Covid-19: 105 mil idosos do Rio não tomaram dose de reforço da vacina

Ao menos 105 mil idosos a partir de 75 anos que completaram o esquema vacinal contra a covid-19 ainda não retornaram aos postos de saúde para receber a dose de reforço, que começou a ser aplicada no dia 13 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com o painel da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), na faixa etária a partir de 80 anos, um total de 8.941 não se vacinaram e 9.622 tomaram apenas a primeira dose. O esquema completo com as duas doses foi aplicada em 55.394 pessoas e 146.309 receberam a dose de reforço.

Entre as pessoas de 75 a 79 anos, a estimativa é que 100% do público-alvo tenha tomado ao menos a primeira dose, sendo que 13.725 tomaram apenas a primeira dose, 49.954 receberam as duas doses regulares e 96.414 tomaram a dose de reforço.

Na faixa de 70 a 74 anos, a estimativa é que 8.721 pessoas não se vacinaram contra a covid-19, 4.971 receberam apenas a primeira dose, 117.125 estão com as duas doses do imunizante e 99.340 tomaram a dose de reforço.

Calendário

Pelo escalonamento por idade, podem voltar hoje (13) aos postos para receber a dose de reforço as pessoas com 70 anos ou mais. Até sábado (16), a SMS conclui o reforço nos idosos de 67 anos.

Os trabalhadores da saúde que tomaram a segunda dose em fevereiro também podem se vacinar a partir de hoje, assim como as pessoas com alto grau de imunossupressão que tomaram a segunda dose na cidade do Rio de Janeiro até 31 de março.

O painel da SMS indica que 85,8% da população total do município receberam pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19 e 58,5% estão com o esquema completo. Dentro do público-alvo, a partir dos 12 anos, 99,2% receberam a primeira dose e 68,3% tomaram as duas doses ou a dose única.

Hoje, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) entrega 308.880 doses da vacina da Pfizer aos 92 municípios do estado, destinadas à segunda aplicação do esquema vacinal.

 

Fonte: Agência Brasil

Idosos de 89 a 84 anos recebem dose de reforço nesta semana no Rio

Os idosos de 89 a 84 anos ou mais podem se vacinar com a dose de reforço, de forma escalonada por idade, a partir desta segunda-feira (20), na capital fluminense. Amanhã e terça-feira (21), pacientes com alto grau de imunossupressão com 60 anos ou mais também poderão se vacinar e, a partir da quarta-feira (22), aqueles de 40 anos ou mais.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, o intervalo mínimo entre a aplicação da segunda dose ou dose única e a dose de reforço é de três meses para idosos e de 28 dias para pessoas com alto grau de imunossupressão. Apenas idosos que tomaram o esquema inicial (primeira e segunda doses) no município do Rio poderão tomar a dose de reforço na cidade.

As unidades de saúde continuam aplicando a segunda dose, conforme a data estipulada no comprovante de vacinação da primeira. O município recebeu neste sábado (18) nova remessa de CoronaVac e a segunda dose com este imunizante volta a ser aplicada amanhã.

De acordo com a pasta, a vacinação dos adolescentes será discutida na próxima reunião do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19, na quarta-feira (22). A secretaria municipal informou que, no momento, não tem estoque do imunizante da Pfizer para dar continuidade à vacinação dos grupos etários de 13 e 12 anos e aguarda o envio de mais doses pelo Ministério da Saúde.

 

Fonte: agenciabrasil

 

 

No Brasil, aumentam casos de violência contra pessoas idosas

As denúncias de violência contra pessoas idosas representavam, em 2019, 30% do total de denúncias de violações de direitos humanos recebidas pelo canal telefônico Disque 100, disponibilizado pelo governo federal, o que somava em torno de 48,5 mil registros. Em 2018, o serviço recebeu 37,4 mil denúncias de crimes contra idosos.

No fim do ano passado, com o isolamento social imposto pela pandemia de covid-19, o número observado em 2019 aumentou 53%, passando para 77,18 mil denúncias. No primeiro semestre de 2021, o Disque 100 já registra mais de 33,6 mil casos de violações de direitos humanos contra o idoso, no Brasil.

Apesar de o Estatuto do Idoso, instituído pela Lei 10.741/2003, garantir direitos às pessoas com idade igual ou maior que 60 anos, com frequência se tem notícia de quebra ou não do cumprimento de direitos básicos, como à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, à convivência familiar e comunitária.

O Estatuto do Idoso descreve a violência contra o idoso como qualquer ação ou omissão, praticada em local público ou privado, que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.

Muitos idosos, porém, não denunciam a violência sofrida por medo ou por vergonha, uma vez que, na maioria das vezes, as agressões ocorrem já há bastante tempo e dentro do próprio domicílio. Por isso, o número de denúncias feitas por meio do Disque 100 não corresponde inteiramente à verdade – é subnotificado.

A presidente da Câmara de Títulos de Especialização em Gerontologia, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a assistente social Naira Dutra Lemos, não vê o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, que ocorre hoje (15), como uma data de comemoração, mas de alerta. “Acho que é um dia para a gente pensar sobre o assunto, para dar visibilidade sobre o tema. Um dia para a gente parar, refletir e mobilizar nossas forças para pensar sobre isso”, disse Naira.

