Pfizer antecipa para dia 16 entrega de 1,2 milhão de doses

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse, por meio de sua conta no Twitter, que a Pfizer antecipou para o dia 16 a entrega de mais 1,2 milhão de doses da vacina pediátrica contra a covid-19, referentes à segunda remessa do imunizante voltado a crianças com idade entre 3 e 11 anos.

A primeira remessa de doses da vacina foi descarregada na madrugada do dia 13 no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no estado de São Paulo. A previsão é que o Brasil receba em janeiro  4,3 milhões de doses da vacina.

Segundo o Ministério da Saúde, neste primeiro trimestre devem chegar ao Brasil quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças. Em fevereiro, a previsão é que sejam entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.

Na semana passada, o ministério anunciou a inclusão dos imunizantes pediátricos no plano de operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a pasta, as crianças devem ir aos postos de vacinação acompanhadas dos pais ou responsáveis ou levando uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações.

 

Crédito: O São Gonçalo

Vacina para crianças: doses da Pfizer chegam aos estados nesta sexta-feira

As primeiras doses da vacina da Pfizer destinada a crianças de 5 a 11 anos começarão a chegar aos estados nesta sexta-feira (14). Caberá aos estados e municípios definirem o cronograma de aplicação.

O cronograma divulgado nesta semana previa o início da distribuição de doses durante esta madrugada. No início da manhã, órgãos oficiais confirmaram a chegada de doses no Distrito Federal, no Espírito Santo e no Pará, mas disseram que, apesar de os voos terem chegado, as aeronaves não transportavam nenhuma dose. Em outros estados, como Minas Gerais e Piauí, os voos que deveriam levar as vacinas foram cancelados.

A Latam, companhia aérea responsável pelos voos, o Ministério da Saúde só liberou as doses para a companhia aérea no início da manhã – segundo o governo do Rio Grande do Sul, o ministério informou precisou reorganizar a logística de distribuição porque houve casos de Covid na tripulação de um voo. O cronograma deve ser atualizado ainda hoje, mas o Ministério da Saúde afirmou que todos os estados vão receber as vacinas ainda nesta sexta (14).

O voo com o primeiro lote de vacinas chegou ao Brasil na madrugada de quinta (13). A informação inicial era de que, com exceção de São Paulo, em que o transporte seria via terrestre, todos os demais estados do país, mais o Distrito Federal, iam receber as doses por avião. No entanto, no Rio de Janeiro, que também receberia as vacinas por via aérea, as doses chegarão por transporte terrestre.

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 16 de dezembro, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Em 5 de dezembro, o governo federal divulgou as regras para a vacinação: ela ocorrerá em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas; sem necessidade de autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação; com intervalo de oito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas.

Veja como está o recebimento das doses em cada estado:

  • Acre: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Alagoas: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • Amapá: estava previsto para chegar na tarde desta sexta
  • Amazonas: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta
  • Bahia: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Ceará: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Distrito Federal: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Espírito Santo: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Goiás: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Maranhão: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • Mato Grosso: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • Mato Grosso do Sul: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • Minas Gerais: estava previsto para chegar na manhã desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Pará: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Paraíba: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • Paraná: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta
  • Pernambuco: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Piauí: estava previsto para chegar na tarde desta sexta
  • Rio de Janeiro: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Rio Grande do Norte: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Rio Grande do Sul: estava previsto para chegar na madrugada desta sexta, mas as doses não chegaram
  • Rondônia: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • Roraima: estava previsto para chegar na tarde desta sexta
  • Santa Catarina: estava previsto para chegar na manhã desta sexta
  • São Paulo: previsão é que as doses fossem entregues até sexta (14) por via terrestre
  • Sergipe: estava previsto para chegar na tarde desta sexta
  • Tocantins: estava previsto para chegar na manhã desta sexta

 

Vacina da Pfizer raramente provoca evento adverso grave em crianças, diz relatório do CDC

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, divulgou um relatório sobre os eventos adversos da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.

Segundo os pesquisadores, eventos adversos graves em crianças de 5 a 11 anos que receberam a vacina da Pfizer eram raros. O país já aplicou mais de oito milhões de doses do imunizante em crianças dessa faixa etária.

O CDC analisou dados de 42.504 crianças. Segundo o órgão, os eventos adversos mais comuns foram: dor no local da injeção, fadiga ou dor de cabeça, especialmente após a segunda dose. Cerca de 13% das crianças tiveram febre depois da segunda injeção.

“Até o momento, a miocardite em crianças de 5 a 11 anos parece rara. 11 casos foram relatados. Destas, sete se recuperaram e quatro estavam se recuperando no momento do relatório”, disse o CDC.

Dois óbitos foram relatados após a vacinação. O CDC explicou que as duas crianças tinham condições médicas crônicas e que não foram encontrados dados que sugerissem associação causal entre morte e vacinação.

Pais e médicos também relataram casos de doses incorretas – a dose pediátrica da Pfizer é diferente da dose administrada em maiores de 12 anos. O CDC disse que esses problemas “não eram inesperados” e que as crianças não tiveram problemas depois.

O centro americano reforça que os pais e responsáveis ​​por crianças de 5 a 11 anos devem ser informados de que reações locais e sistêmicas são esperadas após a vacinação e são mais comuns após a segunda dose.

Crédito: g1

Pfizer aprova primeiro comprimido contra a covid-19

A autoridade norte-americana de saúde, a Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês), aprovou o uso do comprimido da Pfizer contra covid-19, o primeiro tratamento oral nos Estados Unidos (EUA) para combate à doença.

