Com quase mil garis afastados por Covid, Comlurb pede à população que ajude a manter a cidade limpa

A Comlurb — companhia de limpeza urbana do Rio — pediu na última sexta-feira (14) que a população ajude a manter a cidade limpa após uma alta de casos de Covid entre os garis.

Em nota, a empresa, que conta com 14 mil profissionais de limpeza e tem quase mil afastados (7%), pede “a colaboração da população em relação ao lixo e para manter a cidade limpa, uma vez que está trabalhando com um efetivo menor de garis”.

Diz ainda que, apesar dos afastamentos, não existe risco de paralisação do serviço na capital.

Procurada pelo g1, a empresa ainda não informou o quantitativo de garis afastados.

A companhia fala também que é importante respeitar o dia e o horário da coleta domiciliar. E pede que, em caso de chuva, a população aguarde o caminhão passar e descarte o lixo corretamente nas lixeiras.

 

Crédito: g1

Moeda Mumbuca completa 8 anos de benefícios à população de Maricá

A moeda social Mumbuca, de Maricá, completa nesta quinta-feira (30/12) 8 anos de circulação no município, assegurando suporte econômico à população que mais precisa, e tornando-se o mecanismo de transformação social na cidade.

Desde 2013, mais de 42 mil maricaenses em vulnerabilidade são beneficiados pelo programa de Renda Básica de Cidadania (RBC), que fornece 170 mumbucas mensais (equivalentes a R$ 170) para serem utilizadas em 12 mil estabelecimentos comerciais credenciados.

 

Mumbuca tem alto impacto na vida das pessoas 

Entre o início de 2018 e setembro de 2021, 2 bilhões de reais circularam em Maricá com o uso da Mumbuca – número que comprova o impacto econômico da moeda. Além disso, nos últimos quatro anos, mais de 687 mil reais em mumbuca foram entregues à população pelos programas sociais da prefeitura, projetos que se intensificaram para combater os efeitos da pandemia da Covid-19.

O Programa de Amparo ao Trabalhador (PAT) ofereceu a 20 mil trabalhadores cadastrados R$ 1.045 mensais até julho deste ano, passando para 600 mumbucas nos meses seguintes, período de efeitos menores da pandemia. O Programa de Trabalho ao Emprego (PAE) também concedeu R$ 1.045 por mês, direcionados a microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores de micro e pequenas empresas.

 

Mumbuca é desenvolvimento na veia

A presidente do Banco Mumbuca, Manuela Mello, reforça a importância da Mumbuca para o desenvolvimento do município, estimulando o comércio local.

“No dia da inauguração, o Banco Mumbuca tinha apenas 40 contas abertas. Cada conta recebia R$ 80,00, totalizando apenas R$ 3.200,00 consumidos no comércio local por mês. Passados oito anos, o Banco Mumbuca tem 65.376 contas abertas (em que 90% são de mulheres), e são realizadas 19 milhões de compras por mês nos comércios de Maricá através da moeda social, um marco’”, afirmou.

 

Na pandemia, benefício foi salva-vidas

Beneficiada pelo PAT, Angela Oliveira mostra o impacto do crédito financeiro em mumbucas durante a pandemia da Covid-19.

“Sou cuidadora de idosos e fiquei desempregada ainda no início da pandemia. O PAT surgiu em um momento que realmente precisava, ajudando nas minhas compras do mês e no pagamento de contas essenciais, como a de luz. Hoje consegui outro trabalho, mas esse benefício foi essencial para manter toda a minha família”, ressaltou.

 

Banco Mumbuca oferece linhas de crédito à população

Além dos benefícios sociais pagos em mumbucas, o Banco Mumbuca (instituição que gerencia a Moeda Social) disponibiliza diversas linhas de crédito a grupos coletivos de maricaenses. O Mumbucred oferece crédito financeiro a juros zero a empreendedores formais e informais; o Casa Melhor direciona uma linha de crédito sem juros para reformas de moradias; e outras linhas de crédito foram criadas para auxiliar profissionais de diversas áreas.

