Suspeito é preso por desvio de doações para vítimas da tragédia em Petrópolis

A Polícia Militar prendeu, nesta segunda-feira (21), um suspeito acusado de desviar doações para vítimas da tragédia em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Ele foi preso no bairro Birgen.

Informações apontam que o suspeito utilizava roupas da Polícia Civil e se apresentava como agente de segurança para fazer a retirada dos materiais. Policiais do 26° BPM (Petrópolis) prenderam o homem. Com ele, foram apreendidos uma camisa, um casaco em alusão à corporação e dezenas de garrafas d’águas. O caso será investigado pela 106ª (Itaipava).

Além disso, a Polícia Civil realizou uma operação nesta segunda-feira (21) para fiscalizar comércios que estão cobrando preços abusivos nas mercadorias, em Petrópolis. Vários estabelecimentos foram fiscalizados, inclusive um mercado no bairro Alto da Serra, que, após denúncias por parte de consumidores, os policiais foram verificar. O dono do mercado, por sua vez, apresentou os documentos e notas fiscais de como é feito o aumento dos preços no comércio.

 

Crédito: O São Gonçalo

Projetos de doações de alimentos se espalham durante pandemia

Estudo da Universidade Livre de Berlim calcula que quase seis em cada dez casas no Brasil apresentam algum grau de insegurança alimentar. Startup de automóveis promete doação de alimentos a cada carro vendido.

Rio – A pandemia que agravou o abismo social entre ricos e pobres no Brasil tem na solidariedade uma válvula de escape. A vontade de ajudar vem em várias partes: anônimos e celebridades, ONGs, multinacionais e startups. O momento é urgente: um estudo da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Universidade de Brasília (UnB), divulgado em abril, apontou que quase seis em cada dez casas no Brasil (59,4%) apresentaram algum grau de insegurança alimentar nos últimos quatro meses do ano passado.

A pesquisa ‘Efeitos da Pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil’ indicou que, entre as 2 mil pessoas que participaram da amostra, 31,7% delas relatou insegurança leve, 12,7% moderada, e 15% grave. No último, há falta de alimento.

Alexandre Souza é fundador da 11 Minutos, startup do setor de compra e venda de automóveis. A concessionária promete aos clientes a venda do carro de forma regularizada em apenas 11 minutos. O braço social da empresa estipulou que, a cada automóvel vendido, pratos de comida serão doados em comunidades do Rio.

“As startups e as empresas em crescimento acelerado têm tantas preocupações que acabam esquecendo um detalhe importante, que é a responsabilidade social. Mais de 27% da população brasileira vive em situação de insegurança alimentar. São pessoas que não sabem se vão conseguir comer hoje ou amanhã”, comenta Souza.

“Você consegue trabalhar quando está com fome? Você consegue estudar quando está com fome? Sabemos que não existe possibilidade de resolver todos os problemas do Brasil, mas se cada empresário fizer sua parte, construiremos uma rede forte de alto impacto”.

O comerciante Vander Felipe também entrou na onda das doações. Dono de um restaurante no Bairro de Fátima, o empresário realiza doações todos os dias da semana, no almoço e no jantar. A entrega é feita para as pessoas em situação de rua no Centro.

Artistas se unem para fazer doação de cilindro de oxigênio para Manaus

Whindersson Nunes está de férias no México, mas está ciente da situação que vive o sistema de saúde de Manaus, após crescente números de casos da Covid-19 no Amazonas. Por meio do Twitter, o humorista revelou que vai doar 20 cilindros, que comportam 50 litros de oxigênio, para os hospitais e ainda pediu a ajuda de amigos famosos.

“Providenciando 20 cilindros de 50L de oxigênio para distribuir nas unidades mais urgentes em Manaus! Alô meus amigos artistas. Na hora de fazer show é tão bom quando o público nos recebe com carinho, não é? Vamos retribuir?”, escreveu Whindersson no Twitter.

Em seguida, a primeira pessoa que confirmou adesão foi a apresentadora Tatá Werneck, que se pronunciou no Instagram. “Eu vi que o Whindersson achou uma maneira de doar e de comprar cilindros, então eu também vou comprar 10 cilindros e queria pedir aos amigos que eu sei que podem também para ajudarem”, pediu Tatá.

Whindersson ainda confirmou mais nomes de famosos nessa corrente de solidariedade, como o do comediante Tirullipa, das cantoras Simone, da dupla com Simaria, e Marília Mendonça, Tierry, do casal Wesley Safadão e Thyane  e do jogador Richarlisson, que joga atualmente na Inglaterra.

Outros famosos responderam a mensagem e disseram que também vão ajudar, como o jornalista Hugo Gloss, o ator Bruno Gagliasso e o apresentador Luciano Huck. Estima-se que mais de 150 cilindros tenham sido doados.

