Policial Militar é baleado em ataque de criminosos na Zona Norte do Rio

Um policial militar foi atingido em um ataque de criminosos contra um carro da PM na Avenida Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo a corporação, o patrulhamento foi reforçado na região. O ataque aconteceu próximo à Praça do Carmo. Os agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fé/ Sereno estavam passando pela via quando foram atacados.

O policial passa por uma cirurgia no Hospital Getúlio Vargas.

Polícia Civil e MPRJ cumprem mandados em caso das ‘rachadinhas’ na Alerj

Uma força-tarefa da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta terça-feira (20) mandados de busca e apreensão em um suposto caso de ‘rachadinha’ na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Equipes buscaram provas em endereços residenciais no Rio de Janeiro e em Niterói. Os alvos não foram identificados — a força-tarefa alegou que as investigações estão sob sigilo.

A força-tarefa é composta pela Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro e pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MPRJ), em conjunto com a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

Apreensão de cocaína em rodovias do Rio de Janeiro aumenta durante a pandemia, diz PRF

A apreensão de drogas nas rodovias do Rio sofreu um aumento de março a outubro deste ano, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. Isso é o que mostra dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De 13 de março até a última semana, a quantidade de cocaína apreendida teve um salto de 321% se comparada com o mesmo período do ano anterior. Esse ano foi apreendida 1,3 tonelada da droga. Já o número de maconha encontrado foi de cerca de 12 toneladas.

Apenas neste sábado (17), a PRF interceptou o transporte de 750 kg de maconha em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. No começo de outubro, os agentes encontraram meia tonelada de cocaína em dois veículos em Resende, no Sul do Rio.

O porta-voz da corporação, José Hélio Macedo, afirmou que essas grandes quantidades de entorpecentes tinham como destino a venda e o consumo no município do Rio.

“Mesmo com a pandemia e o isolamento social, o crime não para. A gente continuou fazendo nosso trabalho pra realmente impedir a chegada desses materiais aqui no Rio de Janeiro. São quantidades industriais que seriam vendidas e consumidas aqui no município”, disse o porta-voz.

Além de ser rota de fuga, essas vias também sofrem com a violência. Na madrugada deste domingo (18), um homem foi baleado dentro do carro na BR-101, na altura de Niterói, na Região Metropolitana.

Mudança de rotas

A PRF informou que quadrilhas adotaram novas táticas para o transporte de drogas. Uma delas é a mudança de rotas.

“A Dutra é um caminho natural do tráfico, mas a gente vem observando que as quadrilhas vêm buscando rotas alternativas. A gente tem identificado esses caminhos e conseguido fazer essas apreensões que vêm em veículos de passeio, ônibus de turismo, veículos de cargas e até mesmo transportado por famílias, pessoas com crianças dentro do carro e idosos”, afirmou José Hélio.

De acordo com o porta-voz da PRF, a apreensão dessas drogas é uma forma de barrar o lucro de traficantes e narcomicilianos.

“A gente vem conseguindo fazer essa apreensão e causar um prejuízo milionário nessas quadrilhas. É dinheiro que está deixando de entrar e evitando a capitalização desses bandidos, sejam traficantes ou narcomilicianos. Hoje em dia essas milícias também vendem drogas. A capitalização está deixando de chegar para essas quadrilhas, o que acaba impactando na violência aqui no Rio”, disse José Hélio.

Para ele, o trabalho de inteligência é fundamental para a apreensão das drogas.

“Através do nosso serviço de inteligência, com o Disque Denúncia e integração com outras policiais, a gente vem detectando outras rotas. São diversas situações que a gente vem precisando, cada vez mais, investir no trabalho de inteligência, na informação, para que a gente consiga chegar no resultado final que é a apreensão desses entorpecentes”, disse porta-voz.

Bandidos sequestram trem da SuperVia

Dez homens armados renderam dois maquinistas da SuperVia, na manhã desta segunda-feira (19), para chegar à Mangueira, na Zona Norte do Rio.

