Funcionário que denunciou vereador de SP por racismo é demitido

Depois de denunciar um vereador de São Paulo por racismo em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o supervisor operacional Izac Gomes foi demitido do cargo. O funcionário denunciou o vereador de Embu das Artes, Renato Oliveira, por racismo.

De acordo com a CBN. o supervisor trabalhou no condomínio do Estrelas Full Condominium, por quatro anos, sem qualquer advertência no período. Após demiti-lo, a empresa também retirou o apoio jurídico de Izac no caso sofrido por ele no horário de trabalho.

Ele acusa o Presidente da Câmara de Embu das Artes, Renato Oliveira, de racismo. O parlamentar que estava na área de lazer do condomínio, resistiu à ordem de prisão, e um policial militar precisou entrar na piscina para conseguir detê-lo.

“Foi uma demissão muito injusta e muito estranha. Primeiro, sofri racismo. Dez dias depois, fui humilhado em uma sala de reuniões, enxotado e demitido”, disse Izac em entrevista à CBN.

Ajuda na Alerj

Como ficou sem apoio jurídico, ele foi até a Comissão de Trabalho e de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, pedir ajuda.

Por ter denunciado uma figura pública, Izac tem medo de sofrer retaliações. O vereador chegou a ir para a delegacia, mas foi liberado. Ele responde em liberdade.

Izac foi encaminhado até o Núcleo contra a Desigualdade Racial da Defensoria Pública, de acordo com a presidente da Comissão de Trabalho e vice da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça da Assembleia Legislativa do Rio, Mônica Francisco (PSOL).

O condomínio da Barra da Tijuca também será oficiado para prestar explicações sobre a motivação da demissão. O Ministério Público do Trabalho também vai ser comunicado sobre o caso.

 

Crédito: Metrópoles

Câmara de Vereadores de Rio Bonito aprova lei que proíbe cobrança de sacolas plásticas em comércios

Foi aprovada, por unanimidade, pela Câmara de Vereadores de Rio Bonito, o Projeto de Lei que proíbe a cobrança de “sacolas descartáveis biodegradáveis de papel ou de qualquer outro material que não polua o meio ambiente para transporte de produtos adquiridos em estabelecimentos comerciais”. A lei foi aprovada na sessão da última quinta-feira (17), é de autoria do vereador Marquinho Luanda. Para entrar em vigor, a lei ainda depende de sanção do prefeito Leandro Peixe.

A Lei, apresentada em plenário em novembro do ano passado, determina que caso os estabelecimentos continuem cobrando pelas sacolas após a sanção da lei, seja cobrado multa de acordo com o porte do comércio. Assim que a regra for promulgada, os comerciantes terão 30 dias para se adequarem à norma.

No documento, consta que o objetivo da lei é corrigir uma distorção que houve quando foi proibido o uso de sacolas plásticas que não fossem recicladas ou biodegradáveis, e que com a nova regra municipal, o Legislativo pretende devolver a responsabilidade aos comerciantes.

“As embalagens oferecidas pelos estabelecimentos comerciais para transporte de produtos no varejo, sempre foram de responsabilidade dos comerciantes. Com a entrada em vigor da legislação que proibiu o uso de materiais não recicláveis ou biodegradáveis, os comerciantes, sem qualquer fundamentação legal, passaram a efetuar essa cobrança aos consumidores. Este projeto visa corrigir essa distorção e devolver a responsabilidade pelo ônus da aquisição dessas embalagens aos comerciantes”, diz a justificativa da Lei.

Segundo o vereador Marquinho Luanda, a lei beneficiará grande parte da população, que já sofre com os impactos dos altos preços dos alimentos ocasionados pela crise financeira.

“Tenho certeza que para muitos, não significa muita coisa (a lei), mas a grande maioria da população, que já paga um alto custo nas castas básicas, nos alimentos no supermercado, devido a essa inflação galopante que nós estamos atravessando nessa crise financeira, esse projeto de lei vai contribuir. Agradeço pela aprovação do projeto e que o prefeito o mais rápido possível promulgue”, disse o vereador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repercussão

Nas redes sociais, assim que a reportagem da Folha publicou um vídeo com o vereador falando sobre a lei, vários leitores se manifestaram.

“Parabéns ao Vereador pela iniciativa. Nosso município faz parte de uma minoria que ainda cobra pela sacola plástica”, comentou @daniele.charre no Instagram. “Se preparem para se estressar no supermaket”, disse @priscila.fortunato.12 na mesma rede social.

Através do Facebook, os leitores também deixaram sua opinião. “Muito bem, tem meu apoio, pois quase não vou ao supermercado que cobra devido a essa cobrança”, disse Galileu Santos Vieira. Já a leitora Cintia Moraes, tem uma opiniçao diferente. “Estamos aguardando leis que beneficiam verdadeiramente a população… Isso é importante, mas tem coisas urgentes e emergenciais pra resolver na cidade”.