A instituição anunciou a decisão em comunicado em que afirma que o medicamento pode ser usado para casos moderados da covid-19 em adultos e crianças menores de 12 anos e pelo menos com 40 quilos de peso, cuja saúde os coloquem em perigo de ser hospitalizados.

O comprimido do laboratório Pfizer é o primeiro tratamento oral contra a covid-19 que os norte-americanos poderão tomar em casa e pode vir a se tornar “uma ferramenta crucial contra a pandemia, no momento em que os casos aumentaram vertiginosamente com a variante ômicron”.

Até agora, todos os tratamentos nos EUA contra a covid-19 eram administrados por injeção ou por via intravenosa.

O medicamento, que será vendido com o nome de Paxlovid, só pode ser comprado com receita médica e os pacientes devem tomá-la assim que souberem que foram infectados, no máximo nos primeiros cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

Além disso, deve ser tomado duas vezes ao dia, durante cerca de cinco dias, detalha o FDA no comunicado.

O comprimido funciona ao bloquear a atividade de uma enzima específica que o coronavírus precisa para se replicar no organismo infectado, mecanismo semelhante ao do comprimido desenvolvido por outra farmacêutica, a MSD (Merck nos EUA e no Canadá).

O FDA deve aprovar esse outro medicamento em breve, embora os dados mostrem que o da Pfizer é mais eficaz e tem menos efeitos colaterais.

A Pfizer afirma que está pronta para começar imediatamente a distribuir os seus comprimidos e aumentou a produção de 80 para 120 milhões no próximo ano.

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ômicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 89 países de todos os continentes.

 

Crédito: Agência Brasil

Anvisa autoriza vacina contra Covid da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

A área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta quinta-feira (16) a aplicação da vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos. Ainda não há previsão de quando a imunização vai começar, pois a dosagem para esse público será menor do que a utilizada por maiores de 12 anos e o Brasil ainda não tem essas doses ajustadas. Mais de 10 países já iniciaram a vacinação de menores de 12 anos.

O g1 entrou em contato com o Ministério da Saúde sobre a previsão do início da vacinação desse público, mas não obteve respostas até a publicação da reportagem.

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos (leia mais abaixo).

A Anvisa alerta que a autorização é baseada nos dados disponíveis até o momento e os resultados são avaliados a todo momento. Veja as orientações da agência:

A dose para as crianças entre 5 e 11 anos de idade é de 1/3 em relação à formulação já aprovada no Brasil

Formulação pediátrica é diferente daquela aprovada anteriormente apresentada para o público com mais de 12 anos e, portanto, não pode ser utilizada a formulação de adultos diluída

A criança que completar 12 anos entre a primeira e a segunda dose, deve manter a dose pediátrica

Não há estudos sobre a coadministração com outras vacinas – não deve ser administrada com outras vacinas

Além da área técnica, especialistas das sociedades brasileiras de Infectologia (SBI), de Imunologia (SBI), de Pediatria (SBP), de Imunizações (SBIm) e de Pneumologia e Tisiologia participaram da avaliação.

O infectologista Renato Kfouri, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações e que participou da avaliação da Pfizer junto à Anvisa, lembra que a Covid matou mais crianças do que coqueluche, diarreia, sarampo, gripe e meningite somadas.

“A gente fala que só 0,4% das mortes ocorrem nos menores de 20 anos, mas 0,4% de 600 mil mortes são mais de 2.500 crianças e adolescentes que perderam a vida para a Covid. Em dois anos, esse total de mortes é maior do que todo o calendário infantil. Se somarmos todas as mortes por coqueluche, diarreia, sarampo, gripe, meningite, elas não somam 1.500 por ano. A Covid-19 é uma doença prevenível por vacina que mais mata nossas crianças”, diz.

Ele reforça que existem justificativas sanitárias, epidemiológicas, de saúde pública para incluir crianças no programa de imunizações. “Claro, desde que as vacinas sejam seguras, com o mesmo critério e rigor que licenciamos para os adultos. Cumprindo esses critérios, não há dúvidas que é importante vacinar essa faixa etária”, completa.

A vacina da Pfizer está registrada no Brasil desde 23 de fevereiro deste ano para pessoas com mais de 16 anos e, para a faixa etária de 12 a 15 anos, desde 11 de junho.

Dosagem menor

O pedido para ampliação do uso da vacina da Pfizer para essa faixa etária havia sido apresentado em 12 de novembro. A farmacêutica informou que a dosagem para essa faixa etária será menor. Além disso, os frascos terão a tampa da cor laranja, para diferenciar das doses já usadas em maiores de 12 anos.

“A redução na dosagem para a faixa de 5 a 11 anos se respaldou nos estudos de Fase 1 e 2, que mostraram que essa dosagem (10 microgramas) foi o suficiente para gerar altos títulos de anticorpos com perfil de segurança bastante favorável para a população pediátrica”, informou a Pfizer.

A avaliação levou 21 dias, descontados os 14 dias que a Pfizer utilizou para responder exigências técnicas da Anvisa. O tempo total do processo na agência foi de 35 dias.

90% eficaz na prevenção de infecções

Em outubro, a Pfizer disse que a vacina é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

O estudo acompanhou 2.268 crianças de 5 a 11 anos que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo. Cada dose foi um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.

Segundo os pesquisadores, 16 crianças que receberam o placebo foram infectadas com Covid-19, em comparação com três que receberam o imunizante.

 

Crédito: g1