Adolescente espanhol é internado por 2 meses com grave vício no jogo Fortnite; caso é inédito

Um adolescente espanhol ficou internado durante dois meses em razão de um grave vício ao jogo Fortnite, caso tratado como o primeiro do mundo estudado pela literatura científica. O jovem foi hospitalizado após apresentar um distúrbio comportamental que o levou a se isolar em casa e recusar interações sociais.

Segundo a equipe médica do hospital provincial de Castellón, onde o menor deu entrada, ele exibia uma série de sintomas relacionados à dependência ao jogo de videogame, entre eles rejeição de ir aos serviços de saúde, inflexibilidade pessoal persistente e pouco interesse pelo meio à sua volta.

Os profissionais de saúde informaram ainda que o jovem desencadeou alterações no desempenho das atividades básicas diárias, teve o sono prejudicado e dificuldade de aceitar o tratamento prescrito.

Desde o início do ano letivo, a família do menor, antes com um desempenho acadêmico elevado, notou um aumento do absentismo, interrupção dos tempos de descanso e desinteresse pelos estudos, o que implicou uma mudança de turma.

O tratamento envolveu tanto o adolescente quanto a família, e os resultados mostraram uma diminuição significativa no uso de tecnologias na primeira fase após a hospitalização, que consistia em promover sua socialização de maneira supervisionada. Os médicos também observaram uma melhoria no desenvolvimento pessoal e social do paciente.

De acordo com o hospital, este é o primeiro caso de vício associado ao Fortnite estudado pela literatura científica. Especialistas que integram a pesquisa alertaram para a necessidade de prestar atenção ao comportamento de jovens que dedicam horas a videogames e afins, dada “a crescente precocidade do seu consumo”, especialmente devido à “falta de maturidade nas funções executivas e cognitivas durante a adolescência”.

A pesquisa conclui que se deve fiscalizar o uso que os menores fazem dessas tecnologias, “estabelecendo limites claros e bem definidos” e “promovendo a prática de outras fontes de satisfação”.

Crédito: extra.globo.com/

Brasil vence o Peru e mantém 100% nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022, no Catar

O Brasil derrotou o Peru por 2 a 0, na noite desta quinta-feira (9) na Arena Pernambuco, e manteve o aproveitamento perfeito nas Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 (Catar) com oito vitórias em oito jogos.

A vitória teve um significado especial para o camisa 10 Neymar, que marcou uma vez pelo time comandado por Tite e se tornou o maior artilheiro da seleção brasileira na história da competição, com o total de 12 gols, um a mais do que Romário e Zico, os segundos colocados da relação.

Vitória tranquila

Após optar pela formação que iniciou o duelo com os argentinos (Weverton; Danilo, Lucas Veríssimo, Éder Militão e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Lucas Paquetá e Éverton Ribeiro; Neymar e Gabriel Barbosa) o técnico Tite viu sua equipe assumir o comando das ações, com Neymar criando muito.

E foi dos pés do camisa 10 que surgiu o primeiro gol do Brasil. Aos 13 minutos Santamaría perdeu para Neymar, que avançou livre em velocidade pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Gabriel Barbosa furou e a bola sobrou para Éverton Ribeiro bater de chapa, de primeira, para abrir o placar.

Se no primeiro Neymar foi o arco, no segundo ele foi a flecha. Aos 39 minutos Danilo lançou Gabriel Barbosa, que avançou pela direita e finalizou, a defesa afastou parcialmente e Éverton Ribeiro aproveitou a sobra e chutou, mas Santamaría conseguiu cortar e a bola ficou com o camisa 10 do Brasil, que só teve o trabalho de escorar para o fundo das redes.

Se na etapa inicial o Brasil dominou, na segunda diminuiu o ritmo e pouco criou, o que manteve o placar inalterado até o fim.

A seleção brasileira volta a jogar pelas Eliminatórias em outubro, quando mede forças com Colômbia, Venezuela e Uruguai.

 

Crédito: www.atribunarj.com.br

WhatsApp vai parar de funcionar em mais de 40 modelos de smartphones em 1º de novembro

O WhatsApp compartilhou nesta semana uma lista de smartphones que, em breve, deixarão de ter acesso ao aplicativo de mensagens. Isso porque os celulares estão obsoletos demais para receber as atualizações necessárias para que ele continue a funcionar normalmente.

