Recém-nascida precisa de vaga em hospital

A família de uma criança recém-nascida está vivendo momentos de angústia enquanto espera por uma vaga em qualquer hospital que tenha suporte para atender Pérola Vitória Mendonça Barbosa, de apenas um mês e 15 dias de vida.

A bebê deu entrada na UPA de Araruama, na Região dos Lagos do Rio, na tarde de sexta-feira 26 de Fevereiro com o quadro de bronquiolite e pneumonia, mas até a madrugada desta segunda-feira 1º de Março ainda não havia conseguido transferência para o Hospital Regional de Araruama ou qualquer outra unidade com condições de fazer o atendimento.

O desabafo é de Jovana da Silva Mendonça, mãe de Pérola. Ela está na UPA com a filha. A reportagem, contou que a equipe da unidade disse que foi até onde podia.

“Eles simplesmente falam que estão esperando a vaga e que não podem fazer mais nada, que já solicitaram e tudo mais. Pode ser aqui no Hospital Regional de Araruama, pode ser em Niterói, no Rio”, contou.

A avó paterna da criança, Patrícia Maria da Silva, disseque a bebê foi levada pelo avô materno, primeiramente, até o Hospital Municipal Drª Jaqueline Prates, onde a criança nasceu. Mas a neta logo foi encaminhada pela unidade até a UPA de Araruama, permanecendo no local.

“Atenderam muito bem, colocaram no oxigênio, mas depois falaram que ela não tinha como ficar lá. Ela foi colocada na incubadora e transferida para a UPA. Só que a UPA alega que não tem recursos, equipamentos necessários para mantê-la. Eles estão atendendo ela bem, eles vão e fazem o que podem. Mas ela não consegue ficar cinco minutos sem o oxigênio”, desabafa a avó.

A mãe da criança disse que assim que a filha deu entrada na UPA, a equipe logo falou da falta de estrutura.

“Na sexta-feira mesmo eles falaram ‘por que que trouxeram ela pra cá? Não temos estrutura aqui’. Hoje mesmo a médica falou comigo que esse oxigênio aqui pra ela é muito fraco, tem que ser um outro tipo. Falou que era pra gente ir na Defensoria, correr atrás, o mais rápido possível”, revelou Jovana, que pretende recorrer à Defensoria Pública nesta segunda.

Fonte: g1.globo.com

Morre em Maricá idosa transferida para UPA após queda de energia no Hospital Municipal

Morreu na madrugada de ontem (4) a paciente Alienai D’Ávila, de 79 anos, que estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã, em Maricá, após ter sido transferida do Hospital Municipal Conde Modesto Leal devido a falta de energia elétrica na unidade. A paciente estava na Unidade de Pacientes Graves (UPG) e respirava com ajuda de aparelhos. A família da idosa acusa a Secretaria de Saúde de Maricá e soube da transferência através de uma matéria na internet, no portal Lei Seca Maricá (LSM), porém, ao chegarem no local, souberam da morte de Alienai. A paciente morava no bairro Bambuí, na Região Rural da cidade.

“É uma covardia que esse hospital fez. A minha avó já chegou lá [na UPA de Inoã] sem vida porque faltou luz no hospital e não tinha gerador de emergência. Minha avó estava respirando a base de aparelhos, olha que absurdo. A minha avó morreu por conta desse hospital, porque ela já estava melhorando e o estado dela era estável”, denunciou o neto da idosa. “O hospital nem teve a capacidade de ligar para avisar [da morte da paciente], nem para ligar para os familiares. Isso é uma covardia, uma falta de respeito com o ser humano”, desabafou.

A energia no Hospital Municipal caiu por volta das 1h40 da madrugada da quinta-feira (4). O gerador do local também não funcionou devido a problemas. Além de Alienai, outros pacientes também foram transferidos para a UPA. Em nota, a Secretaria de Saúde de Maricá afirmou que o gerador do Hospital não funcionou devido a um problema na parte interna do hospital e que a equipe de manutenção chegou ao local cerca de uma hora depois. O fornecimento de energia teria sido restaurado às 4h da manhã.

A Secretaria também confirmou a transferência de Alienai D’Avila para a UPA de Inoã como medida preventiva e que o equipamento de assistência de respiração estava funcionando corretamente com a bateria. A nota também garante que nenhum paciente foi exposto à riscos pela queda de energia.

Confira a nota na íntegra da Prefeitura de Maricá:

“A Prefeitura informa que por volta de 2h da madrugada desta quinta-feira (04/04) ocorreu um curto-circuito em uma instalação interna no Hospital Municipal Conde Modesto Leal. Por conta do problema ter ocorrido na parte interna, o gerador instalado na unidade não pode ser acionado. Imediatamente, toda a direção do hospital e a secretária de Saúde, Simone Costa, foram para a unidade e as equipes de manutenção elétrica da Prefeitura chegaram por volta de 2h40. Às 4h o fornecimento de energia elétrica foi restaurado.

Apenas uma paciente, idosa, que estava internada na Unidade de Pacientes Graves (UPG), foi transferida preventivamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã. Embora o equipamento que a assistia estivesse funcionando normalmente por conta da bateria, a secretaria optou pela transferência como precaução para resguardar o bem-estar. Não havia também nenhuma gestante em trabalho de parto no momento da interrupção.

Às 4h o fornecimento foi restabelecido, mas as equipes de manutenção continuam no hospital prosseguindo com as verificações necessárias em todos os circuitos. Em função desse trabalho, algumas interrupções pontuais no fornecimento ocorreram, apenas para a manutenção ser feita dentro dos padrões exigidos de segurança. A Prefeitura reitera que nenhum paciente internado no hospital foi exposto a qualquer tipo de risco por conta da interrupção no fornecimento, graças à pronta intervenção da direção e da própria secretaria”.