A SBGG lançou a campanha Junho Violeta e espalhou mensagens para os serviços de assistência social, atendimento à saúde e universidades, incentivando alunos, profissionais e idosos a usar o laço roxo. “É uma mobilização que tem de ser de todos”. Naira defendeu também que os idosos devem ser tratados com respeito pelos mais jovens, que devem se conscientizar de que não terão 20 anos para sempre e envelhecerão do mesmo modo. Para Naira Lemos, o 15 de junho é importante ainda para mostrar à população que a pandemia revelou um grande número de casos de violência contra idosos e mulheres no âmbito familiar.

Uma ação de proteção aos idosos é a Recomendação 46, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alertando os serviços notariais e de registro do Brasil a adotarem medidas preventivas para coibir a prática de abusos contra pessoas idosas, especialmente vulneráveis, durante a pandemia. O objetivo da recomendação, divulgada em 22 de junho de 2020, era evitar violência patrimonial ou financeira ao idoso nos casos de antecipação de herança, movimentação indevida de contas bancárias, venda de imóveis, tomada ilegal, mau uso ou ocultação de fundos, bens ou ativos e qualquer outra hipótese relacionada à exploração inapropriada ou ilegal de recursos financeiros e patrimoniais sem o devido consentimento do idoso.

Ações

A Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV) do Rio de Janeiro recebe denúncias de violações contra a pessoa idosa de vários órgãos, entre eles a Ouvidoria da prefeitura (1746), o Ministério Público, a Defensoria Pública, Delegacia do Idoso, o Juizado Criminal e outras ouvidorias. Por meio de uma visita à residência do idoso, a secretaria verifica a procedência da denúncia e emite um parecer técnico, disse a assistente social do Núcleo de Assistência de Promoção e Proteção Social da Secretaria, Sandra Polo.

Com o envelhecimento da população, muitos familiares não sabem como lidar com os seus idosos e recebem orientação do órgão municipal. “Há situações que são mais de conflito familiar e vão para a esfera pública quando se referem ao privado”. Quando os casos precisam de desdobramento, a secretaria faz o encaminhamento necessário, trabalhando no sentido de acabar com a violação ou trabalhar numa ótica de prevenção”, firmou Sandra.

No fim do ano, a secretaria traça uma espécie de perfil da violência. Esse perfil dá aos profissionais condições de saber quais foram as maiores violações e abusos praticados contra os idosos. O último balanço, feito em 2019, mostrou que a violência mais comum na capital fluminense foi a questão da negligência, seguindo-se a violência psicológica e moral, que envolve xingamentos e impedimento de o idoso receber visitas, abandono, abuso financeiro, com apropriação de um bem do idoso e, às vezes, até uma forma de convencimento do idoso de assinar documentação. A maior parte das pessoas idosas, vítimas de agressões em 2019, era de mulheres (71%), enquanto os maiores agressores, por grau de parentesco, eram filhos (50%) e em 40% dos casos, o idoso residia com o agressor.

A secretaria tem também projeto de transferência de renda para idosos em situação de vulnerabilidade social. “A gente concede um benefício para esses idosos a fim de ajudar na questão financeira deles e da família, para que possam permanecer na comunidade onde residem, mantendo os vínculos. O objetivo é evitar maiores agravos.

A secretaria se preocupa também em reconhecer o potencial e a experiência dessas pessoas. “Porque a gente sabe que quando se chega a uma faixa etária mais adiantada, há a questão muito forte da discriminação. As pessoas com mais de 60 anos foram as que mais saíram do mercado de trabalho com essa história da pandemia. Foi o segmento mais afetado no sentido de contrair da doença. Tem maior risco de contaminação. Então, você acirra um preconceito que já existe com relação às pessoas maiores de 60 anos”.

Projeto de trabalho

A secretaria coloca essas pessoas fazendo acolhimento em hospitais, em visitas guiadas em museus e bibliotecas, trabalhando em outros equipamentos da prefeitura na parte administrativa. Sandra destacou que, no momento, devido à pandemia, esse projeto está parado, aguardando a vacinação do maior número de pessoas para evitar contágio. Redes sociais de apoio e a questão da convivência são também trabalhados pela equipe, para evitar o isolamento e a autonegligência dos idosos.

Hoje (15), em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes, a Secretaria de Envelhecimento Saudável promove ação na Praça Saens Peña, na Tijuca, zona norte do Rio, para orientar os motoristas de ônibus e garantir transporte urbano adequado aos idosos. A iniciativa percorrerá shoppings das zonas norte e sul da cidade com o mesmo objetivo. Cartazes serão colocados na prefeitura, enquanto vídeos serão divulgados nas redes sociais da administração municipal.

Envelhecimento

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil mantém a tendência de envelhecimento da população. Em 2019, os idosos somavam 32,9 milhões de pessoas, 6 milhões a mais que as crianças de até 9 anos de idade (26,9 milhões). Naquele ano, os idosos representavam 15,7% da população, enquanto as crianças até 9 anos de idade respondiam por 12,8%.

