiu, mas infelizmente existiu. Conversamos ali atrás, queria pedir à secretaria da Mesa das notas taquigráficas. Ficará registrado. Ficou acordado que todos aqui são testemunhas para todas as ações que venham a ocorrer se ficar comprovado que é do vereador Camilo Cristófaro, como parece ser”, disse Luana Alves.

crédito: Portal g1

Polícia investiga caso de racismo no Metrô de São Paulo; acusada teria dito que o cabelo de passageira negra poderia passar doença; veja o vídeo

Uma mulher negra sofreu racismo em uma vagão do Metrô de São Paulo no final da tarde desta segunda-feira (2). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Welica Ribeiro, que é do Rio de Janeiro, estava no vagão com o irmão e o pai. Segundo ela, uma mulher branca, de cabelos loiros, que estava sentada ao seu lado pediu para que ela tomasse cuidado com seu cabelo, que “poderia passar alguma doença”.

O irmão de Welica, Jonatan Ribeiro, viu a cena e começou a filmar a discussão. “Eu sugeri raspar minha cabeça para não incomodá-la”, diz Welica no vídeo.

O corretor de imóveis Samuel Lopes, que estava no momento, presenciou o que a mulher loira disse.
“Uma mulher na hora, virou assim, moça, você pode tirar seu cabelo, que você pode passar alguma doença para mim. Naquela cara de cinismo mesmo”.

Revoltados, os outros passageiros gritaram “racista” para a mulher e impediram sua saída até a chegada da Polícia Militar.

Welica, seu irmão Jonatan e a testemunha foram até uma delegacia registrar a ocorrência. A mulher que fez as ofensas também foi ouvida.

No termo de depoimento que o irmão da vítima prestou, foi registrado o nome de Agnes Vajda como sendo a mulher que proferiu as ofensas.

Nas redes sociais, ela se identifica como assistente consular do Consulado da Hungria em São Paulo.

g1 procurou o Consulado da Hungria, que ainda não se manifestou.

O Metrô informou que “os seguranças atuaram na proteção dos envolvidos”.

Na saída da delegacia, Welica conversou com a reportagem.

“Eu espero que as pessoas entendam de uma vez por todas que somos iguais, somos seres humanos. A gente nasce igual todo mundo, a gente vai terminar como todo mundo, que não existe melhor do que ninguém. As pessoas precisam entender que precisamos ser respeitados, não porque somos negros, mas porque somos seres humanos e a gente merece respeito”, disse a vítima.

Crédito: Portal g1

Após frases sobre ucranianas, Arthur do Val renuncia ao cargo de deputado estadual por SP

O deputado Arthur do Val (União Brasil) renunciou na última quarta-feira (20) ao cargo de deputado estadual após o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovar, por unanimidade, o processo que poderia gerar a cassação do seu mandato.

Ele é alvo no colegiado de 21 representações no colegiado pedindo a cassação por quebra de decoro parlamentar, após dizer frases sexistas contra mulheres refugiadas ucranianas.

“Sem o mandato, os deputados agora serão obrigados a discutir apenas os meus direitos políticos e vai ficar claro que eles querem na verdade é me tirar das próximas eleições”, disse do Val em nota divulgada no início da tarde.

“Estou sendo vítima de um processo injusto e arbitrário dentro da Alesp. O amplo direito a defesa foi ignorado pelos deputados, que promovem uma perseguição política. Vou renunciar ao meu mandato em respeito aos 500 mil paulistas que votaram em mim, para que não vejam seus votos sendo subjugados pela Assembleia. Mas não pensem que desisti, continuarei lutando pelos meus direitos.”

Mesmo deixando o cargo, se o processo de cassação dele for aprovado no plenário da Alesp, ele pode ficar inelegível por oito anos segundo a Lei da Ficha Limpa.

Crédito: portal g1

Cassação do deputado Arthur do Val é pedida pelo Conselho de Ética da Assembleia de São Paulo

Relator do processo contra Arthur do Val (União Brasil) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado Delegado Olim (PP) entregou nesta quinta-feira (7) ao colegiado o relatório dele sobre o caso pedindo a cassação do mandato do parlamentar.

No avaliação do relator, Arthur do Val quebrou o decoro parlamentar ao dizer em áudios vazados que as mulheres refugiadas ucranianas eram “fáceis porque eram pobres”.

“Os fatos havidos contrapõem-se de maneira contundente com as definições de decoro parlamentar colacionados. (…) Estando evidenciada a gravidade das condutas do representado, flagrantemente atentatórias ao decoro parlamentar, conclui-se este parecer com a proposta de que seja aplicada ao Deputado Arthur Moledo do Val a medida disciplinar de perda do mandato”, disse Olim.