O sertanejo Gusttavo Lima também pretende doar e disse estar “desenhando a logística”. “Sábado estará chegando em Manaus 150 cilindros de oxigênio… Estou com todos vocês, manauaras”, publicou o cantor no Twitter.

Famosos pedem urgência

Além de doações, artistas têm compartilhado informações sobre a situação em Manaus, além de formas do público ajudar também. “Por favor, ajudem com qualquer quantia para as instituições abaixo. Todas são sérias e estão ajudando a salvar vidas em Manaus”, pediu o influencer Felipe Neto ao compartilhar contas de instituições que estão na linha de frente.

Taís Araújo elencou as necessidades da região e clamou por ajuda. “A situação é desesperadora! Além de oxigênio os hospitais precisam de: remoção urgente, máscaras, válvulas tipo Y, borrachas para colocar os oxigênios. Toda a ajuda e mobilização é bem vinda agora”, postou.

Até o ator mexicano Alfonso Herrera, da novela “Rebelde” e da série “Sense 8”, também entrou na corrente. “Oxigênio para Manaus”, pediu, em espanhol, em seu Twitter pessoal.

 

Fonte: odia.ig.com.br

 

Incêndio em Santa cruz deixa 250 famílias desabrigadas

Um incêndio de grandes proporções atingiu na noite de quinta-feira (14) uma ocupação conhecida com o nome de ‘Unidos venceremos’, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Ela fica ao lado de um condomínio do programa Minha Casa Minha Vida. Ninguém ficou ferido.

As chamas atingiram 250 barracos, segundo a Prefeitura do Rio. Os desabrigados foram levados para o Complexo Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande. Segundo a Secretaria de Assistência Social, 125 famílias foram cadastradas pelo poder municipal, com 217 pessoas que ficaram sem ter onde morar. Destas, 55 são crianças e 162 são adultos.

Uma mãe e uma criança foram encaminhadas para o Hospital Rocha Faria porque a criança estava desnutrida.

Algumas pessoas conseguiram se abrigar em casas de parentes e amigos. Quatro homens foram levados para abrigos.

As chamas foram combatidas pelos bombeiros de Santa Cruz, Campo Grande, Itaguaí e Irajá, que foram para o local por volta de 20h20.

Os moradores relataram momentos de desespero para salvar todos os que viviam no local.

“Eu escutei gritos: ‘Corre, corre! Fogo, fogo!’ E eu só corri para procurar meus filhos. Eu encontrei, mandei pegarem os documentos e correrem”, contou Gleiciele Almeida, uma das moradoras.

As casas de madeira contribuíram para o alastramento das chamas. Os moradores procuraram salvar as crianças.

“Quebramos os barracos todos para tirar, pelo menos, as crianças. E também os botijões de gás, porque ia explodir muitos botijões de gás. Começaram a arrombar os barracos para ver se tinha criança dormindo lá. E tinha mesmo. E tiramos as crianças. Tentamos salvar vidas”, disse Rose Rocha, que também vive no local.

O prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito e secretário de Habitação, Nilton Caldeira, estiveram no local durante a madrugada desta sexta (15).

“Infelizmente se perdeu tudo, mas Graças a Deus sem nenhuma vítima. Nós estamos aqui dando todo o atendimento e vamos tratar de resolver o problema em definitivo dessas famílias que estão há 3, 4 anos abandonadas aqui nessa ocupação”, afirmou o prefeito.

O vice-prefeito espera trabalhar em parceria com o governo federal.

“O problema habitacional não só está acontecendo aqui, é um problema em toda a cidade. Nós estamos começando a desenvolver esse trabalho, já está sendo feito um estudo de mapeamento da cidade para resolver esse problema junto com o governo federal, a Casa Verde e Amarela. Então a gente vai tentar unir essas forças aí para a gente resolver esse problema”, disse Caldeira.

Desabrigados precisam de doações de roupas

A secretária de Assistência Social, Laura Carneiro, também passou a noite no local. Segundo ela, todos receberam um lanche e colchões para passar a noite.

A secretária destaca que, como são pessoas que perderam tudo, os desabrigados precisam de roupas.

“Eles perderam tudo. Na verdade, a gente gostaria de ter, neste momento, roupas. Pois a alimentação, água, insumos, álcool em gel e máscaras, conseguimos regularizar durante a noite,” disse Laura Carneiro.

Equipes tentarão encaminhar as famílias para locais de abrigo da Prefeitura do Rio.

Quem desejar doar roupas para as vítimas do incêndio deve levar até o Centro Esportivo Miécimo da Silva ou em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Prefeitura do Rio.

Fonte: g1.globo.com