A primeira vez que o número de idosos superou o de crianças foi em 2014: 13,5% da população tinham menos de 9 anos de idade, enquanto 13,6% tinham mais de 60 anos. A partir daí, a diferença foi se acentuando. A estimativa do IBGE é que, em 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos de idade.

O médico Paulo Renzo, da Coordenação de Emergência Regional (CER) Ilha do Governador, do Hospital Municipal Evandro Freire, no Rio de Janeiro, destacou que o isolamento provocado pela pandemia, além de agravar as violações aos direitos dos idosos, favorece a ocorrência de acidentes domésticos e o consequente atendimento de fraturas nos hospitais a essa parcela da população.

Perdas

“O confinamento, principalmente em relação aos idosos, causa impacto direto no aumento de acidentes domésticos. A nova condição de isolamento social, sem os devidos cuidados para manter a sanidade física e mental, contribui muito para isso. Os idosos deixaram de realizar suas atividades fora de casa e, consequentemente, perdem condicionamento físico e mental. Ganham em ansiedade e depressão”, explicou o médico. Entre os casos mais frequentes que chegam à Emergência do Evandro Freire estão idosos com fraturas e contusões, em geral ocasionadas por quedas da própria altura.

Paulo Renzo disse ter percebido também o aumento de casos de inapetência, depressão e ansiedade nesses tempos de pandemia, o que fragiliza e até pode gerar acidentes. Ele lembrou que o cuidado com o ambiente onde a pessoa idosa vive é muito importante. Deve-se eliminar do caminho qualquer objeto que possa servir de vetor para acidentes., como tapetes e móveis em excesso.

Renzo observou que a melhor maneira de manter as pessoas idosas longe das situações de risco é dando atenção a elas, considerando, porém, todos os cuidados necessários ao enfrentamento da pandemia. O médico destacou a necessidade de se reservar um tempo para ouvir os idosos, porque “eles têm muita sabedoria, histórias de vida e, certamente, amam compartilhar e reviver suas memórias”.

 

Fonte: agenciabrasil

Casimiro de Abreu, vacina idosos que estão com 2ª dose da Coronavac atrasada

Os idosos moradores de Casimiro de Abreu (RJ) que estão com a segunda dose da Coronavac atrasada poderão se vacinar nesta segunda-feira (17) e na terça-feira (18). Na segunda, a aplicação é realizada das 13h às 17h; na terça, das 8h às 17h.

A aplicação será em todas as Unidades Básicas de Saúde do município e no CREM de Casimiro, atrás da Prefeitura.

A vacinação será realizada em ordem decrescente de tempo: do mais atrasado ao mais recente. A Secretaria de Saúde orienta a população que só vá aos postos quem for avisado por telefone ou pelo agente comunitário.

Outros grupos também serão imunizados nesta semana. Na quarta (19), quinta (20) e sexta-feira (21), pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente, entre 18 e 59 anos, vão receber a primeira dose. Para esse público, a vacinação é das 8h às 17h, em Unidades Básicas de Saúde em todo o município.

Ainda na quarta (19), quinta (20) e sexta-feira (21) também serão vacinadas as gestantes e puérperas com comorbidades, entre 18 a 59 anos. Este público será vacinado das 8h às 17h no CREM e na UBS Oswaldo Ramos, em Barra de São João.

Começa hoje a segunda dose da vacina para idosos de 75 a 79 anos

Campanha de vacinação

A secretaria de Saúde começou a aplicação da segunda dose da vacina para idosos de 75 a 79 anos. Esse grupo, que recebeu a primeira dose no CIEP, Basílio, Boa Esperança e Bela Vista,  no dia 12 de abril, deve ficar atento ao novo local para receber a segunda dose.  O cronograma para continuação da vacinação contra a Covid-19 está sendo feito com a aplicação das doses que chegaram na sexta feira(02).

A vacinação começou nesta segunda-feira (5), com a vacinação dos idosos de 79 e 78 anos, no Centro Pediátrico Municipal Almir Branco, no Centro. Na terça-feira (5), será a vez da vacinação para as pessoas com 77 e 76 anos, que será feita no Ambulatório Municipal de Boa Esperança. Na quinta-feira (7), a imunização será para os idosos de 75 anos, realizada no Ambulatório Municipal Manoel Loyola Junior. A aplicação da segunda dose da vacina nesses locais acontece das 9h às 16h.

A Secretária de Saúde, Daiana Albino, explicou que os idosos nessa faixa etária,  que tiverem acamados ou com dificuldade de locomoção e não puder comparecer nos locais de vacinação, as dosagens serão realizadas  normalmente nas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF). A família deverá solicitar esse procedimento na unidade do bairro, pelo telefone (21)2734-1539 ou por e-mail: vacinacovid19@riobonito.rj.gov.br.

A prefeitura informa que essas ações para vacinação dos grupos prioritários, seguem um cronograma da vacinação e o controle de doses recebidas contra o Covid-19 que são destinadas ao município pelo Governo do Estado.