A Prefeitura de Maricá lança, no próximo dia 23 de setembro, às 18h, no Cine Henfil, no Centro, o Mapa Afetivo e Cultural. A iniciativa consiste em uma plataforma pública e interativa projetada para reunir e dar visibilidade a artistas, produtores, coletivos, movimentos, saberes tradicionais e espaços culturais de todo o município. Na prática, a plataforma funcionará como um catálogo digital gratuito, aproximando o público da produção artística feita na cidade.
Desenvolvida pelo Instituto Municipal de Informação e Pesquisa Darcy Ribeiro (IDR), em parceria com a Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ), e com o apoio da Secretaria de Cultura e das Utopias, a ferramenta propõe ampliar a percepção sobre a identidade do município. O projeto adota um conceito abrangente de patrimônio cultural que vai além dos prédios históricos, museus e monumentos, incorporando memórias, festas populares, tradições, personagens e lugares de convivência valorizados pela própria comunidade.
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Entre as funcionalidades da ferramenta estão, a divulgação de contatos para contratação de serviços, informações sobre programações e facilidades de pagamento — incluindo a integração para uso da moeda social Mumbuca. A meta é conectar profissionais e espaços culturais a empresas, ao poder público e à população, estimulando a geração de novos negócios e renda na economia criativa.
A criação do mapa envolveu diferentes órgãos da administração municipal, incluindo a Secretaria de Representação e Articulação Institucional (SERAI) e o Conselho Municipal de Cultura. A presença do conselho fortalece a participação da sociedade civil no acompanhamento das políticas culturais, enquanto a atração da MARÉ busca conectar cultura, inovação, território e desenvolvimento regional.
Segundo o presidente do IDR, Magnun Amado, o levantamento servirá como base estratégica para o planejamento governamental:
“Ao reunir essas informações e dar visibilidade à produção cultural de cada território, o mapa permite conhecer melhor a diversidade cultural de Maricá e identificar os artistas, agentes e espaços que movimentam esse setor. Essa base de dados é importante não apenas para valorizar essa produção, mas também para orientar novas políticas públicas e ações voltadas ao desenvolvimento da cultura e da economia criativa no município.”
Construída de forma colaborativa, a base de dados contará com contribuições de moradores, pesquisadores, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais. Cada ponto cadastrado trará informações históricas e o significado afetivo atribuído a cada espaço ou manifestação cultural do município.
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