O trem de manutenção, que fazia uma vistoria da rede aérea na região da estação Jacarezinho, onde acontecia uma operação da Polícia Militar, estava parado perto da estação Triagem.

O grupo armado, então, acessou a linha férrea e abordou os dois maquinistas. Os criminosos foram com a composição até perto da região da Mangueira, onde desembarcaram também na linha férrea e saíram do sistema ferroviário. As regiões de Triagem e Mangueira são próximas.

Após o episódio, os maquinistas precisaram seguir para a Central do Brasil, onde receberam atendimento psicológico.

O Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) foi acionado após tomar conhecimento do fato.

Operação policial

Desde cedo, a Polícia Militar faz uma operação na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte. Há relatos de tiros e de bombas.

Policiais do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) reforçam o policiamento no local com blindados.

Bandidos montaram barricadas para dificultar a ação da polícia, por causa dos tiros, a circulação de trens no ramal de Belford Roxo está suspensa desde as 5h.

Duas das principais vias da região, a Avenida Dom Hélder Câmara, na altura do Jacaré, e a Rua Leopoldo Bulhões, próximo a Manguinhos, chegaram a ser fechadas ao trânsito, mas reabriram por volta das 7h15.

Rio de Janeiro tem 3,7 milhões de habitantes em áreas dominadas pelo crime organizado; 57% controlada pela milícia

Uma pesquisa inédita sobre a expansão de organizações criminosas no Rio revela que milícia e tráfico estão presentes em 96 bairros, onde vivem cerca de 3,76 milhões de pessoas.

O estudo, batizado de Mapa dos Grupos Armados do Rio de Janeiro, identificou que milicianos controlam área maior do que traficantes de drogas na capital fluminense.

Segundo o levantamento, até o fim de 2019, as milícias dominavam 25,5% dos bairros do Rio. O percentual representa 57,5% da superfície territorial da cidade, onde vivem 33,1% dos habitantes do município – ou seja, mais de 2 milhões dos cerca de 6,74 milhões habitantes calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um levantamento feito pelo G1 em 2018 com um método diferente do usado pelo Mapa dos Grupos Armados também apontava que havia ao menos 2 milhões de pessoas vivendo em áreas dominadas pela milícia.

As facções do tráfico estão presentes em mais bairros da capital: 55, contra 41 das quadrilhas de milicianos, mas com uma população menor – há cerca de 1,5 milhão de habitantes nas áreas dominadas pelos traficantes.

O estudo mostra que o Comando Vermelho ocupa 24,2% dos bairros, o Terceiro Comando, 8,1% e a também facção criminosa Amigo dos Amigos, 1,9%.

Somados, esses três grupos controlam, segundo o levantamento, 15,4% da extensão territorial do Rio. Além disso, o mapeamento também mostra que pouco mais de um quarto do território (25,2%) ainda está em disputa pelos grupos criminosos.

Quase 40 mil denúncias

Para chegar ao resultado, pesquisadores de cinco instituições examinaram 37.883 denúncias feitas ao Disque Denúncia que mencionam milícias ou tráfico de drogas. Depois, foi feita uma triagem com as informações e criada uma base própria especificando cada grupo criminoso.

Também foi criado um “dicionário” com termos mencionados nas denúncias para estabelecer três critérios que explicassem a dominação de cada local. São eles: controle territorial, controle social e atividades de mercado.

O levantamento é resultado de um convênio entre o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI/UFF), o datalab Fogo Cruzado; o Núcleo de Estudos da Violência da USP; a plataforma digital Pista News e o Disque-Denúncia.

Coordenaram o estudo os pesquisadores Daniel Hirata, Maria Isabel Couto, Renan Silva, Erik Gomes Nieto e Walkir Alexandre Toscano de Brito.

Mapa dos Grupos Armados do Rio