Homem mais rico da Ucrânia diz que vai processar Rússia por US$ 20 bi

O bilionário ucraniano Rinat Akhmetov, que tem uma fortuna avaliada em US$ 4,5 bilhões, segundo a Forbes, quer processar a Rússia por danos causados pelos ataques às usinas siderúrgicas em Mariupol. O empresário afirmou a veículos da imprensa local que deve pedir uma compensação de US$ 17 bilhões a US$ 20 bilhões ao país vizinho.

A riqueza de Akhmetov caiu 40% este ano em meio à Guerra da Ucrânia, segundo o Uol. O ucraniano é proprietário dos complexos de Azovstal e Illich Steel and Iron Works, além de dono do time de futebol Shakhtar Donetsk.

“Definitivamente, processaremos a Rússia e exigiremos uma compensação adequada por todas as perdas e negócios perdidos”, disse Akhmetov à imprensa local.

Ambas as empresas do bilionário em Mariupol pertencem ao grupo Metinvest, a maior siderúrgica da Ucrânia, segundo o site Business Insider. Após a invasão da Rússia, o grupo anunciou que não poderia cumprir as obrigações contratuais.

Em abril, a Metinvest confirmou que planeja retomar a produção após o fim da guerra, mas que “nunca operaria sob ocupação russa”. Mariupol foi tomada no primeiro dia de guerra e era considerada prioridade pelo comando russo.

Em 15 de maio, um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que uma “chuva” de munições cai sobre a cidade. À Reuters, um especialista britânico disse que as imagens indicam se tratar de um ataque com fósforo ou armas incendiárias. Segundo convenção internacional, a bomba de fósforo branco é uma arma incendiária que só pode ser usada contra alvos militares.

 

Credito: Metrópoles

Primeiro julgado por crime de guerra na Ucrânia se declara culpado; Veja o vídeo

O soldado russo que é o primeiro julgado por crimes de guerra na Ucrânia se declarou culpado nesta quarta-feira (18), durante sessão em um Tribunal de Kiev. O caso deve ser usado como base para o julgamento de outras milhares de acusações de crimes de guerra desde o início da invasão russa ao país vizinho, em 24 de fevereiro.

Segundo a denúncia da Procuradoria-geral da Ucrânia, Vadim Shishimarin, 21, atirou de um carro contra um ucraniano de 62 anos que andava em uma rua do vilarejo de Chupakhivka, nos arredores de Kiev, em 28 de fevereiro, apenas quatro dias após o início da invasão russa na Ucrânia.

O tribunal que julga o caso ainda não determinou a sentença final. Caso condenado, o militar russo pode pegar prisão perpétua. Ele responde por crime de guerra e homicídio premeditado.

Ainda de acordo com a acusação, o soldado e mais três militares russos que o acompanhavam roubaram o veículo em que estavam de outro civil para fugir de tropas ucranianas. No caminho, passaram pela vítima, que andava de bicicleta e falava ao telefone.

Shishimarin foi capturado posteriormente por tropas ucranianas.

O caso é o primeiro de ao menos 10.000 suspeitas de crimes de guerra que a Ucrânia disse ter identificado desde o início dos ataques da Rússia ao país.

Na semana passada, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou a abertura de investigação sobre suspeitas de violações cometidas por tropas russas na Ucrânia. No mesmo dia, militares da Rússia foram flagrados por câmeras atirando nas costas de civis ucranianos que caminhavam na rua e morreram.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que há inúmeros exemplos de casos suspeitos de crimes de guerra e que, até agora, enviados da ONU já encontraram cerca de mil corpos nos arredores de Kiev.

“Abrimos mais de 11.000 investigações de crimes de guerra e prendemos 40 suspeitos”, disse ela. “Com este primeiro julgamento, enviamos um sinal claro de que nenhum carrasco, ninguém que ordenou ou ajudou a cometer crimes na Ucrânia escapará à justiça”, afirmou a procuradora-geral ucraniana, Iryna Venediktova, sublinhou a importância do caso para o seu país.

Rússia realiza mais de 1.000 ataques à Ucrânia pelo segundo dia seguido

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou nesta quarta-feira que fez, pelo segundo dia seguido, mais de mil ataques a unidades de defesa da Ucrânia.

