Avião ‘falante’ tira sossego de moradores da Baixada Fluminense, no Rio

A aeronave faz a divulgação do Shopping Nova Iguaçu, mais conhecido como Shopping da Pedreira, além do Supermercado Cristal. Todos os dias, o avião, modelo Cessna 182, sobrevoa a cidade. Os moradores reclamam do desrespeito, por causa do barulho, além do receio de ter uma aeronave sobre o telhado de casa.

O avião faz o sobrevoo com os flaps abaixados, o que contribui para reduzir a velocidade do voo. Mas apesar de nova, está cada vez mais fácil ver esse tipo de propaganda, inclusive nos céus de outros estados do Brasil.

Não há legislação para regular o tema, mas os aviões comerciais precisam estar a 300 m de altura. Para José Luiz Magalhães, membro da Comissão de Direito Aeronáutico da OAB, no Rio, há a necessidade das legislações de tráfico aéreo se atualizarem diante de novas práticas que envolvem aeronaves no Brasil.

Em nota, o Shopping Nova Iguaçu informou que a publicidade feita pelo avião é de responsabilidade da equipe do parque e não tem nenhuma relação direta com o estabelecimento. Já a Super Star Park, informou que utiliza o avião como meio de divulgação e reforça que o sobrevoo tem duração apenas de 1h30, realizado entre 11h30 e 17 horas, respeitando a Lei do Silêncio.

 

 

Fonte: BandNews FM Rio

Sindicato dos Vigilantes de bancários faz denuncia ao Ministério Público do Trabalho

A diferença de tratamento entre alguns funcionários de agências bancárias de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Rio Bonito foi parar no Ministério Público do Trabalho (MPT). O Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região (SVNIT) fez uma denúncia ao órgão pedindo uma apuração dos motivos que os vigilantes não são incluídos no quadro de funcionários afastados, em caso de fechamento da agência por motivo da Covid-19. Naturalmente quando um funcionário é infectado pelo coronavírus toda a agência bancária fecha e os funcionários cumprem quarentena em casa. Mas os vigilantes não são incluídos nessa rede de proteção.

O presidente do SVNIT, Cláudio Oliveira, explicou que a denúncia ao MPT é em relação as agências do banco Itaú.

“Isso é uma discriminação, pois todos os funcionários de todos os setores dos bancos devem ficar em casa fazendo a quarentena e os vigias não. Qual o motivo? Eles são imunes à doença? Isso é algo muito grave. Já tivemos cerca de 100 profissionais infectados nas regiões e 16 mortes pela Covid-19. Todos podem se proteger em casa menos os vigias?”, indagou.

A situação é tão grave que o presidente encomendou um levantamento de todas as agências bancárias da região para saber se o mesmo acontece. “Esses trabalhadores ficam com medo de sofrerem represálias e não denunciam isso. Descobrimos essa situação visitando as agências de São Gonçalo e Niterói. Não vamos deixar isso acontecer e esperamos uma resposta do Ministério do Trabalho”, completou Cláudio.

Não é novidade que os bancos estão lotados e poucos respeitam as regras de distanciamento social e as medidas sanitárias por causa da pandemia. Ao longo dessa semana, o Procon Estadual do Rio de Janeiro realizou algumas fiscalizações, através de denúncias de consumidores, e duas agências foram flagradas pela autarquia com irregularidades, inclusive o próprio Itaú do Centro de Maricá. De acordo com o Procon, foram flagradas irregularidades como falta de orientação quanto à triagem e ao distanciamento para evitar aglomeração onde ficam localizados os caixas eletrônicos, além da ausência de demarcação no chão para evitar a aglomeração. O alvará de funcionamento estava vencido desde 04.07.2011. Outra unidade que também não se livrou do pente fino do Procon é o Santander do Centro de São Gonçalo, onde foram registrados os mesmos problemas do Itaú, exceto a falta do alvará, além do atraso para início do atendimento que deveria começar às 9h.

O MPT não deu detalhes sobre a denúncia, assim como o Santander. Já o Itaú Unibanco esclareceu que em casos de suspeita de Covid-19 sempre afasta temporariamente de suas funções todos os seus colaboradores das agências e fecha as unidades para higienização, seguindo todos os protocolos de limpeza e o uso de antissépticos adequados. Em casos de prestadores de serviço, o banco orienta as empresas terceirizadas a cumprir o mesmo protocolo. O Itaú reforça que vem adotando uma série de medidas para contribuir com o objetivo de desacelerar a velocidade de propagação da doença e para evitar aglomerações, por meio de alterações no atendimento presencial na rede de agências.

SALÁRIOS E BENEFÍCIOS

Mas os problemas não param por aí. O presidente do SVNIT ainda frisou que a categoria ainda enfrenta os mesmos problemas do meio do ano, como a falta da resolução da convenção

coletiva. A categoria luta por melhores condições salariais além continuidade de benefícios como alimentação e plano de saúde. A categoria está em negociação salarial desde janeiro deste ano, e em março ficou decido que eles queriam um aumento de 100% em cima do valor da inflação. Além disso, o ticket refeição no valor de R$ 22 por dia teria que saltar para R$ 30. A proposta das empresas foi de R$ 23 de ticket alimentação por dia, ou aumento de R$ 1, além de congelamento do salário. O Sindicato das Empresas de Segurança do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ) foi procurado pela reportagem para comentar o caso, mas não se manifestou.

 

Fonte: atribunarj.com

Forno usado por carvoaria clandestina é destruído em Araruama

Agentes da 8ª Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) apreenderam quinze sacas de carvão pesando 15 quilos. A denúncia veio através do Linha Verde e a reclamação era sobre uma carvoaria clandestina em Araruama, na Região dos Lagos.

Segundo os policiais, a denúncia informava que na Rua Frei Canute, onde há um sítio, funcionaria uma carvoaria clandestina com fornos utilizados para fabricação de carvão. Durante a fiscalização, os policiais identificaram que a carvoaria não possuía licenciamento e no local havia dois fornos para queima de madeira com objetivo de comercializar carvão. Os aparatos foram destruídos pela 8ª UPAm já que o proprietário não possuía as autorizações necessárias e foram apreendidos ainda 15 sacos de carvão com 15 quilos cada um. Tanto o responsável quanto um funcionário que também estava no local foram enquadrados no artigo 46 da lei de crimes ambientais.

Já no bairro Banqueiros, também em Araruama, outra denúncia do Linha Verde levou os policiais ambientais a deter um caminhão carregado com aréola na Estrada de São Vicente. O responsável pelo veículo, responsável pela extração de substância mineral informou que não tinha nenhuma licença ambiental para a realização da atividade, que ocorria em uma área de 4 mil metros quadrados. Diante do fato, ele foi encaminhado à delegacia, onde foi autuado com base no artigo 55 da lei de crimes ambientais. As duas ocorrências foram registradas na 118ª DP.

Vale ressaltar que na região dos lagos a população pode continuar denunciando crimes ambientais ao Linha Verde, através do telefone 0300 253 1177 (custo de ligação local) ou pelo aplicativo para celulares “Disque Denúncia RJ” enviando fotos e vídeos. Em todos os canais, o anonimato é garantido ao denunciante.