Durante o Carnaval de 2026 em São Paulo, a Polícia Civil do Estado adotou uma estratégia inusitada e oficialmente reconhecida para atuar contra crimes de furto e roubo de celulares em blocos de rua. Agentes infiltrados entre os foliões, muitos deles fantasiados, conseguiram abordar e prender suspeitos em meio à multidão, integrando um amplo esquema de segurança para a maior festa popular do país.
Na tarde do último domingo (8), policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) atuaram infiltrados entre o público do megabloco do DJ Calvin Harris, na região da Consolação, centro da capital. Os agentes estavam fantasiados de “Caça-Fantasmas” e abordaram um homem e uma mulher suspeitos de furtar celulares. Com eles foram apreendidos quatro aparelhos com o homem, e vários com a mulher — alguns relatos apontam que ela estava com até 12 celulares furtados, função que exercia como espécie de “guardião” dos aparelhos de comparsas.
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Segundo os registros oficiais, essa ação faz parte de uma estratégia mais ampla para coibir crimes patrimoniais em grandes eventos carnavalescos, especialmente nos blocos com grande concentração de público.
Desde o início da “Operação Carnaval”, as equipes disfarçadas já haviam feito pelo menos 18 prisões relacionadas a furtos de celulares em meio à folia.
O trabalho da Polícia Civil ocorreu em sinergia com outras forças de segurança que atuam no Carnaval de São Paulo — um esquema reforçado pelo governo estadual e municipal em que cerca de 5,2 mil policiais militares, drones, câmeras inteligentes e sistemas de monitoramento integrados foram empregados para ampliar a presença e a capacidade de resposta em vários circuitos de blocos.
A escolha por fantasias e ações disfarçadas tem dois objetivos: surpreender criminosos que se aproveitam da grande aglomeração e preservar a sensação de festa entre os foliões, sem reduzir a fluidez da festa nas ruas. Essa abordagem tem sido repetida em carnavais anteriores, com resultados que vão desde prisões em flagrante a apreensões de dezenas de aparelhos em diferentes contextos de blocos e megablocos.
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