Corpo de corretora desaparecida é encontrado; síndico e filho são presos

Síndico e filho são presos como suspeitos de homicídio. O MP de Goiás já havia oferecido denúncia contra ele por perseguição continuada.
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Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes

Após 42 dias de mistério, na madrugada desta quarta-feira (28), a Polícia Civil de Goiás localizou o corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, corretora de imóveis que estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, em uma área de mata no município de Caldas Novas. A descoberta culminou na prisão do síndico do edifício, onde a vítima morava, e de seu filho, ambos apontados como suspeitos de envolvimento no crime.

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Daiane foi vista pela última vez quando desceu ao subsolo do condomínio para verificar uma suposta queda de energia em seu apartamento. Câmeras de segurança registraram a corretora conversando com o porteiro e entrando no elevador, mas não há registros claros de sua saída do prédio ou de retorno ao apartamento, o que intensificou as suspeitas sobre um crime.

A família relatou que Daiane deixou pertences pessoais como óculos e chinelos em casa, e que ela não tinha intenção de se ausentar por muito tempo, reforçando a angústia dos parentes durante as semanas de buscas.

Na manhã desta quarta-feira (28), equipes policiais prenderam o síndico do prédio e seu filho, como suspeitos de participação no homicídio. Ambos foram detidos em Caldas Novas durante a operação conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios da 19ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), com apoio de outras unidades especializadas.

Além dos dois, o porteiro do condomínio foi conduzido coercitivamente para depor e colaborar com as investigações, segundo a Polícia Civil.

Segundo a corporação, o curso da investigação — que passou a tratar o caso como homicídio — foi influenciado por análises de imagens, relatos de familiares e indícios de conflitos prévios entre Daiane e o síndico.

O caso ganhou destaque nacional e gerou comoção local devido às circunstâncias envolvidas: Daiane, uma profissional conhecida na região, havia tido desentendimentos anteriores com o síndico, incluindo disputas judiciais relacionadas ao condomínio, conforme apurado em parte da investigação e relatos de familiares.

Em janeiro de 2026, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) havia oferecido denúncia contra o síndico por perseguição continuada (stalking), documento que menciona práticas reiteradas de constrangimento e interferência na rotina da corretora ao longo de meses — embora isso não estivesse diretamente conectado à acusação de homicídio.

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