 

Mumbuca inspira a criação de outras moedas sociais

Em outubro de 2021, foi lançada a moeda social de Cabo Frio, a Itajuru, inspirada no modelo de sucesso da Moeda Mumbuca. O município de Niterói, vizinho a Maricá, lançou a Moeda Social Arariboia neste mês, também tendo como referência a Mumbuca. A política adotada pelas cidades simboliza a integração para a melhoria das condições de diversas famílias.

 

Beneficiários da moeda social terão gratuidade nas vans municipais

A Prefeitura de Maricá iniciou em novembro o processo de implantação do Mumbuca Transporte, programa que irá garantir a toda população viagens gratuitas nas vans municipais, por meio de cartões do sistema RioCard Mais. A previsão é que os os beneficiários do RBC façam parte dos primeiros cadastros do novo benefício e possam ter acesso ao cartão em 2022.

 

Moeda social é destaque pelo mundo

Em 2017, a Moeda Social de Maricá foi destaque em publicações da revista britânica The Economist e da agência espanhola EFE (conteúdo publicado em 19 países de língua hispânica), da Agência France Presse – uma das maiores do mundo no setor, entre outros.

Em 2021, a economia circular de Maricá e a experiência da cidade como única do país a pôr em prática o RBC – vide relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – ganhou as páginas de O Globo, Correio da Manhã e Estado de São Paulo, com artigos assinados pelo prefeito Fabiano Horta.

Artigos semelhantes foram publicados no jornal Meio Norte (Teresina – Piauí), Gazeta do Povo (Paraná) e jornal Folha de Boa Vista (Roraima).

Prefeitura de Maricá lança campanha de retomada após atingir 80% da população acima de 12 anos vacinada com duas doses contra a Covid-19

A Prefeitura de Maricá iniciou nesta quarta-feira (24/11) campanha de retomada na cidade após atingir 80% da população acima de 12 anos vacinada com as duas doses contra a Covid-19 e 89,2% com a primeira dose. Depois de quase dois anos de trabalho para amenizar os impactos causados pela maior crise sanitária do século, a cidade se prepara para avançar em uma nova fase.

A campanha destaca que a pandemia, que adiou sonhos e projetos, agora registra dias mais positivos, sendo possível enxergar um futuro com mais trabalho, comida na mesa e oportunidades para todos. Medidas de prevenção, como o uso de máscara, continuam sendo obrigatórias em toda cidade, incluindo locais abertos, como praias, lagoas e praças.

O avanço constante da vacinação iniciada em janeiro, aliada ao Programa de Amparo ao Trabalhador (PAT), Fomenta Maricá e ao Programa de Amparo ao Emprego (PAE), fizeram a diferença para que o município conseguisse manter a economia equilibrada nesse período tão difícil. O Cartão Mumbuca também teve destaque nesse processo como um dos motivos pelos quais o comércio da cidade se manteve funcionando, gerando emprego e renda, mesmo com as medidas sanitárias que o município teve de adotar.

O prefeito Fabiano Horta afirmou que estamos novamente recuperando a esperança de dias melhores, embora os cuidados permaneçam necessários.

“Embora ainda tenhamos que conviver com os desafios da pandemia, é hora de avançar, retomando as atividades e acelerando as máquinas, com a certeza de que durante todo esse período nós apoiamos quem podia produzir e acolhemos quem precisou parar”, afirmou o gestor.

Estrutura da Saúde na pandemia 

Durante a luta contra a pandemia da Covid-19, a Prefeitura de Maricá realizou importantes entregas, como o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí, e o laboratório de diagnóstico para teste do coronavírus, localizado no Posto Central. A população contou com polos de atendimento e de vacinação espalhados em pontos estratégicos, que facilitaram o acesso de todos os moradores.

