Polícia prende mais de 150 suspeitos no Ceará após prisão da ‘Majestade do crime’

Após prisão de Valeska Pereira Monteiro, conhecida como “Majestade”, a Polícia Civil do Ceará realiza na última sexta-feira (19) uma operação de combate a uma organização criminosa atuante no Ceará. São cumpridos mais de 800 mandados, sendo 358 de prisão e 455 de apreensão. Até a última atualização desta reportagem, 161 pessoas haviam sido presas.

Um dos suspeitos resistiu à prisão, trocou tiros com policiais e foi baleado no braço. Ele recebe atendimento no Hospital Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza.

“Majestade” foi presa em agosto quando estava de férias em Gramado, no Rio Grande do Sul. A partir dela, a polícia obteve informações e mapeou outros integrantes do grupo criminoso.

“A investigação foi iniciada através da captura de um alvo de uma liderança de outro estado e a investigação evoluiu. A Draco identificou quem eram as pessoas que exerciam comando dentro desta organização. Nós temos alvos em todo o estado Fortaleza, Região Metropolitana, Interior Norte e Interior Sul e em Pernambuco. Também foram localizados lá”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Sérgio Pereira.

A ação batizada “Anullare” é realizada em Fortaleza e outras 50 cidades do Ceará, além de Pernambuco. Segundo a Polícia Civil do Ceará, a operação é a maior da história da instituição em combate a um único grupo criminoso.

Conforme as investigações da Polícia Civil, enquanto os membros e grupos criminosos disputavam territórios, o que resultava em homicídios, a mulher aproveitava as férias no sul do país.

Crédito: g1.globo.com

Cauda humana em bebê no Ceará tem apenas 40 casos similares registrados no mundo, diz estudo

A cauda humana em um bebê cearense é um caso raríssimo, com apenas 40 registros na literatura mundial de medicina, segundo a revista científica Journal of Pediatric Surgery Case Reports. A criança nasceu no primeiro trimestre de 2020, e o estudo que revelou o caso foi publicado neste ano. O bebê não teve a identidade revelada.

Segundo os pesquisadores, a cauda humana é uma má-formação congênita. A mãe da criança informou aos estudiosos que chegou a fumar durante a gravidez, mas foi constatado que o cigarro não ocasionou a formação da cauda.

O bebê foi encaminhado para o Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), na capital cearense. Na unidade hospitalar, a criança foi avaliada e os médicos optaram por fazer uma cirurgia para a retirada da cauda. Como não havia comprometimento neurológico, como nervos ou osso na cauda, o procedimento foi de menor complexidade, realizado uma semana após a entrada do paciente no hospital.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que a formação aconteceu devido a uma alteração na regressão da cauda embrionária, e que ainda não existe etiologia definida para esse tipo de ocorrência. A Sesa disse ainda que não houve nenhum prejuízo para a criança.

No artigo publicado sobre o caso, os autores explicam que caudas humanas são anomalias raras e descritas como protuberâncias cobertas de pele, e localizadas no meio da parte inferior da coluna vertebral.

Fonte: g1

Pai mantinha casamento para acobertar caso amoroso com a própria filha, diz delegado

O homem que sofreu uma tentativa de homicídio a mando da mulher, após ela descobrir que ele tinha um caso amoroso com a própria filha dele e com uma terceira pessoa, mantinha o casamento para acobertar o relacionamento incestuoso em Canindé, no interior do Ceará, segundo o delegado Daniel Aragão Mota, da Delegacia Regional de Canindé, nesta quinta-feira (30).

Maria Aparecida Barroso, de 36 anos, foi presa na última segunda-feira (27), por suspeita de pagar R$ 3 mil a dois homens para matarem o marido Jaelson Oliveira, de 39 anos. Durante a ação, a filha de Jaelson, de 20 anos, também foi baleada e perdeu a visão de um olho. O namorado da jovem, Antônio Herilson da Silva Lopes, de 26 anos, que, segundo a polícia, chegou a participar de uma relação sexual a três junto com pai e filha também foi capturado e é suspeito de ajudar Aparecida no crime.

“Quando ela foi presa, a gente começou a perguntar os motivos que levaram a essa ação. Ela disse que realmente ela sofria violência psicológica, violência física. Ela queria se separar e ele não deixava. Conversando com ela a gente notou que ele queria manter à força essa relação para justamente acobertar o relacionamento que ele tinha com a filha”, disse Daniel Aragão.

Jaelson foi ouvido pela polícia nesta quinta-feira no Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza, onde está internado. Segundo o delegado, o homem confirmou que mantinha um relacionamento amoroso com a própria filha há 1 anos e 8 meses.

“Ele confirma a relação incestuosa. Há 1 anos e 8 meses começaram com essa relação amorosa. Ambos dizem que foi uma paixão mútua”, afirma o delegado.

A filha de Jaelson foi ouvida pela Polícia Civil na quarta-feira (29), na Delegacia de Canindé, em apuração sobre o possível estupro do pai contra a filha durante a infância. Porém, segundo o delegado, a jovem lhe relatou que era apaixonada pelo próprio pai e que o relacionamento só teve início após ela completar 18 anos.

