Após ser estuprada pelo tio, menina de 11 anos é morta com 20 facadas no Amazonas

Uma menina de 11 anos morreu com cerca de 20 facadas logo após ser estuprada dentro de casa em Eirunepé (AM), a 1.160 quilômetros de Manaus, na última quarta-feira (17). Segundo a Polícia Civil do Amazonas, o autor do crime, tio da criança, tentou se matar com três golpes de faca contra o peito. O homem de 28 anos morava com a vítima e a mãe dela.

Ele e a menina foram encontrados por vizinhos que ouviram os gritos e foram socorridos, mas a menina não resistiu aos ferimentos e morreu. O autor encontra-se num hospital, onde é mantido sob custódia. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Polícia (DEP) como estupro de vulnerável e feminicídio.

De acordo com Gonzaga Rezende, gestor da DEP, o crime ocorreu por volta das 11h30, investigadores constataram que os abusos sexuais já vinham sendo praticado há algum tempo.

“Durante o ato libidinoso, a adolescente ameaçou denunciar aos familiares, momento em que foi atingida por um golpe de faca no pescoço e 20 em outras partes do corpo. Após cometer o crime, o homem tentou contra a própria vida, desferindo três golpes de faca contra o próprio peito”, disse Gonzaga, em comunicado. “Duas vizinhas ouviram os gritos da adolescente no momento em que ocorreu o crime de feminicídio, momentos depois, ouviram os gritos do autor ao desferir as facadas contra o próprio peito, e, ao entrarem no imóvel, presenciaram o fato”.

Ao receber alta, o preso será encaminhado para a carceragem da delegacia, onde permanecerá custodiado à disposição do Poder Judiciário.

 

Crédito: extra.globo.com

Força Nacional começa a atuar a partir de hoje no Amazonas

Militares da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) deverão ser deslocados para o Amazonas, em apoio ao governo do estado, nas ações de combate ao crime organizado em Manaus e municípios do interior. A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, autorizando o emprego da FNSP, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (8).

De acordo com a portaria, os militares atuarão em atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por 30 dias, a contar de hoje, data de publicação do documento. As ações serão em caráter episódico e planejado.

O documento diz ainda que a operação terá o apoio logístico do governo amazonense, que deverá dispor da infraestrutura necessária à Força Nacional de Segurança Pública. “O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela diretoria da Força Nacional”.

Ataques em Manaus

Desde a noite de sábado (5), criminosos iniciaram uma série de ataques a prédios públicos em Manaus, entre eles uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Os marginais também atiraram contra a sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e incendiaram ao menos um caixa eletrônico na capital amazonense.

Novos ataques aconteceram na madrugada de domingo (6), quando ao menos 14 ônibus, duas viaturas policiais, um estabelecimento comercial e um transformador de energia elétrica foram incendiados na capital amazonense e prédios públicos e veículos depredados em outras cidades do estado.

Nessa segunda-feira (7), o governo do Amazonas informou a prisão de 31 suspeitos de envolvimento nos ataques criminosos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, acusados de liderar os ataques estão entre os presos.

Nas ações de policiamento, foram apreendidas uma arma de fogo e uma metralhadora. Além disso, 40 barreiras de fiscalização foram montadas na capital para realização de abordagens e vistorias de veículos. Cerca de 250 equipes das polícias Civil e Militar estão realizando rondas no estado.

Na noite de domingo, o governador do Amazonas, Wilson Lima, pediu ao Ministério da Justiça o envio de tropas da Força Nacional para reforçar o trabalho de combate ao crime organizado no estado.

 

Fonte: agenciabrasil

Amazonas receberá cota extra de vacinas para frear pandemia

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (22) que o governo federal vai criar um Fundo Epidemiológico para reforçar a imunização contra a covid-19 e frear o avanço da pandemia no estado do Amazonas, que vive um colapso no sistema de saúde por causa da disseminação do novo coronavírus. Segundo a pasta, a proposta foi aprovada por unanimidade na última quinta-feira (21), na reunião do Fórum de Governadores.   

“O Fundo Epidemiológico foi elaborado em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e destina uma cota das novas doses de vacinas para a região que estiver mais impactada pela pandemia no período analisado. Neste momento, as doses serão destinadas ao Amazonas”, informou o ministério, em nota.

Na primeira cota de vacinas, já entregue aos estados, foram distribuídas cerca de 6 milhões de doses da Coronavac, produzida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Neste caso, cada estado recebeu um volume proporcional de doses, de acordo com o tamanho do público-alvo prioritário neste momento, que são profissionais da saúde, idosos que vivem em instituições de acolhimento e indígenas aldeados. A próxima cota de vacinas soma outras 6,8 milhões, sendo 4,8 milhões da Coronavac, que já estão sendo distribuídas, e outras duas milhões de doses do imunizante da AstraZeneca, que chegaram hoje ao Brasil, vindas da Índia.

De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias, a proposta aprovada pelos governadores prevê que 5% da nova cota de vacinas seja destinada exclusivamente ao Amazonas, o que representa cerca de 300 mil doses. O restante será distribuído proporcionalmente entre todos os estados, nos mesmos moldes do repasses das primeira cota, de 6 milhões de doses.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Amazonas soma 245,1 mil casos de pessoas contaminadas e 6,8 mil mortes, desde o início da pandemia. Apenas na última semana, foram confirmadas 714 novas mortes por covid-19. Entre 10 e 16 de janeiro, o estado registrou aumento de 32% nos óbitos.

 

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br