Mulher e morta a tiros pelo ex-marido em Teresópolis

Uma mulher de 29 anos foi morta a tiros pelo ex-companheiro na noite desta segunda-feira (4) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi identificada como Natália da Silva Fonseca de Souza. O ex-companheiro dela, Alexsandro Fonseca, foi autuado em flagrante acusado de feminicídio.

Após matar Natália, Alexsandro atirou contra si mesmo mas foi socorrido e encaminhado para o Hospital das Clínicas de Teresópolis.

A arma usada no crime, um revólver calibre 32, foi apreendida.

O G1 entrou em contato com a unidade de saúde para saber o estado de saúde do acusado e aguarda o retorno.

A polícia informou que testemunhas estão sendo ouvidas na 110ª DP, em Teresópolis. A suspeita é que o crime tenha sido motivado pelo término do relacionamento.

 

Fonte: g1.globo.com

Justiça recebe denúncia e mantém prisão de ex-marido acusado de matar juíza

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público do Rio contra o engenheiro Paulo José Arronenzi pelo homicídio da ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral, assassinada na frente das três filhas na véspera de Natal. Na decisão, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal, manteve a prisão do acusado. Segundo o magistrado, “imperativa é a segregação cautelar de Paulo, pessoa dotada de postura violenta e, indiciariamente falando, responsável por agredir diversas vezes, mediante tortura, Viviane na presença das três filhas menores na véspera de Natal, data tão significativa para o universo infantil”.

Na decisão, Abrahão também determina que parentes, amigos e pessoas próximas de Paulo José não se aproximem das três filhas do casal, que tem entre 7 e 9 anos. “Atuo com intuito exclusivo de preservar a saúde psíquica das crianças e, por conseguinte determino ao detentor da posse guarda das mesmas que frustre toda e qualquer tentativa de aproximação destas por parte de familiares ligados ou simpáticos ao agressor e/ou pessoas próximas ao mesmo”, escreveu Abrahão.

O crime aconteceu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, quando a juíza levava as crianças para passarem o Natal com o pai. Arronenzi foi preso em flagrante logo em seguida por guardas municipais. De acordo com a denúncia, o crime foi motivado “pelo inconformismo do acusado com o término do relacionamento, especialmente pelas consequências financeiras do fim do casamento na vida do engenheiro”.

Numa mensagem de áudio enviada a uma amiga logo após a separação, Viviane relatou que Paulo José passou a extorquir dinheiro dela após o rompimento, pedindo que ela fizesse depósitos em sua conta. “Eu achava que depois do divórcio, se eu desse tudo do jeito que ele tava querendo, tudo ia acabar. Mas não, piorou. Depois que ele entregou a chave (do apartamento que o casal alugava na Zona Sul, antes da separação), depois que eu vi aquilo tudo, ele ficava me achacando. Já fiz vários depósitos para ele. Fica me pedindo dinheiro disso, daquilo. Quando eu vi, já tinha depositado pra ele mais do que ele me deu de pensão esse mês”, contou a juíza.

Para a Promotoria, trata-se de um homicídio quintuplamente qualificado. As qualificadoras, que podem levar ao aumento da pena em caso de condenação são: feminicídio, ou seja, a vítima foi morta por ser mulher; o crime foi praticado na presença de três crianças; o assassinato foi cometido por motivo torpe, já que o acusado a matou por não se conformar com o fim do relacionamento; o crime foi cometido por um meio que dificultou a defesa da vítima, atacada de surpresa quando descia do carro enquanto levava filhas ao encontro do ex-marido; e o meio cruel utilizado, uma vez que as múltiplas facadas no corpo e no rosto causaram intenso sofrimento à vítima.

O MP também pediu à Justiça que o engenheiro seja condenado ao pagamento de indenização pelos danos materiais e morais causados à família da vítima, em valor a ser apurado no curso do processo. O pedido será analisado somente quando for dada a sentença. A denúncia vai ser analisada pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O engenheiro está preso em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio.

Fonte: extra

Corpo de juíza morta a facadas pelo ex-marido no RJ será cremado hoje

O corpo da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, assassinada a facadas pelo ex-marido na véspera de Natal, será cremado neste sábado (26). A cerimônia de cremação está prevista para as 10h30 no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária da capital.

A magistrada foi morta por volta das 18h de quinta-feira (24) na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na frente das três filhas, todas menores de idade.

Juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi tinha 45 anos e exercia a magistratura havia 15; ela foi morta pelo ex-marido na frente das filhas em plena véspera de Natal — Foto: JN

Segundo a Associação de Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), Viviane Vieira do Amaral Arronenzi era juíza há 15 anos.

Atualmente ela trabalhava na 24ª Vara Cível da Capital, mas já tinha atuado na 16ª Vara de Fazenda Pública. Várias entidades da magistratura divulgaram notas de repúdio ao crime. Veja íntegras abaixo na reportagem.

Ex-marido da juíza Viviane Arronenzi, o engenheiro Paulo José Arronenzi foi preso em flagrante após o crime, ocorrido na noite de véspera do Natal (24) — Foto: Reprodução

Assassino em prisão preventiva

O engenheiro Paulo José Arronenzi, que foi preso em flagrante ainda na quinta-feira (24) por feminicídio após matar a juíza a facadas, teve a prisão temporária convertida em preventiva nesta sexta-feira (25).

A decisão foi da juíza Monique Brandão durante a audiência de custódia do engenheiro Paulo José Arronenzi. Ele foi encaminhado, em seguida, para um presídio do sistema da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).

Suspeito fica calado em delegacia

Paulo José Arronenzi, de 52 anos, não quis falar na delegacia e disse que só vai se manifestar em juízo, segundo informações da polícia.

Ele não tentou fugir depois do crime e permaneceu próximo ao corpo da ex-mulher até a chegada da polícia. Ele recebeu voz de prisão e foi levado à Divisão de Homicídios e foi transferido nesta sexta para um presídio.

O crime ocorreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) foi esfaqueada na Avenida Rachel de Queiroz, na frente das três filhas do casal.

O assassinato foi registrado em um vídeo que circulou em redes sociais e foi analisado pelos policiais. Na gravação, as crianças pedem ao pai que parem de golpear a juíza.

Para a polícia, o engenheiro premeditou o crime. No carro dele foram encontradas três facas, mas a que foi usada para matar a mulher, no entanto, não foi encontrada.

Em setembro, Viviane havia feito um registro de lesão corporal e ameaça contra o ex-marido, que foi enquadrado na Lei Maria da Penha.

Ela chegou a ter escolta policial concedida pelo TJ-RJ, mas pediu para retirá-la posteriormente.

A juíza não foi a única mulher a denunciar o engenheiro para a polícia.

Em 2007, uma ex-namorada dele registrou ocorrência policial porque estaria sendo importunada por ele, que não aceitava o fim do relacionamento.

Ex-marido preso em flagrante pela morte de juíza fica em silêncio na delegacia — Foto: Reprodução/TV Globo

Presidente do STF divulga nota

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, lamentou nesta sexta (25) o assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, 45 anos, morta a facadas pelo ex-marido na véspera de Natal.

Em nota pública, divulgada em nome do STF e do CNJ, Fux chamou o crime de “covarde” e se disse comprometido “com o desenvolvimento de ações que identifiquem a melhor forma de prevenir e de erradicar a violência doméstica contra as mulheres no Brasil”.

Entidades jurídicas divulgam notas

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro disse que “lamenta profundamente” a morte da juíza Viviane Arronenzi, vítima de feminicídio.

Já a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) emitiram nota conjunta em que expressam “extremo pesar” pelo que classificaram como “covarde assassinato da juíza”. As entidades afirmaram que o crime não ficará impune.

“As entidades representativas do magistrados fluminenses e brasileiros se solidarizam com os parentes e amigos da pranteada magistrada. Este crime bárbaro não ficará impune, asseguramos”, enfatiza a nota.

No mesmo comunicado, o presidente da AMAERJ, Felipe Gonçalves informou que, ainda na noite de quinta-feira, conversou com o secretário de Polícia Civil do Estado do Rio, delegado Alan Turnowski, e com o delegado Pedro Casaes, que esteve no local do crime.

“Posso afiançar: esse crime não ficará impune. O feminicídio tem o repúdio veemente da sociedade brasileira. O Brasil precisa avançar. O que ocorreu nesta quinta-feira na Barra da Tijuca é absolutamente inaceitável”, reiterou Gonçalves.

Já a presidente da AMB, Renata Gil, destacou sua “indignação e repulsa” diante do assassinato da magistrada.

Fonte: g1.globo.com