Polícia Civil prende acusado de envolvimento na morte de investidor de criptomoedas, em agosto, em São Pedro da Aldeia

O homem suspeito de ser o executor do homicídio do investidor de criptomoedas e influenciador digital Wesley Pessano Santarém, de 19 anos, em 4 de agosto, foi preso na manhã desta quinta-feira. Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) encontraram Luiz Fillipe Vieira Cherfan Tavares, conhecido como Branquinho ou Playboy, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, onde estava escondido. O crime aconteceu na cidade de São Pedro da Aldeia.

Contra Luiz Felipe foi expedido o mandato de prisão preventiva durante a operação Pullback (expressão que remete a um movimento de correção repentino que contraria a tendência do mercado). A investigação, a cargo da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), já prendeu outros suspeitos por envolvimento no caso. Wesley Pessano foi morto a tiros no município da Região dos Lagos, no São João. Morador de Cabo Frio, ele estava chegando para cortar o cabelo e, ainda dentro do carro, um Porsche Boxster vermelho, acabou baleado quando outro veículo emparelhou.

A prisão de Branquinho é a mais recente referente ao caso. Ele também é investigado pela especializada por ter ligações com o traficante Thiago da Silba Folly, o TH. Segundo a polícia, Branquinho foi localizado durante uma investigação sobre o tráfico de drogas no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

Esta é a sétima prisão sobre o caso do homicídio de Wesley. Agora Fabio Natan do Nascimento, também suspeito pelo crime segue foragido.

Relembre o caso

O investidor em criptomoedas e influenciador digital Wesley Pessano Santarém, de 19 anos, se apresentava nas redes sociais apenas como Wesley Pessano. Nascido no Rio Grande do Sul, ele se mudou para Cabo Frio há cerca de um ano. No dia do crime, ele foi até a cidade vizinha São Pedro da Aldeia para cortar o cabelo no bairro São João.

Wesley não chegou a descer do carro, um Porsche Boxster vermelho, antes de ser baleado por disparos vindos quando um veículo emparelhou.

 

 

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Traficantes que movimentam dinheiro do crime com bitcoins são alvo de operação da Polícia Civil e Ministério Público

Uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas em bairros nobres no Rio de Janeiro, e que usava criptomoedas para movimentar o dinheiro é alvo de uma operação da Polícia Civil e Ministério Público do Rio.

A ação da Desarme em parceria com o GAECO tem como objetivo cumprir 18 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos nos bairros do Flamengo, Inhaúma, Campo Grande, Guaratiba, Rio Comprido, Maracanã, entre outros.

Até o momento, 15 pessoas foram presas.

11 cumprimentos de mandados de prisão da operação e 4 flagrantes até o momento

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha tem armas de fogo de grosso calibre para realizar a segurança e transporte das drogas. Contando ainda com apoio de um ex-policial militar para entregas de entorpecentes e grandes valores em espécie. Entre os locais de atuação estão a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e bairros da Zona Sul, como o Leblon.

Através de perícias criminais e análise de conteúdos telemáticos de telefones apreendidos, foi verificado que o grupo utilizava bitcoins ou ethereum, moedas virtuais, para pagamento e movimentação financeira do esquema para despistar a Polícia.

De acordo com a denúncia, o grupo utilizava a ferramenta do WhatsApp Business para facilitar o contato com os usuários, que acessavam a conta comercial do aplicativo “Alfafa Batutinha Best Quality Drugs” para realizar a encomenda da droga.

A investigação apontou para a existência de uma verdadeira “sociedade empresária criminosa” com sofisticada aquisição, armazenamento e distribuição de drogas em bairros de alto padrão.

 

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‘Corretor das celebridades’ é um dos alvos da Polícia Federal na segunda fase da Operação Kryptos

Enquanto no mundo dos famosos Michael de Souza Magno é conhecido como o “corretor das celebridades”, para a Polícia Federal (PF) ele é apontado como operador financeiro do esquema fraudulento de pirâmide montado pelo ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, preso no último dia 25. Hoje, 15 dias após a prisão de Santos, Magno é um dos alvos da segunda fase da Operação Kryptos, nesta quinta-feira (9). Os agentes estiveram em seu apartamento, mas não o encontraram. Além dele, os investigadores procuram o empresário João Marcus Pinheiro Dumas Viana, que também ainda não foi achado.

