Adiado, Carnaval de rua do Rio 2021 só acontecerá com população vacinada

O Fórum Carioca de Blocos, formado pelas principais ligas decidiu por adiar o carnaval de rua 2021 enquanto a população não estiver completamente vacinada contra a Covid-19. De acordo com a presidente da Associação Independente de Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade do Rio de Janeiro (Sebastiana), Rita Fernandes, eles ainda vão aguardar o posicionamento das autoridades sanitárias e do governo, mas que há poucas chances dessa decisão ser diferente.

A presidente também concordou com a decisão da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) de adiar os desfiles das escolas de samba do grupo especial, que aconteceriam em fevereiro de 2021. Questionada sobre uma possível data, Rita foi direta.

“Não temos uma data para anunciar para fazer o carnaval de rua. Sabemos que, depois de julho, já não faz sentido, fica impossível até pelos calendários da cidade. Vamos aguardar até o fim do ano para tomar uma decisão inclusive em relação ao anúncio de uma nova data”, disse ela.

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu adiar os desfiles das escolas de samba do grupo especial, que aconteceriam em fevereiro de 2021, devido à pandemia de covid-19. A decisão foi tomada na noite de ontem (24), durante reunião entre representantes das agremiações.

De acordo com o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, como ainda não se sabe se haverá uma vacina até o carnaval, não haverá tempo hábil para as agremiações se prepararem.

IFF oferece oportunidades para profissionais especializados em linguagem de sinais

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) anunciou a realização de um novo processo seletivo, que tem por objetivo o preenchimento de quatro vagas, destinadas à contratação por tempo determinado de profissionais a fim de exercerem o cargo de técnico especializado em linguagem de sinais.

O profissional contratado trabalhará em regime de 40 horas semanais, terá remuneração mensal no valor de R$ 4.180,66, acrescido de auxílio-alimentação no valor de R$ 458,00, bem como auxílio pré-escolar no valor de R$ 321,00 e auxílio-transporte.

Para concorrer a uma das vagas ofertadas, é necessário que o candidato possua escolaridade em nível superior, bem como fluência em libras, conforme é especificado no edital.

Os interessados podem se inscrever até 7 de outubro deste mesmo ano, por meio do site do IFF. O pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 70,00, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), até o dia 8 de outubro de 2020. No entanto, os candidatos que se enquadram nos critérios estabelecidos no edital, podem solicitar a isenção da taxa de inscrição, no período de 23 a 30 de setembro de 2020.

Os candidatos serão avaliados mediante prova prática realizada nas datas previstas de 21, 22 e 23 de outubro de 2020, no Campus Centro, situado na rua Dr. Siqueira, nº 273, Parque Dom Bosco, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Haverá análise de currículo, de acordo com os critérios de pontuação especificados no edital.

As oportunidades são distribuídas da seguinte forma: Campos Centro (1); Itaperuna (1); Macaé (1) e Quissamã (1).

Atribuições

Dentre as funções a serem exercidas pelo profissional contratado, estão as seguintes atribuições: traduzir e interpretar libras, na modalidade sinalizada, ara a língua portuguesa, na modalidade oral e escrita e vice-versa em sala de aula ou em outras atividades escolares, intermediando a comunicação entre os alunos e professores; pesquisar e estudar conceitos acadêmicos, em parceira com o professor da sala de aula, que favoreça a compreensão em libras para os alunos surdos; realizar o trabalho de forma remota ou presencial, de acordo com a demanda da instituição, e demais atribuições, prescritas no documento de seleção.

Edital – Veja aqui

Maricá: Festival de Comida de Boteco terá 40 estabelecimentos participantes

O 1º Festival de Comida de Boteco terá 40 estabelecimentos participantes. A edição ocorrerá de 02 de outubro a 1º de novembro deste ano. O prato oficial do Festival, de cada estabelecimento participante, ofertado aos clientes seguirá os seguintes preços fixos: R$ 29 (vinte e nove reais), R$ 49 (quarenta e nove reais) e R$ 69 (sessenta e nove reais).

Ainda obedecendo as regras de segurança epidemiológicas, respeitando o decreto que regula o funcionamento dos estabelecimentos durante a pandemia. O festival será realizado nas modalidades Delivery, onde o cliente solicita a refeição em casa, ou Take Away, onde o cliente encomenda a refeição e retira no estabelecimento.

Assim como os demais festivais, está previsto que os clientes façam avaliação dos estabelecimentos através do site oficial do festival: Sabor, Apresentação do prato e Atendimento. A votação será feita através do site oficial do evento.

