Rio Bonito estuda a criação da Lei de Essencialidade da atividade física

O Secretário de Esporte e Lazer, Bernardo Oliveira Borges, se reuniu com os profissionais de educação física para estudar a implantação de medidas referentes ao decreto do Governo Federal, que incluiu as academias de ginástica como atividade essencial durante a pandemia do novo coronavírus. Pelo dispositivo, são reconhecidas as práticas da atividade física e exercício físico como essenciais para a população, desde que obedecidas as determinações sanitárias do Ministério da Saúde. A reunião foi realizada nesta segunda-feira (8), na sede da secretaria de Esporte, na Praça Cruzeiro.

O decreto presidencial deu respaldo jurídico para a reabertura desses estabelecimentos, mas, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em abril do ano passado, estados e municípios podem adotar as medidas que acharem necessárias para combater o novo coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições, sem aval do governo federal.

Lei da Essencialidade – Um dos objetivos da reunião é propor a criação de uma lei municipal que inclui como essencial a atividade física ou o exercício físico mesmo em tempos de crise ocasionadas por moléstias contagiosas ou catástrofes naturais para a população e, desta forma, garantir o funcionamento das academias durante toda pandemia. Para isso, foi criado um protocolo de intenção para funcionamento desses espaços, bem como a manutenção das medidas sanitárias para resguardar a saúde dos alunos e professores, como o uso obrigatório de máscaras, termômetro (aferição da temperatura na entrada), higienização do espaço e redução da capacidade para 70%, entre outras.

A cidade de Petrópolis foi a primeira do Estado do Rio de Janeiro a aprovar uma lei nesse sentido, seguida por Três Rios, Volta Redonda e Miguel Pereira. Além disso, outros municípios como Areal, Mendes, Paraíba do Sul, Niterói, São Gonçalo e Maricá também estão seguindo na mesma direção, fazendo a formatação da Lei Federal e adequando as necessidades do município.

O Profissional de Educação Física é um profissional de Saúde, reconhecido pela resolução do CNS nº 287, de 8 de outubro de 1998 e CBO 2241-40 e que foi recentemente convocado para capacitação do Ministério da Saúde – “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde” portanto, apto a trabalhar de forma segura no enfrentamento à pandemia do coronavírus, bem como sermos agentes multiplicadores de conhecimentos e comportamentos sobre as medidas profiláticas necessárias para a não proliferação do vírus, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde.

“A nossa gestão entende o tamanho da importância da pratica regular de atividade física para à saúde física e para a saúde mental. Com isso, resolvemos reunir os profissionais de Educação Física para um encontro onde pudéssemos debater e expor todas as nossas ideias, e construirmos juntos esse projeto. Foi um encontro produtivo e participativo em prol de uma categoria que merece ser valorizada por todo o papel que presta junto à sociedade”, afirma o secretário de Esporte, Bernardo de Oliveira Borges.

Cabe ressaltar que a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), informa que a prática regular de exercícios físicos está associada a melhora das funções imunológicas em seres humanos, otimizando as defesas do organismo diante de agentes infecciosos e que é uma importante ferramenta no tratamento e prevenção de doenças.

A secretaria de Esportes também  formou uma comissão, com profissionais da educação física, para acompanhar todo esse  processo até o encaminhamento para a Câmara Municipal.

 

 

 

Museu do Amanhã inaugura hoje (4) a exposição temporária Coronaceno – Reflexões em tempos de pandemia

Em seis ambientes distintos, o Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, região central do Rio de Janeiro, inaugura hoje (4) a exposição temporária Coronaceno – Reflexões em tempos de pandemia, que ficará aberta ao público até 30 de maio próximo, com visitação estendida em uma hora por dia, das 10h às 18h, de quinta-feira a domingo.

O curador da mostra, Leonardo Menezes, explicou que a exposição não é linear, ou seja, excluindo as salas de entrada e saída, denominadas “Salas Essenciais”, os visitantes podem percorrer a mostra na ordem desejada, “até para facilitar a questão da lotação de uma sala para outra e manter o distanciamento social”.