Nesta fase da operação, policiais e auditores fiscais cumprem dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no Rio. Até o momento, ninguém foi preso. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 3ª Vara Criminal Federal, Vitor Barbosa Valpuesta.

Em relatório da Operação Kryptos, obtido pelo GLOBO, o corretor aparece como um importante operador da GAS Consultoria Bitcoin, companhia do ex-garçom que prometia rendimentos exorbitantes mediante investimento em criptomoedas. Embora o documento pontue que não há vínculo formal entre o corretor e Glaidson, Michael era, segundo a PF, ligado ao casal Tunay Pereira Lima e Marcia Pinto dos Anjo, ambos presos no mesmo dia que o ex-garçom. O casal é sócio de Glaidson.

De acordo com o relatório, o corretor declarou, em 2021, bens e rendimentos tributáveis de R$ 32.700, além de um patrimônio de pouco mais de R$ 293 mil. “Apesar disso, desde 2017, seu patrimônio e seu padrão de vida aumentaram bastante, o que leva a RFB (Receita Federal do Brasil) a apontá-lo como provável sonegador contumaz”, afirma o texto.

Michael Magno também aparece em um trecho do relatório que fala sobre a possibilidade de que Glaidson fugisse do Brasil. Uma escuta telefônica, realizada com autorização da Justiça, registrou uma conversa do corretor com um homem não identificado, na qual os dois, de acordo com os investigadores, tratariam da saída do empresário do país.

O telefonema aconteceu na tarde da última segunda-feira, dia 23 de agosto, às 14h30. “Porque ele já sabia que ele tinha que sair do país rápido”, afirma o interlocutor para Michael, referindo-se, segundo a PF, ao ex-garçom. Pouco depois, o próprio Michael diz: “Já era pra ter ido embora, cara, pra ‘tá’ bem longe daqui. Aí fica no Rio, fica indo em resenha, fica indo não sei aonde, vai pra festa”.

Os advogados de Glaidson negam que ele tivesse qualquer intenção de fugir do país em definitivo. De acordo com a defesa do empresário, ele faria uma viagem para Punta Cana, na República Dominicana, onde aconteceria uma espécie de congresso da G.A.S. O evento no exterior reuniria sócios, consultores e familiares em um resort de luxo, com tudo incluído. As atividades teriam início justamente em 25 de agosto, data da prisão, e iriam até 31 de agosto.

A possibilidade de que o empresário deixasse o Brasil junto a dezenas de outras pessoas ligadas à G.A.S, aliás, foi motivo de preocupação para Michael na ligação monitorada pelos agentes. “Ele já ‘tá’ chamando a atenção, ele tem que passar em ‘OFF’, não pode ir com todo mundo, com cachorro. Com periquito e papagaio. Entendeu? Ele não pode, pô”, reclama o operador para o outro homem, que concorda.

Artistas e jogadores de futebol

Nas redes sociais, Michael Magno se identifica como pioneiro no segmento de imóveis de alto padrão, e sua empresa como “30 anos de grandes negócios”. Em um perfil da corretora que leva o seu nome, ele aparece numa lancha, em Búzios, numa foto cuja legenda é: “Carregando as energias pra semana”. Em outra postagem, ele desce de um helicóptero na Barra da Tijuca: “Mais uma semana abençoada”, escreveu.

Em uma matéria de 2019, numa página sobre celebridades, Michael se orgulhava de já ter vendido um imóvel por R$ 20 milhões. De acordo com o texto, além dos atores Bruno Gagliasso e Nilvea Stelmann, ele teria feito negócios também com Eri Johhson, Kadu Moliterno, Rayane Moraes e Juliana Kieling, além da cantora Preta Gil e os jogadores de futebol Nenê, Henrique Dourado e Giovanni Augusto.

 

 

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