A organização irá tabular os resultados e em data a ser agendada apresentará, destacando os estabelecimentos com a melhor colocação em cada item avaliado.

1ª Etapa: Será feita uma média geral (quantidade de avaliação / quantidade de participantes), os participantes que obtiverem um número de avaliação igual ou superior a média geral, passará para a segunda etapa.

2ª Etapa: Será calculado a média individual de cada categoria (Sabor, Apresentação do prato e atendimento) dos estabelecimentos.

Os três estabelecimentos que obtiverem as maiores médias, serão os premiados. Obs.: em caso de empate, o critério será o maior número de
avaliação.

A premiação (um final de semana em Maricá, correspondendo a 2 diárias de casal) é para o consumidor que participar da avaliação
dos pratos. O estabelecimento que tiver maior pontuação, receberá um troféu.

Confira os estabelecimentos confirmados:

Estudantes com Fies podem suspender pagamentos até o fim da pandemia

Estudantes que têm contratos do Financiamento Estudantil (Fies) por meio do Banco do Brasil (BB) ou da Caixa Econômica Federal poderão requerer a suspensão do pagamento enquanto durar a vigência do estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia da covid-19. A medida vale para clientes em situação de inadimplência com seus contratos, antes do dia 20 de março, data em que foi aprovado o estado de calamidade pública no país, pelo Congresso Nacional. Os estudantes que estão em situação de inadimplência também poderão suspender as parcelas, desde que as amortizações devidas até 20 de março sejam de no máximo 180 dias. As parcelas em atraso antes da pandemia não serão suspensas.

As novas condições foram atualizadas pela Resolução nº 39, de 27 de julho, expedida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC) que concede financiamento a estudantes para a educação em cursos superiores de instituições de ensino particulares. A resolução anterior já permitia a suspensão do financiamento, mas limitado a quatro parcelas e autorizado para os alunos que estivessem em dia com os pagamentos. Segundo o FNDE, pouco mais de 151 mil estudantes do Fies aderiram ao programa de suspensão do pagamento das parcelas. Com as novas regras, cerca de 1,5 milhão de alunos do Fies, do total de 2,8 milhões que estão no programa, são elegíveis para a suspensão temporária do pagamento.

As prestações que forem pausadas serão incorporadas ao saldo devedor do financiamento, nos termos e condições contratados, incidindo juros contratuais sobre as parcelas suspensas e não juros de mora, ou multa por atraso. Os pagamentos das parcelas de amortização e das demais obrigações financeiras com o Fies devem ser retomados a partir do mês seguinte ao término da suspensão. De acordo com o FNDE, a suspensão vale para os pagamentos de contratos em fase de utilização, carência ou amortização.

Banco do Brasil

A adesão ao programa de suspensão do pagamento do Fies já está disponível no Banco do Brasil, e pode ser feito diretamente nas agências bancárias e via aplicativo do banco na internet, mas neste segundo caso, apenas a partir da primeira quinzena de outubro. Segundo o BB, a manifestação é feita de forma simples, sendo necessária apenas a concordância do estudante acerca das alterações contratuais, no momento da solicitação da suspensão. Após a formalização da proposta, a suspensão não poderá ser cancelada.

Para quem optar por procurar o atendimento presencial, o BB informa também que, durante a pandemia, as agências atendem em contingenciamento e triagem para o acesso às salas de autoatendimento, com a autorização de acesso limitada à capacidade do espaço disponível em cada unidade.

Caixa Econômica Federal

Para o estudante que possui contrato do Fies com a Caixa Econômica Federal, a nova regra de suspensão dos pagamentos ainda não está disponível, mas o banco esclarece que ela será feita de forma retroativa, sem prejuízo ao beneficiário. O banco divulgará quando o serviço estiver disponível, o que deve ocorrer em algumas semanas.

Desemprego subiu 27,6% em quatro meses de pandemia

A população desocupada no Brasil, que era de 10,1 milhões em maio, passou para 12,3 milhões em julho, e, em agosto, atingiu 12,9 milhões de pessoas, um aumento de 27,6% desde maio. A taxa de desocupação aumentou em 0,5 ponto percentual de julho para agosto, passando de 13,1% para 13,6%.

Os dados constam da edição mensal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid-19) , divulgada essa semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em agosto, a Pnad Covid-19 estimou a população ocupada do país em 84,4 milhões de pessoas, com aumento de 0,8% em relação a julho, mas ainda acumulando redução de 2,7% em relação a maio.