A orientação do fluxo, sugerida pela curadoria, é que a visita comece pela sala de entrada, onde é feita homenagem a diferentes profissionais que nas primeiras semanas da pandemia, enquanto a maior parte da população ficou isolada em casa, tiveram que sair da segurança de suas residências para permitir que a maioria ficasse segura.

Foram selecionadas para a homenagem oito profissões: profissionais de saúde, pesquisadores, cientistas, farmacêuticos, atendentes de supermercados, profissionais do transporte público, entregadores, profissionais de higienização dentro das instituições e prédios e higienização pública. “É só uma parcela. A gente entende que tem mais profissões, mas selecionamos oito para estarem representados. A gente mostra que essa pandemia abarcou o mundo inteiro”.

São exibidas imagens de regiões vazias em três continentes: Copacabana, em março de 2020; Wuhan, em fevereiro de 2020; e Paris, também em março de 2020. “Áreas muito concentradas de turismo completamente vazias, mostrando a amplidão dessa pandemia”.

Trajetória do vírus

A próxima sala é “Do Vírus à Pandemia”. Retrata o novo coronavírus, como ele chegou até nós e o que ele causa de efeitos na saúde. A sala é toda iluminada por luz negra e tem marcas de mãos e simulações de espirros nas paredes, consideradas as duas principais formas de contágio. Uma grande escultura em acrílico tridimensional, com 1,5 metro de diâmetro, simula a forma do vírus, para que o visitante possa conhecê-lo. “É uma interpretação artística, mas que lembra bem o formato que ele tem”. Há ainda um vídeo que explica como o coronavírus chegou à humanidade e o que isso trouxe em termos de pressão nos sistemas de saúde públicos e particulares, informou o curador.

Denominada “Sociedades Transformadas”, a terceira sala da mostra já olha para os efeitos sociais e econômicos que a pandemia trouxe e que mudaram radicalmente a forma como as pessoas estudam, trabalham e como se relacionam. A cenografia lembra uma cidade, onde dois vídeos sincronizados mostram esses diferentes efeitos para grupos sociais de menor e maior renda.

“Por mais que todos nós tenhamos sido impactados, sentimos a pandemia de formas muito diferentes, dependendo da renda que a gente tem”. Um grande painel fotográfico de São Paulo no entardecer exibe os apartamentos acesos, sugerindo que dentro de casa estamos seguros. “São projetados rostos com máscaras para mostrar que dentro de nossas casas estamos seguros e fora de casa a gente precisa usar máscaras”.

Emoção

A quarta sala, chamada “Memorial aos Que Partiram”, é mais emotiva. Ela faz uma homenagem às pessoas que morreram de covid-19. Há no local uma instalação artística, na qual ampulhetas suspensas mostram o tempo correndo. “São mais de 300 ampulhetas suspensas. E no centro do espaço, a gente tem um monte grande de areia com várias ampulhetas quebradas. Ou seja, o tempo que, infelizmente, foi interrompido antes do que precisava ser”.

Nas paredes, estão escritos cerca de 100 nomes de vítimas reais da pandemia, autorizados pelas famílias. Todos os estados do Brasil estão ali retratados, para mostrar que todo o país sofreu impacto. Além disso, são homenageadas etnias indígenas que tiveram mortos, a partir de informações passadas pela Associação Brasileira de Povos Indígenas. A visita é acompanhada de narração de um poema de Machado de Assis intitulado Dois Horizontes, que fala de saudade, pela atriz Cissa Guimarães, com fundo musical da Orquestra Sinfônica de Ouro Preto.

Na quinta sala, “A Ciência é Protagonista”, são apresentados avanços científicos e tecnológicos das acelerações que ocorreram em função do isolamento trazido pela pandemia. É relatada a busca pela vacina, que gerou a produção de várias vacinas no mundo em tempo recorde, mas também o uso das tecnologias, como inteligência artificial, impressão 3D, reconhecimento facial, tudo que foi necessário e acelerado, para que a população pudesse se adaptar a esses novos tempos de isolamento e distanciamento social, relatou Leonardo Menezes.