Preservação e geração de emprego em meio à crise

Os programas emergenciais foram implementados pela Prefeitura no momento mais agudo da pandemia, quando, por meio de decretos, os estabelecimentos comerciais precisaram reduzir o horário de atendimento ou até mesmo interromper o funcionamento – exceto os considerados essenciais – para conter a disseminação do vírus. Isso ocasionou a diminuição na oferta de serviços e uma pequena queda dos empregos formais na cidade.

No entanto, com a implementação do PAT em abril do ano passado, a gestão creditou mensalmente o valor de R$ 1.045 – atualmente reajustado para R$ 600 – aos profissionais liberais, autônomos, microempreendedores individuais (MEI) e informais, que tiveram seus comércios e negócios afetados pela pandemia. É importante lembrar que o benefício que atende a 23,5 mil pessoas está garantido até o mês de dezembro.

Além do PAT, a Prefeitura implementou o PAE, que concede o benefício de R$ 1.045 ao empregador MEI, micro ou pequena empresa com efetivo de até 49 funcionários. Já por meio do Renda Básica de Cidadania (RBC), os mais de 42 mil beneficiários do Cartão Mumbuca recebem o pagamento de R$ 170, convertidos em Mumbucas. Até este mês de novembro o benefício foi creditado no valor de 300 mumbucas, o equivalente a R$ 300,00.

Segurança alimentar: comida na mesa

Cada um dos cerca de 31 mil estudantes da rede pública – incluindo escolas municipais, estaduais e o Instituto Federal Fluminense (IFF) – tiveram direito a uma cesta, composta por gêneros alimentícios básicos (arroz, feijão, macarrão, óleo de soja, café, açúcar, farinha de trigo) e por um kit de produtos de limpeza (sabão em pó e em barra, sabonete, pasta de dente, detergente, água sanitária e limpador multiuso), que também beneficiou famílias em situação de vulnerabilidade social.

População fluminense ganha nova delegacia on-line

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro lançou, nesta semana, um novo conceito de atendimento on-line para a população fluminense. A ferramenta, que está mais intuitiva e navegável, utiliza método de inteligência artificial para facilitar o usuário, deixando o canal mais moderno e evitando subnotificações. A nova delegacia on-line também deixa de ser um pré-registro e passará a formalizar a queixa conforme acontece nas unidades físicas.

Com o novo formato, não será mais necessário que a vítima escreva a narrativa do fato. Por meio de perguntas direcionadas, o sistema automaticamente transcreve a dinâmica com informações de interesse à investigação. A plataforma também possui um espaço destinado à inserção de dados adicionais caso a parte queira sinalizar outras questões relacionadas ao crime. Provas documentais também poderão ser anexadas.

Outra novidade da ferramenta é a possibilidade de registrar crimes de violência contra a mulher. Apenas no caso de pedido de medida protetiva é que a vítima deve se apresentar na delegacia para análise do fato pela autoridade policial.

Para confeccionar o Registro de Ocorrência (RO) on-line, é necessário ter endereço eletrônico, uma vez que toda comunicação entre a polícia e o usuário será por este canal. Também via e-mail serão enviados o código de validação, o número do procedimento e encaminhamento para exame de corpo de delito em casos específicos. Na ausência de informações, os agentes entrarão em contato com a pessoa e agendarão dia e horário para o comparecimento à unidade policial.

De acordo com o diretor do Departamento-Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Sepol, delegado Eduardo Clementino, este é mais um canal de atendimento ao cidadão.

– Além de ser um serviço mais confortável para a vítima, que poderá fazer o RO em uma média de sete minutos, a nova plataforma também vai padronizar as condutas policiais. Será uma verdadeira delegacia virtual com especificidades e características que atendam a realidade do nosso Estado, do cidadão fluminense – disse o delegado.

