Câmara de Vereadores de Rio Bonito aprova PL que prevê assistência psicológica para crianças vítimas de violência doméstica

A Câmara de Vereadores de Rio Bonito aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que prevê assistência psicológica para crianças vítimas de violência doméstica. O serviço deve ser prestado, segundo a lei, nas escolas públicas municipais, nos Centros de Acolhimento, e nas Unidades Básicas de Saúde. A aprovação aconteceu na sessão da última quinta-feira (2) e é de autoria do vereador Marquinho Luanda. Para ser implantada, a lei ainda precisa ser sancionada pela Prefeitura.

De acordo com a lei, a intenção da assistência é tentar amenizar os danos psicológicos causados pela violência tanto na fase infantil, quanto adulta. A lei ainda prevê que a Prefeitura realize convênios com clínicas para realizar o serviço.

Segundo o texto da lei: “Os órgãos competentes definidos pelo Executivo, estabelecerão os critérios para a inclusão das crianças na assistência psicológica de que trata esta lei”.

O vereador Marquinho Luanda agradeceu a aprovação de do projeto de sua autoria.

“Queria agradecer ao plenário, aos nobres companheiros que aprovaram esse projeto. Tenho certeza que será de grande utilidade para nossas crianças, nossa população. É uma forma também da gente chegar aos agressores e coibir essas pessoas”, disse.

 

Lívia Louzada

Guardas civis de Rio Bonito são homenageados na Câmara de Vereadores por salvar a vida de uma senhora

Quando a vida de uma pessoa é salva, nem sempre esses heróis são lembrados, mas isso não foi o que aconteceu dessa vez. Dois guardas civis de Rio Bonito, salvaram a vida de uma moradora de Tomascar, no dia 27 de março, que estava engasgada com um alimento. Na sessão da última terça-feira (19) os guardas Wagner Lisboa Marcucci e Rodrigo Pereira da Silva receberam uma Moção de Aplausos do vereador de Rio Bonito, Alex da Guarda, na Câmara de Vereadores, pelo socorro prestado.

O socorro

A dona de casa Sirléia, de 65 anos, havia se engasgado com um alimento. Os guardas foram chamados e realizaram a manobra de Heimlich, uma técnica de primeiros socorros utilizada em casos de emergência por asfixia, quando algum tipo de corpo fica entalado nas vias respiratórias.

Orgulho e reconhecimento

Orgulhoso da categoria que faz parte, o vereador e também guarda civil municipal, Alex da Guarda, conta que sua intenção é que não só os guardas, mas todos os funcionários que estejam realizando um bom trabalho em suas funções, sejam vistos e reconhecidos pelo seu desempenho.

“Meu objetivo é homenagear não só os guardas, mas todos os funcionários, sejam eles municipais, estaduais, e até mesmo federais, que estiverem realizando um bom trabalho dentro do nosso município, ou seja, cada vez que eu tiver o conhecimento que um professor, que um gari, que um zelador, seja de qualquer cargo, esteja prestando um bom trabalho e que tenha feito algo de notoriedade, dentro da sua função, eu quero estar homenageando até mesmo para mostrar para os servidores em geral que eles não estão esquecidos, tendo em vista que eu sou um servidor e por muitas vezes me senti esquecido”, enfatizou o vereador.

 

 

Lívia Louzada

Polícia faz buscas na casa e no gabinete do vereador Gabriel Monteiro; o inquérito é sobre vazamento de vídeo íntimo com menor

O vereador Gabriel Monteiro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Civil do RJ nesta quinta-feira (7), dentro do inquérito sobre o vazamento de um vídeo íntimo de Gabriel fazendo sexo com uma adolescente de 15 anos.

O conteúdo foi compartilhado no Twitter e no WhatsApp, e Gabriel acusa ex-funcionários de vazá-lo.

Agentes da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) saíram para cumprir mandados de busca e apreensão contra Gabriel e outras seis pessoas, entre assessores e ex-funcionários dele. Não há mandados de prisão, mas, por volta das 8h30, o vereador se dirigia para a 42ªDP (Recreio) para prestar esclarecimentos. Na casa dele a polícia apreendeu vários documentos e equipamento.

Entre os endereços visados estão a casa do vereador, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, e o gabinete dele na Câmara de Vereadores, no Centro do Rio.

Os mandados foram expedidos pelo Plantão Judiciário. Gabriel pode responder por distribuir material pornográfico envolvendo menores (Artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente). A pena chega a seis anos de prisão mais multa.

A Justiça já tinha determinado que o Twitter retirasse o vídeo do ar, a pedido da polícia e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Orgias e vídeos

Gabriel também enfrenta uma representação na Câmara Municipal do Rio por conta desse vazamento e de acusações, feitas por assessores e ex-funcionários, de assédios moral e sexual, agressões e uso indevido de servidores. Ele pode até perder o mandato.

Segundo depoimento de assessores, Gabriel Monteiro costumava fazer orgias na casa dele com menores de idade. De acordo com o funcionário, algumas vezes ele chegou na casa do vereador e o encontrou virado de festas, com meninas saindo de lá chorando, aparentando terem sido vítimas de estupro.

Um dos assessores afirmou à polícia que o chefe mostrava vídeos de sexo dele com menores “como se fossem troféus”. A reportagem teve acesso ao depoimento desse funcionário, que pediu licença médica em janeiro “após crise de transtorno de ansiedade”.