Nessa sala, há representação da mesa de um pesquisador sobre a qual estão instrumentos científicos reais usados no diagnóstico de covid-19. “A gente também traz o conceito da sindemia, que é quando você tem a pandemia pegando carona na desigualdade social, porque aproveita as baixas condições de higiene, especialmente de comunidades carentes, e acaba intensificando a desigualdade social. Em certo ponto, essa desigualdade alimenta a pandemia”, explicou o curador. A sindemia caracteriza a interação agravante entre problemas de saúde em populações em seu contexto social e econômico.

Resiliência

A sexta e última sala se denomina “A Cultura é o Caminho” e deixa claro como a indústria cultural foi impactada pela pandemia desde o primeiro momento, com o fechamento dos cinemas, teatros, casas de espetáculo. Em um palco com cortinas vermelhas, que simula um teatro, é exibido um vídeo que revela não só o impacto provocado pela covid-19, mas também como a criatividade e a cultura são resilientes.

“A gente mostra as adaptações que foram feitas pela área cultural para poder oferecer um bem estar mental, porque sabemos que a saúde mental está sendo muito afetada pela pandemia, e a cultura e o acesso à cultura são formas de manter mais a nossa saúde mental, no sentido de conexão e de interpretação desses momentos que estamos vivendo”.

A sala mostra que o advento do drive-in (cinema ao ar livre), das apresentações musicais virtuais, das peças de teatro online, as cantorias nas janelas representaram, ao longo do último ano, alívio para as pessoas e um sinal de resiliência. “Porque mesmo nos momentos mais tristes da história da humanidade, sempre houve produção artística interpretando esses tempos e agora não é diferente”, lembrou Menezes. Ele acrescentou que é um pouco esse o percurso que o museu traça, desde o início da doença até um caminho de esperança, representado pelas vacinas e pela resiliência da cultura.

Leonardo Menezes afirmou que o Museu do Amanhã, como instituição cultural e científica, reabriu suas portas em setembro de 2020, com toda segurança, seguindo os protocolos sanitários e adotando programação virtual, debates pela internet, exposições virtuais. “A gente não teve um caso entre os funcionários e os visitantes que estamos monitorando desde a reabertura. É uma visita segura”. O museu está com limitação no espaço. São admitidas 360 pessoas por hora, para que todos possam visitar com segurança, conforto e distanciamento social. Todos os ingressos são adquiridos online, no endereço https://www.ingressorapido.com.br.

 

Fonte: AgenciaBrasil

Cidades do interior do Rio recebem doses da vacina Oxford/Astrazeneca contra o Corona vírus

Começaram a ser distribuídas na manhã desta quinta-feira 25 de Fevereiro, para os 92 municípios do Rio de Janeiro novas doses da vacina Oxford/Astrazeneca contra o Corona vírus. As 50 cidades das regiões Serrana, dos Lagos, Norte e Noroeste Fluminense recebem, juntas, 36.570 doses.

As unidades são para aplicação da primeira dose do imunizante. Confira abaixo uma tabela com as quantidades recebidas por cidade.

Em Campos, as vacinas chegaram de helicóptero no Aeroporto Bartolomeu Lisandro. A cidade recebeu 5.180 doses.

De acordo com a planilha divulgada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Cabo Frio vai receber 2.340 doses; Nova Friburgo, 2.370; Petrópolis, 3.650; e Maricá, 1.720.

Vacinas Oxford/Astrazeneca para a Serra, Lagos, Norte e Noroeste do Rio:

Cidades Doses a distribuir
Aperibé 170
Araruama 1540
Areal 200
Armação de Búzios 360
Arraial do Cabo 360
Bom Jardim 320
Bom Jesus de Itabapoana 500
Cabo Frio 2340
Cachoeiras de Macacu 640
Cambuci 220
Campos dos Goytacazes 5180
Cantagalo 280
Carapebus 210
Cardoso Moreira 180
Carmo 270
Casimiro de Abreu 440
Conceição de Macabu 300
Cordeiro 300
Duas Barras 160
Iguaba Grande 350
Italva 220
Itaocara 360
Itaperuna 1160
Laje do Muriaé 110
Macaé 2020
Macuco 130
Maricá 1720
Miracema 350
Natividade 240
Nova Friburgo 2370
Petrópolis 3650
Porciúncula 260
Quissamã 320
Rio Bonito 700
Rio das Ostras 1130
Santa Maria Madalena 150
Santo Antônio de Pádua 520
São Fidélis 470
São Francisco de Itabapoana 450
São João da Barra 450
São José de Ubá 120
São José do Vale do Rio Preto 250
São Pedro da Aldeia 1190
São Sebastião do Alto 150
Saquarema 980
Silva Jardim 270
Sumidouro 180
Teresópolis 2020
Trajano de Moraes 190
Varre-Sai 120
TOTAL 36.570

Enem tem hoje segundo dia de reaplicação de provas

Hoje (24) é o segundo dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade, para candidatos que tiveram as provas canceladas por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus, para aqueles que não puderam fazer o exame por estar com sintomas da covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa e para participantes que foram prejudicados por questões logísticas.

Nesta quarta-feira, os participantes farão as provas de matemática e de ciências da natureza e terão cinco horas para resolver as questões, que são todas objetivas. Ontem (23), fizeram as provas de redação, linguagens e ciências humanas.

Ao todo, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 276 mil estão inscritos para esta aplicação, que ocorre em 1.481 municípios brasileiros. Desses, 41.864 pessoas farão o Exame Nacional do Ensino Médio para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Mais 235 mil estavam inscritos no Enem regular, porém precisarão refazer o exame, seja por terem tido sintomas de covid ou outras doenças, seja porque foram prejudicados por questões logísticas, como falta de luz no local de prova.

Também estão inscritos os 163.444 candidatos do estado do Amazonas, os 969 participantes do município de Espigão D’Oeste e os 2.863 de Rolim de Moura, ambos em Rondônia. Nesses locais, o Enem regular, tanto impresso quanto digital, foi cancelado por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus.

A reaplicação seguirá as mesmas regras do Enem regular. Os horários de aplicação serão os mesmos. Os portões abrem às 11h30, no horário de Brasília, e fecham às 13h. A recomendação é que os estudantes cheguem com antecedência para evitar aglomerações.

A lista do que é ou não permitido é também semelhante à aplicação regular. Os participantes deverão levar um documento oficial com foto – não é permitida a apresentação de documento digital -, caneta preta de material transparente e máscara de proteção facial. Aqueles que estiverem sem máscara serão impedidos de fazer o exame.

Os resultados finais, tanto do Enem digital quanto do Enem impresso e da reaplicação, serão divulgados no dia 29 de março.

As notas do Enem poderão ser usadas para ingressar no ensino superior e para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni), e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

 

 

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Casos de corona vírus poderá aumentar em Cabo Frio

Mesmo registrando tendência de queda no número de contágios por Covid-19, o governo estadual do RJ decidiu manter ativo todos os leitos destinados ao tratamento do corona vírus no estado fluminense durante o período do Carnaval. A medida tem como principal objetivo evitar um colapso na rede pública de saúde, como foi visto em Manaus, Amazonas, em janeiro.

Atualmente, a taxa de ocupação nas Unidades de terapia intensiva (UTI) é de 59%. Já os leitos de enfermaria registraram ocupação de 43%.

Em Cabo Frio, a cidade ficou lotada durante todos os dias de Carnaval, diversas festas clandestinas aconteceram na cidade. Cabo Frio hoje registra cerca de 6.818 casos confirmados de pessoas infectadas, os números de óbitos passa de 300, já os hospitais da cidade, tem a ocupação de leitos para Covid-19, sendo CTI: 25% e Enfermaria: 19%.

Apesar das recomendações contra as aglomerações e dos decretos impedindo a realização de festas de carnaval e blocos de rua, muita gente ignorou o risco de transmissão da Covid-19 em Cabo Frio.

 

 

 

Fonte: rlagosnoticias.com.br