A reportagem procurou o gabinete do deputado Arthur do Val, que disse por meio de nota que “o deputado recebeu com tranquilidade o relatório da Comissão de Ética” e “não tem dúvidas de que seus pares se convencerão de que o erro cometido por ele – pelo qual já pediu desculpas – não deve ser punido com o mandato”.

“Os comentários que foram alvo da representação no Conselho de Ética, ainda que indevidos, não constituem crime e não foram feitos durante a atividade parlamentar, já que Arthur do Val estava de licença do mandato. Arthur do Val não tem dúvida de que o Parlamento irá respeitar a vontade de 500 mil paulistas que o elegeram para o mandato que ele exerce com dedicação e honestidade”, a afirmou a nota.

Tramitação do parecer

Após a apresentação desta quinta (7), o parecer do relator será votado pelos nove membros do Conselho de Ética da Alesp na reunião convocada para a próxima terça (12).

No encontro, os parlamentares do colegiado decidirão se acatam ou não a decisão do relator.

Caso a maioria dos membros concordem com a argumentação de Olim, o processo vai para o plenário da Alesp em forma de projeto de lei.

Para que Arthur do Val tenha o mandato realmente cassado, a maioria dos 94 parlamentares da Alesp precisa votar favoravelmente ao projeto. São necessários pelo menos 48 votos a favor entre os deputados estaduais para a execução de qualquer pena em plenário.

Os novo parlamentares do Conselho de Ética podem, porém, apresentar votos em separado e a maioria não concordar com o voto do relator do caso. Nessa situação, o colegiado delibera uma outra forma de punição ao deputado no processo.

Para um parecer ser aprovado no Conselho de Ética é preciso ao menos cinco votos entre os nove parlamentares titulares do órgão corregedor.

Crédito: Portal g1

Mega-Sena premia de faxineiras a executivos e provoca briga em empresa em SP após vazamento de informações sobre vencedores

O bolão entre funcionários que deixou 44 novos milionários em Santos, no litoral de São Paulo, envolveu todos os setores de uma empresa da área de logística do Porto de Santos, de faxineiras que atuam na limpeza do dia a dia a executivos.

Cada um dos ganhadores receberá R$ 2.786.981,17 do prêmio total de R$ 122,6 milhões. O que era para ser apenas alegria, porém, acabou virando uma enorme confusão por conta do vazamento dos perfis e telefones de alguns dos vencedores.

A reportagem teve acesso, por meio de um dos ganhadores, à lista com a maioria dos participantes do bolão da empresa. Dentre os 37 nomes que a reportagem levantou, 21 são homens e 16 são mulheres.

Na lista, há pessoas de todos os setores, como profissionais que atuam na limpeza, técnicos em refrigeração e até mesmo algumas com cargos executivos e que trabalham na direção da empresa. O bolão, segundo apurado, foi aberto para qualquer funcionário que quisesse participar.

Entre os sortudos que faturaram a bolada, há também pessoas que atuam como coordenadores, gerentes, analistas financeiros, de gestão e de vendas, além de funcionários que atuam na área farmacêutica da empresa.

O vazamento da lista, porém, por meio de pessoas que não participaram do bolão e que estavam no grupo onde as apostas foram organizadas, causou desconforto e até uma briga entre alguns dos trabalhadores, já que até números de celulares foram divulgados.

Um dos vencedores, que preferiu não se identificar por segurança, disse que alguns profissionais da empresa que deixaram de participar do bolão ficaram “aos prantos e chorando sem parar” ao descobrir que perderam a chance de ficar milionários.

Em conversa com a reportagem na manhã desta segunda-feira (4), ele confidenciou que após a felicidade por acertar os números, os ganhadores se revoltaram com colegas que, propositalmente, jogaram informações dos membros em redes sociais.

Enquanto alguns dos participantes fizeram questão de comemorar bastante o prêmio por meio de um aplicativo de mensagens, outros optaram por ‘desaparecer’. Alguns dos ‘sortudos’, inclusive, chegaram a excluir páginas no Facebook e no Instagram para que não fossem localizados, já que algumas pessoas que ficaram de fora do bolão começaram a divulgar os perfis de alguns dos apostadores, que passaram a receber abordagens de pessoas desconhecidas, inclusive por telefone.

Segundo apurado pela reportagem, na manhã desta segunda-feira ainda era possível encontrar, em páginas nas redes sociais, prints com o perfil das redes sociais de alguns dos vencedores. Muitos internautas se uniram para pedir para que os usuários fizessem denúncias das contas que vazaram as informações para proteger os nomes dos trabalhadores. A empresa onde o bolão foi organizado não se manifestou sobre a situação.

Segundo informações da Caixa, a aposta vencedora foi registrada como um bolão de 44 cotas na lotérica Santo & Santo, no bairro Vila Mathias, e foi feita por volta das 12h de sábado (2), dia do sorteio. Um dos bilhetes premiados foi exibido à reportagem por um dos cotistas premiados.

 

Crédito: G1