Detran.RJ divulga calendário do Dia D para atendimento a pessoas com deficiência

Em portaria publicada na última terça-feira (22/3) no Diário Oficial do Estado, o Detran.RJ divulgou as datas em que serão realizadas as edições do Dia D de 2022 – dias dedicados ao atendimento especial do público PCD.

Durante quatro dias do ano, o Detran.RJ disponibilizará mais acessibilidade a quem precisa realizar serviços de identidade, habilitação ou regularização de veículos. Em todas as unidades de habilitação e identificação civil do departamento, as pessoas com deficiência poderão, como nos últimos anos, requerer os documentos sem necessidade de agendamento. Alguns serviços também são oferecidos gratuitamente.

Os serviços veiculares são disponibilizados no posto Detran Acessível – PCD, o primeiro posto do Brasil exclusivamente voltado para o atendimento de pessoas com deficiência e idosos. Na unidade e nas Ciretrans, o público PCD também pode se inscrever no programa Cidadania Sobre Rodas, que oferece aulas gratuitas de direção para pessoas que necessitam de carro adaptado. É oferecido, ainda, o curso Oficina Sob Medida, que ensina noções básicas de mecânica e elétrica de automóveis.

Seguem as quatro datas em que as pessoas com deficiência poderão realizar os serviços citados:

– 1/4/2022 – Em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2/4/2022.

– 17/6/2022 – Em homenagem ao Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18/6/2022.

– 16/9/2022 – Em homenagem ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21/09/2022 e também à Semana Nacional do Trânsito, celebrada de 18/9 a 25/9/2022.

– 2/12/2022 – Em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – PCD e da Pessoa com Deficiência Física – PCDF, celebrado em 3/12/2022.

Crédito: Ascom Detran RJ

Maricá é referência no atendimento às pessoas com deficiência

A Prefeitura de Maricá possui dois equipamentos para atender gratuitamente pessoas autistas e com deficiências físicas: a Casa do Autista e o Centro de Reabilitação, respectivamente. Os espaços acolhem pessoas a partir de 12 anos e dispõem de uma equipe de profissionais qualificados, composta por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, enfermeiro, nutricionista, psicomotricista, além de especialistas em acupuntura, pilates e reeducação postural global (RPG).

O serviço de acolhimento aos autistas em idade adulta é raro no Brasil e Maricá é um dos poucos municípios com equipamento público voltado a essa população. Atualmente, 140 pessoas são atendidas ou passam por avaliações na Casa do Autista e outras 148 já estão inseridas nos serviços oferecidos pelo Centro de Reabilitação, entre atendimentos presenciais e nas residências.

Atendimento ao alcance de todos

Para ser acolhido em um dos espaços, é preciso de encaminhamento médico prévio ou comparecer presencialmente ao local (Rua das Orquídeas, 1262, Parque Nanci – às margens da Rodovia Amaral Peixoto). O Centro de Reabilitação funciona no térreo e a Casa do Autista no segundo andar. No espaço, é feita triagem e outras dinâmicas e avaliações, buscando oferecer auxílio personalizado e alinhado às necessidades de cada um.

Maria Beatriz Bastos, coordenadora de Reabilitação da Secretaria de Assistência Social de Maricá, reforça o papel das estruturas públicas para a inserção social das pessoas com deficiência (PCD), que avança em Maricá.

“Esses dois equipamentos públicos são novos e têm como principal diferencial oferecer atendimento multidisciplinar aos adultos autistas ou com deficiências físicas e mobilidade reduzida. Os adolescentes que eram atendidos pelo Serviço de Atendimento de Reabilitação Especial de Maricá (SAREM) estão migrando progressivamente para a Casa do Autista e para o Centro de Reabilitação, otimizando os serviços oferecidos e diminuindo a fila de espera”, afirmou.

Casa do Autista estimula a autonomia de forma lúdica

Serviço de referência, a Casa do Autista possui atividades de avaliação, estímulo, e reinserção ao convívio social, com orientação aos familiares e integração às dinâmicas coletivas. O objetivo principal do equipamento é trazer autonomia às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio de abordagens profissionais diferenciadas, incluindo terapias que utilizam música, leitura, arte e estímulos sensoriais.

O espaço possui plataforma elevatória protegida, garantindo a acessibilidade com segurança. Também é disponibilizada uma van para transportar os atendidos até os pontos de ônibus e um outro veículo para levar em casa aqueles com dificuldades de locomoção.

Alessandro Katani é pai de Maria Flor de Moraes, de 14 anos, adolescente autista atendida no espaço. Ele destaca a importância do acompanhamento contínuo feito no município, que ganha agora maior estrutura e especialidades.

“Minha filha foi atendida desde os 5 anos de idade no Sarem e agora passou para a Casa do Autista. Ela continuará sendo acompanhada por uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga, mas, por estar na adolescência, acredito que a musicoterapia e as atividades em grupo serão importantes. Todo o atendimento durante esse tempo foi essencial e a estrutura que Maricá oferece é muito boa, um diferencial”, disse.

Atleta paralímpico de Maricá é atendido no Centro de Reabilitação

O Centro de Reabilitação acolhe pessoas de 12 a 59 anos, com deficiências físicas permanentes ou algum tipo de deficiência intelectual. O espaço possui áreas e equipamentos específicos de fisioterapia e realiza um trabalho trimestral com os pacientes, avaliando o resultado do programa adotado após esse período.

Lucas de Araújo, de 27 anos, é atleta de bocha paralímpica e ressalta a função do acolhimento no espaço para otimizar seu desempenho durante os jogos.

“Sou atleta de bocha há 11 anos e participei de diversas competições mundiais. Ter esse atendimento para mim é muito bom, porque consigo desempenhar meu trabalho melhor e preciso desse acompanhamento. Estou há dois meses aqui e já vejo uma melhora grande no meu treinamento, mantendo o alto rendimento”, afirmou.