Teste do Pezinho é ampliado e pode detectar mais de 40 novas doenças

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O governador Cláudio Castro e a secretária de Estado de Saúde, Cláudia Mello, anunciaram, nesta segunda-feira (2), a ampliação do Teste do Pezinho, exame capaz de rastrear doenças raras em recém-nascidos. Com a entrada de 47 novas enfermidades, o Estado do Rio será o único do país a realizar o exame estendido.

De acordo com Castro, com o diagnóstico precoce, as famílias poderão começar o tratamento o mais rápido possível. “Hoje está indo para 54 doenças ou deficiências diferentes. Ou seja, essas famílias vão conseguir ter o diagnóstico precoce e poder começar o tratamento, dar uma vida mais digna e poder cuidar dessas crianças”, afirmou durante o anúncio feito no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

O governador disse, ainda, que o poder público vai realizar o monitoramento das crianças diagnosticadas com alguma das doenças. “No primeiro momento, a Secretaria de Saúde vai fazer o acompanhamento dessas crianças e numa segunda fase, será passada para a assistência social, caso necessário. Muitas vezes, essa criança vai ter uma necessidade, não somente de atendimento de saúde, mas também pode precisar do atendimento da assistência social”, disse.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, a ampliação do exame oferece também resultado online. “Esses pais vão poder ter, em um prazo de 10 dias, o resultado do teste do pezinho na internet. Não vai ser preciso voltar no hospital para ver se saiu ou não. Agora, essas pessoas recebem em casa com um login próprio”, explicou Castro.

Para a secretária de Saúde, Claudia Mello, o diagnóstico rápido é crucial. “Assim, é possível diminuir os sintomas dessas doenças, para que não possam crescer. É importante também para a família porque com a agilidade dos resultados, eles tem a possibilidade de se organizarem e entenderem que doença é aquela”, disse.

Sobre o Teste do Pezinho

A Triagem Neonatal, popularmente conhecida como “Teste do Pezinho”, é um exame capaz de detectar precocemente doenças metabólicas e genéticas que podem causar problemas irreversíveis para a saúde da criança. Por isso, todos os bebês devem fazer o teste entre o terceiro e o quinto dia de vida.

Com a extensão do teste, será possível diagnosticar outros males como doenças lisossômicas, imunodeficiências primárias e atrofia muscular espinhal. Tratadas a tempo, a chance de que não levem a sequelas é grande, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com a Superintendência de Atenção Primária à Saúde (APS), cerca de 75% dos recém-nascidos no estado em unidades da rede pública realizam o teste do pezinho.

Doenças raras

Entre janeiro e abril deste ano, 72 crianças foram diagnosticadas com doenças raras através da triagem neonatal. Em todo o ano passado, foram 381 diagnósticos. Na rede SUS, há 938 unidades cadastradas para coleta no Programa de Triagem Neonatal no estado do Rio. Em média, são realizados 11 mil testes ao mês, mas este número pode variar de acordo com o número de nascimentos. A realização dos exames acontecem nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), ou seja, em clínicas da família, postos de saúde e centros municipais de saúde. No SUS, o exame é fornecido de forma gratuita.

Crédito: odia.ig.com

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