A Região Sul foi a única a apresentar queda da população desocupada (2,3%). As regiões Nordeste, com 14,3%, e Norte, com 10,3%, apresentaram as maiores variações.

A taxa de desocupação entre as mulheres foi de 16,2%, maior que a dos homens, com 11,7%, sendo que a diferença também foi verificada em todas as grandes regiões. Por cor ou raça, no Brasil e em todas as grandes regiões, a taxa era maior entre as pessoas de cor preta ou parda (15,4%) do que para brancos (11,5%).

Por grupos de idade, os mais jovens apresentaram taxas de desocupação maiores, de 23,3% para aqueles de 14 a 29 anos de idade. Por nível de escolaridade, aqueles com nível superior completo ou pós-graduação tiveram as menores taxas, 6,8%.

Auxílio emergencial

Em agosto, o percentual de domicílios onde pelo menos um dos moradores recebeu algum auxílio para combater os efeitos da pandemia foi de 43,9% no país, sendo que as maiores proporções estavam no Norte (61%) e no Nordeste (59,1%). O valor médio do benefício recebido pela população foi de R$ 901 por domicílio.

Entre os tipos de auxílio abordados pela pesquisa estão o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação do governo federal pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

O Amapá, com 71,4%, foi o estado com maior proporção de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de programa de auxílio emergencial, seguido de Maranhão, com 65,5%, e Pará, 64,5%.

“Esse índice ficou estável em praticamente todos os estados. O total de domicílios que receberam auxílio teve um aumento grande de maio para junho e, de junho para julho, praticamente não cresceu, ficando estável em agosto”, disse, em nota, a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

Testes

Até agosto, 17,9 milhões de pessoas, 8,5% da população, haviam feito o teste de diagnóstico para saber se estavam infectadas pelo novo coronavírus (covid-19) no Brasil. Destas, 21,6%, o equivalente a 3,9 milhões de pessoas, testaram positivo.

Segundo a coordenadora da pesquisa, uma maior disponibilidade de testes e, consequentemente, um maior acesso a eles por parte da população podem justificar o aumento no número de pessoas que estão fazendo o exame. “Como a pandemia não acabou, é natural que aumente esse número, inclusive entre as pessoas que não tiveram sintomas, mas que tiveram contato com alguém que teve covid-19 e fizeram o teste para se certificar”, explicou.

De acordo com o IBGE, o percentual de realização dos testes para diagnóstico da doença é maior entre as pessoas com rendimentos mais altos, chegando a 21,7% no grupo de rendimento domiciliar per capita acima de quatro salários mínimos e ficando abaixo de 5% entre as pessoas que ganham até meio salário mínimo.

“Quem tem condições de fazer o exame para descartar a possibilidade [de estar com a doença] já faz nos laboratórios. Não existem indícios de que há mais contaminação entre os que têm mais renda, mas a gente tem mais pessoas fazendo o teste entre aqueles que possuem mais renda”, disse a pesquisadora.

A pesquisa aborda três tipos de testes: o Swab, exame em que o material é coletado com cotonete na boca e/ou nariz; o teste rápido com coleta de sangue por um furo no dedo; e o exame com sangue retirado na veia do braço. Dos 17,9 milhões de pessoas que fizeram o teste, 6,9 milhões fizeram Swab e, desses, 25,2% testaram positivo.

O Distrito Federal (19,4%) foi a unidade da federação com maior percentual de testes realizados, seguido por Piauí (14,4%) e Roraima (12%). “Dos 19,4% que fizeram o teste no Distrito Federal, só 4,1% testaram positivo. Então esse dado mostra que mais pessoas estão fazendo o teste do que, de fato, recebendo o diagnóstico da doença”, disse Maria Lucia.

Pernambuco (5,8%), Acre (6%) e Minas Gerais (6,1%) registraram os menores percentuais de realização de testes.

Apesar do aumento no número de pessoas que fizeram os testes, o contingente daqueles que relataram ter algum sintoma de síndromes gripais diminuiu. Em maio, 24 milhões de pessoas afirmavam ter algum dos sintomas abordados pela pesquisa, como tosse, febre e dificuldade para respirar. Em agosto, esse número caiu para 12,1 milhões, o que representa 5,7% da população.

“Agora, as pessoas que tiveram contato com outras que estiveram doentes têm mais oportunidades de tirar a prova para saber se também foram contaminadas ou não. Então tem muita gente que fez o teste sem apresentar sintoma nenhum”, informou Maria Lucia.