A  nova Delegacia On-line da Sepol é indicada para registros de todos os crimes, com exceção dos delitos direcionados às unidades especializadas, como homicídio e roubo de veículo ou carga, por exemplo, que possuem protocolos especiais. A ferramenta também estará acessível aos turistas, uma vez que terá a versão em inglês. A previsão é de que outros idiomas sejam inseridos no sistema. E as novidades não param por aí, a Polícia Civil vai disponibilizar, em breve, um aplicativo para smartphones, facilitando de vez o acesso do usuário.

Anvisa pede a população que comunique reações adversas de tratamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a alertar para a importância de profissionais de saúde e cidadãos comunicarem eventuais reações adversas causadas pelo uso de medicamentos ou tratamentos, incluindo vacinas.

Segundo a gerente de farmacovigilância da autarquia, Helaine Capucho, a pandemia da covid-19 conferiu ainda mais importância à farmacovigilância, já que a urgência tem obrigado autoridades sanitárias dos diversos países a, excepcionalmente, encurtarem prazos de processos e analisarem, em tempo recorde, pedidos de uso de medicamentos desenvolvidos em curto espaço de tempo.

“Isto aumenta os riscos e a necessidade de farmacovigilância”, disse Helaine, durante seminário virtual que a Anvisa realizou na manhã de hoje (20), no qual foi discutido o monitoramento de medicamentos e os desafios para a vigilância sanitária em tempos de pandemia.

“Para trazer as respostas de que precisamos, os prazos para realização de estudos [científicos] estão sendo encurtados. Em alguns casos, há também uma redução do número de participantes e do tempo de acompanhamento destes participantes”, acrescentou a gerente, mencionando também o uso dos chamados medicamentos off-label, ou seja, de produtos que os médicos, a partir da observação clínica, passam a prescrever para fins não previstos pelo fabricante e que, portanto, não constam da bula.

“Além disso, há também os casos em que, pesando os riscos e os benefícios, são empregados alguns medicamentos que já não mais vinham sendo utilizados”, disse Helaine, admitindo que o uso de remédios off-label, bem como de outros considerados menos eficazes que os mais modernos, pode ser uma resposta ao risco de desabastecimento.

“Por isso, a Anvisa vem conversando com as produtoras e importadoras destes medicamentos, para tentar evitar o desabastecimento”, disse Helaine, reforçando a importância de cidadãos e profissionais de saúde relatarem quaisquer efeitos colaterais causados por remédios ou tratamentos. O que pode ser feito por meio do VigiMed, sistema gratuito de informações que pode ser acessado a partir da página da Anvisa, na internet.

“Temos produtos novos e precisamos monitorar o que está acontecendo. Muitas vezes, ficamos sabendo dos efeitos adversos pela mídia”, comentou Helena, destacando a necessidade dos hospitais acompanharem com atenção os efeitos de medicamentos aprovados para uso em pacientes com a covid-19.

Atualmente, apenas o Remdesivir e o uso combinado dos medicamentos Banlanivimabe e Etesevimabe contam com o aval da Anvisa, para uso em algumas situações.

“É muito importante que estes medicamentos entrem na monitoração intensiva por parte dos hospitais que os adotarem. Que eles monitorem intensivamente [o emprego conforme recomendado] e notifiquem [eventuais reações adversas]. Até porque, isso pode subsidiar futuras decisões”, explicou a gerente da Anvisa, pedindo aos profissionais de saúde que sempre orientem seus pacientes a relatarem possíveis efeitos adversos de qualquer medicamento ou tratamento.

“Os cidadãos devem ser orientados a reportar efeitos adversos a qualquer tempo. Se [for um efeito] grave, a pessoa provavelmente vai voltar a procurar a instituição de saúde, mas é importante orientar as pessoas a notificarem também as reações menos graves; a informarem [a vigilância sanitária] o que tomou, quando tomou, quando começaram os sintomas e de que tipo foram”, alertou Helena, lembrando que quem não é médico também pode utilizar o sistema VigiMed para notificar eventuais reações colaterais.

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br