A partir do dia 1º de novembro, por exemplo, smartphones com versões do Android mais antigas que a 4.1, que o iOS 10 (sistema operacional do iPhone e do iPad) e que o KaiOS 2.5.1 deixarão de integrar o grupo de dispositivos que possuem o app baixado.

Se o seu celular estiver na lista, a solução é utilizar outro serviço para mensagens ou trocar de aparelho. Agora, para facilitar o trabalho, o WhatsApp permite que o usuário faça o backup do app de um smartphone da Apple para um Xiaomi, por exemplo.

Confira a lista de smartphones que não terão mais o WhatsApp:

  • Apple: o iPhone que não suporta mais atualização para o iOS 10 ou superior
  • Samsung: Galaxy Trend Lite, Galaxy Trend II, Galaxy S2, Galaxy S3 mini, Galaxy Xcover 2, Galaxy Core e Galaxy Ace 2
  • LG: LG Lucid 2, Optimus F7, Optimus F5, Optimus L3 II Dual, Optimus F5, Optimus L5, Optimus L5 II, Optimus L5 Dual, Optimus L3 II, Optimus L7, Optimus L7 II Dual, Optimus L7 II, Optimus F6, Enact, Optimus L4 II Dual, Optimus F3, Optimus L4 II, Optimus L2 II, Optimus Nitro HD and 4X HD, e Optimus F3Q
  • ZTE: ZTE Grand S Flex, ZTE V956, Grand X Quad V987 e Grand Memo
  • Huawei: Huawei Ascend G740, Ascend Mate, Ascend D Quad XL, Ascend D1 Quad XL, Ascend P1 S e Ascend D2
  • Sony: Sony Xperia Miro, Sony Xperia Neo L e Xperia Arc S
  • Outros: Alcatel One Touch Evo 7, Archos 53 Platinum, HTC Desire 500, Caterpillar Cat B15, Wiko Cink Five, Wiko Darknight, Lenovo A820, UMi X2, Faea F1 e THL W8.

 

Crédito: cnnbrasil.com.br

Justiça manda soltar jovem preso por engano após ser confundido com miliciano de Caxias. Ele é cientista de dados formado pela PUC-RJ

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a soltura do cientista de dados Raoni Lázaro Barbosa, preso por engano, há mais de 20 dias, após ser confundido com um miliciano de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segundo a família e a defesa do rapaz, houve um erro na identificação do homem, feita apenas por reconhecimento de fotos.

Raoni é um jovem cientista de dados, formado pela PUC-Rio, com especialização no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. Ele é casado há quatro anos e há quase um ano começou no emprego dos sonhos, em uma multinacional.

Mas o mundo dele e da esposa, Erica, virou de cabeça pra baixo no dia 17 de agosto. Raoni foi preso em uma operação da Polícia Civil, conduzida pela delegada assistente Thaianne Barbosa, da Draco.

Ele foi acusado de fazer parte de uma milícia em Duque de Caxias – o que, segundo a defesa do homem, foi um erro da polícia.

No inquérito, a polícia acusa Raoni de ser responsável pela cobrança de taxas de moradores e de comerciantes de Caxias em um grupo de milicianos que incluía policiais militares.

A defesa afirma que Raoni e a esposa moram em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e nunca viveram em Duque de Caxias. O reconhecimento de Raoni foi feito por foto, uma prática que não é prevista em lei brasileira.

A imagem usada na investigação foi a de um homem identificado como Raony, com “y”, também conhecido como Gago, e apontado como integrante da milícia de Duque de Caxias.

A defesa e a família apontam que a única semelhança entre os dois é a cor da pele. Dados do Colégio Nacional de defensores públicos-gerais, de 2012 a 2020 90 pessoas foram presas injustamente baseadas no reconhecimento por foto.

Só no Rio, foram 73 – e 81% das pessoas apontadas como suspeitas nesses inquéritos são negras. O Conselho Nacional de Justiça criou na última semana um grupo de trabalho para elaborar protocolos objetivos para a identificação por foto.