Segundo a pasta, foram 1053 ataques no total, dos quais 106 em posições que ucranianos poderiam ficar para atirar contra tropas russas.

Na terça-feira (19), os russos afirmaram ter realizado 1.260 ataques, o quádruplo do dia anterior. A grande maioria deles vêm acontecendo no leste ucraniano, onde a Rússia realiza a segunda fase da “operação militar especial”, nas palavras do chanceler do país, Sergei Lavrov.

 

Crédto: G1

EUA anunciam que filhas de Putin sofrerão sanções e proíbem novo investimento americano na Rússia

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (6) mais um pacote de sanções à Rússia em resposta à invasão da Ucrânia, incluindo medidas contra as duas filhas adultas de Vladimir Putin, Katerina e Maria. O argumento é que os familiares escondem a riqueza do presidente russo.

Katerina Tikhonovna e Maria Putina estão na casa dos 30 anos e raramente são vistas em público. O pai quase nunca as menciona ao falar publicamente, e o Kremlin só as identifica pelo primeiro nome.

Os EUA ainda declararam sanções de “bloqueio total” às principais instituições financeiras públicas e privadas da Rússia, Sberbank e Alfa Bank, e informou que todos os novos investimentos americanos na Rússia estão proibidos.

A proibição dos novos investimentos será decretada em uma ordem executiva que será assinada pelo presidente americano, Joe Biden. Também fazem parte da lista de sancionados a esposa do chanceler do país, Sergei Lavrov, além do ex-premiê Dmitry Medvedev, bem como Mikhail Mishutsin, atual ocupante do cargo.

Algumas das novas sanções já haviam sido anunciadas pela Casa Branca, como a decisão do Departamento do Tesouro de impedir que a Rússia realizasse pagamentos de títulos de sua dívida soberana com dólares sob jurisdição americana, o que deixa o país mais perto de declarar calote.

A Casa Branca afirmou que as sanções, coordenadas com o G7 e com a União Europeia (UE), são uma resposta às atrocidades que teriam sido cometidas por tropas russas na cidade ucraniana de Bucha, perto de Kiev. Segundo o governo americano, as sanções farão com que a Rússia perca seu status de grande economia e enfrente um profundo isolamento econômico, financeiro e tecnológico.

“Especialistas preveem que o PIB da Rússia cairá até 15% neste ano, eliminando os últimos 15 anos de ganhos econômicos. A inflação já está acima de 15% e a previsão é que acelere ainda mais”, afirmou a Casa Branca sobre o impacto das sanções.

“Mais de 600 empresas do setor privado já deixaram o mercado russo. As cadeias de suprimento da Rússia foram severamente interrompidas.”

Crédito; Portal g1

Mãe ucraniana escreve nome e telefone nas costas de filha de 2 anos caso ela desapareça na guerra

Aleksandra Makoviy, artista ucraniana, divulgou em suas redes sociais um registro do que deve ser um dos momentos mais difíceis de toda a sua vida.

Nos primeiros dias da invasão russa, esta mãe ucraniana escreveu nome e telefones, com uma caneta, nas costas de sua filha Vira, de 2 anos, com medo de que ela desaparecesse na guerra.

“Eu estava tremendo nas primeiras horas”, contou a mãe. “Assinei com as mãos tremendo muito.”

Makoviy lembrou que escreveu as informações em um momento de desespero, enquanto ouvia as primeiras explosões, e temia por sua vida.

Além das informações escritas a tinta na pele, ela também enfiou nos bolsos da pequena um cartão que, afirmou a mãe, não conseguiu se desfazer, ainda que elas estejam em segurança fora do país.

 

Abrigo na França

Makoviy e a filha Vira conseguiram escapar da Ucrânia pela Polônia, como milhões de outros refugiados da guerra, e vivem neste momento em uma cidade no sul da França.

“Fomos recebidos por voluntários, recebemos moradia e fomos totalmente atendidos”, disse a mãe.

Ela contou ter recebido centenas de mensagens após a imagem de sua filha viralizar, com ofertas de ajuda e recados amorosos.

“Como é que pode um mundo como este, de coisas boas, ter esse mal contínuo invadindo nossas cidades?”, desabafou Makoviy.

Não há informações sobre o pai da pequena Vira, mas um decreto ucraniano proibiu que homens entre 18 e 60 anos abandonassem o país durante a guerra.

 

Crédito: G1