“Ele não era reconhecido como pai até os 10 anos dela. Ele fez o DNA, confirmou a paternidade, com 12 anos ela foi morar com ele, por volta dos 18 anos foi quando começou esse relacionamento amoroso com a filha. Nós tentamos fazer toda a investigação para saber se realmente ele poderia ter entrado nesse crime de estupro de vulnerável, mas não se confirmou, pelo menos com o que foi dito por eles. É difícil de ter testemunha, haja vista que é um crime entre quatro paredes, então nenhum dos dois confirmou”, explica o titular da delegacia regional de Canindé.

Namorado no relacionamento a três

Ainda conforme o delegado, o namorado da filha aceitou ter um relacionamento sexual a três, sem saber que a terceira pessoa era o próprio sogro.

“Segundo eles, a relação a três foi apenas em um episódio. Ela (filha) que convidou o Herilson para fazer uma relação a três. O Herilson afirma que não sabia que o segundo homem seria o pai dela. Ele foi, disse que o quarto estava escuro, depois da relação ter acontecido, quando saíram do quarto, ele viu que era o pai. Foi aí que ele se revoltou, foi até a Aparecida e contou todos os fatos”, relata o delegado.

Em depoimento, Aparecida informou ao delegado que já sofria violência física e psicológica por parte de Jaelson e esse episódio da relação dele com a filha foi o ápice para tramar o crime contra o companheiro.

“Questionei por que ela não procurou a delegacia, não foi dar o depoimento e informar que estava sendo agredida, para a polícia atuar e pedir medida protetiva. Ela disse que ele falava que se ela fosse quando chegasse em casa ele a mataria. Ela ficou com medo, não foi e acabou chegando ao extremo”.

Crime encomendado

O crime aconteceu em 29 de junho. Jaelson Camelo de Oliveira, o pai, e a filha, uma jovem de 20 anos, chegavam em casa quando foram atingidos por disparos de arma de fogo.

Pai e filha foram socorridos para uma unidade de saúde da região. Segundo o delegado que investiga o caso, a filha de Jaelson foi lesionada por engano, pois o alvo dos executores era apenas o pai.

Conforme a Polícia Civil, poucas horas após crime, a Polícia Militar apreendeu um homem e um adolescente de 17 anos, suspeitos de participação nas duas tentativas de homicídio. Durante a investigação, os policiais militares apreenderam um revólver, que teria sido utilizado no crime.

Ainda segundo a polícia, o primeiro a saber do suposto relacionamento amoroso entre pai e filha foi o namorado da jovem. Ele aceitou manter relações sexuais a três e contou o caso para Maria Aparecida.

Diante da situação, segundo a polícia, ela ofereceu R$ 3 mil para o namorado da jovem contratar os executores do crime, ocorrido em junho deste ano.

As vítimas foram baleadas na entrada de casa. Ambos foram socorridos para uma unidade de saúde da região. A filha já recebeu alta, mas perdeu a visão de um olho. Já Jaelson, está internado há três meses.

Crédito: g1.globo.com

Adolescente de 15 anos é autuado por chantagear mulheres para receber fotos íntimas delas em Quixadá, no Ceará

Um adolescente de 15 anos foi autuado por ato infracional análogo ao crime de perseguição em ambiente virtual, após utilizar um perfil falso para coagir mulheres a enviarem fotos íntimas nas redes sociais na cidade de Quixadá, no interior do Ceará. O jovem foi apreendido no domingo (5), e as informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta quinta-feira (9).

Conforme a polícia, o adolescente usava o perfil falso para solicitar fotos íntimas de mulheres da região e depois as coagia a enviar novas fotos, para que as primeiras não fossem divulgadas em página virtual. Os agentes tiveram acesso a uma das conversas entre o jovem e uma das vítimas, em que a pessoa pede para o adolescente remover a foto íntima e ele a ameaça.

As investigações sobre o caso tiveram início no mês de junho, quando uma vítima registrou um Boletim de Ocorrência (BO) informando que a sua foto e o seu nome estavam sendo utilizados nas redes sociais para práticas criminosas.

Inclusive, segundo a polícia, a pessoa que estava tendo a foto usada pelo adolescente vinha sofrendo retaliações na região devido um perfil falso criado com os seus dados estar sendo utilizado para perseguição por meio das redes sociais.

A prática, conhecida como stalking, é criminalizada no Brasil pela lei nº 14.132/2021, e prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos e multa.

Na tarde do último domingo, policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão contra o adolescente. Ele foi levado à Delegacia Regional de Quixadá, com o aparelho celular, que passará por uma perícia.

Denúncias

A Polícia Civil ressalta que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As denúncias podem ser feitas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia.

As informações também podem ser repassadas para o número (88) 3445-1047, da Delegacia Regional de Quixadá, ou para o WhatsApp da unidade policial, pelo número (88) 98821-6771.

Crédito:g1.globo.com