Agora, a família teme pelo futuro de Raoni.

“A gente não sabe como é que vai ser daqui pra frente. não sabe como é que vai ser com relação ao emprego dele, se ele vai perder emprego, se ele vai deixar de poder viajar”, afirmou Érica.

O que afirma a polícia

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas, a Draco, informou que as testemunhas desfizeram o reconhecimento e que a delegada responsável pelo caso já pediu à Justiça a revogação da prisão de Raoni Lázaro Barbosa.

A Secretaria de Polícia Civil afirmou que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso, porque a orientação da atual gestão da pasta é para que o reconhecimento fotográfico seja um dos elementos do inquérito policial, e não o único fator determinante para pedir a prisão de suspeitos.

Crédito: g1.globo.com

Jornalistas afegãos são espancados pelo Talibã quando cobriam protestos

Dois jornalistas afegãos foram detidos por horas e espancados por agentes do Talibã após cobrirem um protesto na capital Cabul. Eles foram retidos durante uma manifestação nesta quarta-feira e levados a uma delegacia local, onde relatam terem sido agredidos com cassetetes, cabos elétricos e açoites por serem acusados de organizar o ato.

O fotógrafo Nematullah Naqd e o repórter Taqi Daryabi, que trabalham para o periódico Etilaat Roz, foram abordados enquanto documentavam um pequeno protesto de mulheres que exigiam o direito ao trabalho e à educação. A dupla chegou a ficar detida em uma cela.

– Um dos talibãs colocou o pé na minha cabeça, esmagou meu rosto contra o concreto. Eles me chutaram na cabeça… Achei que eles iam me matar – disse o fotógrafo Nematullah Naqdi à AFP.

Apesar das promessas de um regime mais inclusivo e moderado, o Talibã tem tomado medidas para extinguir a oposição crescente contra seu governo. Grupos de direitos humanos têm documentado assassinatos por vingança, detenções e perseguição de minorias religiosas. Na noite desta quarta-feira, o grupo declarou as manifestações ilegais salvo em caso de permissão concedida pelo Ministério da Justiça.

Segundo Naqdi, um integrante do Talibã o interrompeu quando estava tirando fotos. O agente disse que ele não poderia gravar e ainda tentou agarrar sua câmera, que foi entregue a alguém na multidão. Três combatentes do grupo fundamentalista o encaminharam então à delegacia, onde começou a sessão de tortura.

– O Talibã começou a me insultar, me chutar – disse Naqdi à AFP, acrescentando que foi acusado de ser o organizador do comício. Ainda ouviu de um dos agentes que tinha “sorte de não ter sido decapitado”.

O fotógrafo foi colocado em uma cela lotada, onde encontrou seu colega, que também havia sido preso e espancado. Algumas horas depois, a dupla foi libertada sem explicações.

– Sentíamos tanta dor que não podíamos nos mover – disse Daryabi.

O Talibã tem afirmado que defenderá a liberdade de imprensa conforme princípios islâmicos não explicados. No entanto, as perseguições a jornalistas vêm crescendo durante coberturas de protestos no país. Dezenas de profissionais relataram terem sido agredidos, detidos ou impedidos de exercer sua atividade.

Soldados do Talibã também foram acusados de matar a tiros uma policial grávida na frente de sua família. A mulher, identificada como Banu Negar, foi espancada e alvejada em sua casa em Firozkoh, capital da província de Ghor, no centro do país, segundo testemunhas.

Segundo fontes contaram à BBC, membros do Talibã espancaram e mataram a policial diante de seu marido e seus filhos no sábado. Parentes relataram que três homens armados invadiram a residência da família, revistaram a casa e amarraram todos os que estavam presentes. A mulher trabalhava em uma prisão local e estava grávida de oito meses, de acordo com familiares.

O assassinato ocorreu em meio a relatos crescentes de escalada da repressão às mulheres no país desde que o grupo fundamentalista islâmico retomou o poder após 20 anos, em 15 de agosto. No sábado, forças especiais do Talibã encerraram, com tiros ao alto, um pequeno protesto de mulheres que exigiam aos novos governantes direitos iguais.

 

Crédito: extra.globo.com