“Gabriel tinha o hábito de ficar exibindo vídeos íntimos, dele mantendo relações sexuais com outras mulheres, maiores ou menores de idade, como se fossem ‘troféus’”, depôs.

“Ele ia exibir os vídeos para todos, chegava nos seguranças, depois ia nos assessores. Dava para ver que ele tinha prazer em se exibir e se vangloriar”, emendou.

Fonte: Portal g1

Conselho da Câmara de Vereadores do Rio abre processo ético-disciplinar contra Gabriel Monteiro; a decisão unânime pode levá-lo a perda do mandato

Os vereadores que integram o Conselho de Ética da Câmara do Rio votaram e decidiram por unanimidade, na última terça-feira (5), abrir uma representação disciplinar contra o também parlamentar Gabriel Monteiro (PL). O processo pode levar à cassação do mandato do político e ex-PM, alvo de várias denúncias.

Como mostrou o Fantástico, o político é acusado de assédios moral e sexual, importunação sexual e agressões por servidores e ex-funcionários dele. Ele também é acusado de estupro e de forjar vídeos para postar em suas redes sociais.

O resultado deve sair em no máximo 90 dias corridos, e, segundo o presidente do conselho, vereador Alexandre Isquierdo (DEM), Gabriel terá direito à ampla defesa. O número de denúncias contra o vereador na Câmara já chega a 14.

Para a abertura do processo, os parlamentares levaram em conta os vídeos forjados com uma menina carente que vendia balas em um shopping, e também as imagens com um sem-teto sendo orientado a simular um furto antes de ser abordado pelo vereador.

“São diversas denúncias e acusações. Mas a nossa representação, hoje, com base no material comprobatório e vídeos, é de forma unânime”, resumiu Isquierdo.

Gabriel Monteiro estava no plenário quando Isquierdo comunicou aos outros parlamentares a abertura da representação. Numa das galerias da Casa, manifestantes acompanhavam a sessão e gritaram palavras de ordem contra o vereador.

Crédito: Portal g1

Mais três mulheres acusam o vereador do Rio, Gabriel Monteiro, de estupro

O vereador Gabriel Monteiro (sem partido) foi acusado de abuso sexual por três mulheres, uma das quais tinha apenas 16 anos à época do ocorrido. Uma das vítimas contou que o parlamentar chegou a ameaçá-la com uma arma apontada para sua cabeça, em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo. Os abusos teriam ocorrido quando Monteiro ainda era da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

A jovem, que à época era menor de idade, afirmou ter sido convidada para uma festa na casa do vereador. Chegando ao local, ela teria o visto espancar uma outra convidada, antes de ser coagida à ter relações sexuais com ele.

“Ele foi e falou: vamos para o quarto. Eu falei: eu não quero. Vamos, vai ser legal, por favor, por favor. Aí ela veio também, me chamou e eu fui. Com medo, porque ele tinha acabado de tentar matar ela na minha frente.”, recobrou.

Uma segunda mulher relatou ter sido abusada por Monteiro em 2017, quando ele ainda era da PMERJ. Segundo ela, o ex-PM a teria espancado e violentado com uma arma apontada para sua cabeça. Eles se conheciam desde a adolescência.

“A gente sempre frequentou as mesmas festas na adolescência. E decidimos ficar. Logo depois, nós dois decidimos ir pro carro dele que estava do lado da casa de festas. Estacionado. E começamos o ato sexual, até então consentido, porém ele começou a me dar tapas, socos, a me filmar com o telefone. O tempo inteiro eu empurrava o celular, mas ele, mesmo assim, me filmava, tentava filmar minhas partes e meu rosto. Eu comecei a gritar muito e ele pegou a arma e colocou a arma no freio de mão. Próximo ao freio de mão. E eu comecei a me debater, me debatia. Só que ele conseguiu fazer a penetração, tudo, sem camisinha. E, em um certo momento, ele colocou a arma na minha cabeça mandando eu ficar quieta”., desabafou ela.

Na semana passada o parlamentar foi acusado de assédio sexual e moral por duas servidoras públicas, uma das quais já foi sua funcionária. As denúncias vieram à público após reportagem do Fantástico, que conversou com cinco supostas vítimas de Monteiro. Uma destas afirmou que mantinha relações consensuais com ele, até que ele passou a usar da força para obrigá-la ao ato, desconsiderando suas negativas, o que qualifica estupro.

“Teve um momento que ele usou força. Me segurou e foi com tudo. Me deixou sem saída. Eu pedindo para ele parar, ele não respeitou o momento em que eu pedi para ele parar. E ele rindo, ‘é uma brincadeira. Não leva a sério, não. Não fica chateada’ “., narrou ela.

Na última terça-feira (29), sete titulares e dois suplentes da Comissão de Ètica da Câmara do Rio se reuniram para debater as acusações contra o ex-PM.

“Vamos acompanhar de forma tranquila, sem açodamentos [precipitações]. Também iremos coletar dados com o Ministério Público (MP) e com a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam). Durante esses dias, o Conselho de Ética vai se reunir para ver se terá uma representação contra o vereador Gabriel Monteiro ou não. Essa é a nossa decisão. Não foi unânime, mas foi por maioria.”, disse o presidente do Conselho de Ética, Alexandre Izquierdo (DEM), durante pronunciamento.

 

 

Crédito; Jornal O São gonçalo