 

Lívia Louzada

Advogado do pai do menino Henry passa a defender Jairinho em outro processo

O advogado Flavio Fernandes, que representou o engenheiro Leniel Borel de Almeida como assistente de acusação no processo em que sua ex-mulher Monique Medeiros da Costa e Silva e o ex-namorado dela Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, são réus pela morte de Henry Borel Medeiros, agora defende o médico e ex-vereador. Ele se habilitou na ação em que o ex-parlamentar responde por tortura contra a filha de uma ex-namorada, na 2ª Vara Criminal do Fórum de Bangu, e cuja primeira audiência acontecerá nessa quarta-feira, dia 2.

Em vídeo divulgado nas redes sociais no ano passado, Flavio Fernandes afirmava que Henry, a quem descreveu como “um menininho lindo e carinho”, tinha sido “covardemente assassinado”. “Foi um assassinato covarde, movido por ganância, luxo, conforto, maldade. Só isso já seria suficiente para impor ao Leniel um sofrimento que nenhum de nós é capaz de mensurar”, pontuou o advogado, que completou: “Ele estava com a mãe e ninguém defende seu filho como a mãe, ou pelo menos como a maioria delas. Eles estavam separados, eles se davam bem e naquele lugar onde o pai imaginava que seu filho estava sendo cuidado e protegido, foi justamente onde ele foi covardemente assassinado”.

Após Jairinho assinar a procuração dando poderes ao advogado para atuar no processo, no último dia 22, o advogado voltou a se manifestar pelas redes sociais. Em uma nota divulgada no perfil de seu escritório no Instagram, Fernandes esclareceu que não mais atua no “caso Henry Borel”. “Apesar de outrora ter se habilitado como assistente de acusação, não realizou qualquer ato processual, não teve acesso a quaisquer informações privilegiadas, desistindo da posição em curtíssimo tempo (menos de três meses)”, escreveu. Ele ainda completou: “O escritório escolhe bem as causas em que atua, em 21 anos de advocacia preza pelo Processo Penal Democrático, tem compromisso com os princípios e garantias constitucionais e repudia a influência sensacionalista da mídia sobre fatos jurídicos, que por vezes condena antecipadamente pessoas sem provas.”

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jairinho teria torturado a filha da ex-namorada, uma cabeleireira, entre os anos de 2011 e 2012. “Tem-se que o denunciado batia com a cabeça da vítima contra diversos lugares, chutava e desferia socos contra a barriga da criança, além de afundá-la na piscina colocando seu pé sobre sua barriga, afogando-a, e de torcer seu braço”, diz o documento.

As investigações da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) mostraram que a ex-namorada tinha conhecido Jairinho em 2010, eles chegaram a ficar noivos e mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos. Ao delegado Adriano França, titular da especializada, ela contou, nesse período, ter tido a cabeça batida pelo então padrasto contra a parede do box de um banheiro e até ter sido pisada por ele nos fundos de uma piscina para que não conseguisse levantar e respirar.

A avó da criança, que também foi ouvida pelos investigadores, relatou que, ao questionar o vereador sobre um machucado na testa da menina, ele respondeu que o ferimento foi provocado por uma batida no console do carro após uma freada brusca durante ida a um shopping. Em outra ocasião, disse a avó, a garota chegou com o braço imobilizado e Jairinho disse que ela teria se lesionado durante as aulas de judô. O professor da academia, também em depoimento, negou ter recordações desse episódio. A avó ainda disse ter estranhado o comportamento da neta quando ela a agarrou e, chorando e vomitando, pediu para que não a deixasse sair sozinha com Jairinho. Cerca de oito meses depois, ao assistir a um programa de televisão que abordava casos de violência doméstica, a menina admitiu as agressões que sofrera.

— Ele agia de forma clandestina e sem testemunhas. O perfil do Jairinho era carinho e violento ao mesmo tempo, com práticas de toda sorte de agressões: chutes, socos, torções, afogamentos — disse o delegado Adriano França, na ocasião da conclusão do inquérito.

Ao ser por torturas e homicídio de Henry Borel, em 8 de abril, por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca), Jairinho negou as acusações feitas pela ex-namorada. Em relação à filha da cabeleireira, o vereador disse que eles tinham uma relação “amistosa” e não mantinha com ela “grau de intimidade”, negando que tenha saído sozinho com a criança ou a levado a qualquer lugar que tivesse piscina. Ele também contestou as informações de que teria torcido o braço dela, dado “mocas” em sua cabeça e colocado um saco em seu rosto para sufocá-la.

 

Crédito: Jornal Extra

Carro de segurança de vereador é fuzilado em Duque de Caxias; Veja o vídeo

Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra um carro de um homem sendo fuzilado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Glaucio Ferreira, conhecido como Kevin, morreu. Segundo testemunhas, ele era assessor e segurança do vereador Cláudio Thomaz.

O crime aconteceu no dia 10 de dezembro. Segundo a polícia, o carro foi atingido por 63 tiros.

No vídeo, é possível ver que o atirador sai de um Onix Preto, clonado, e atira contra a BMW blindada da vítima usando um fuzil 5,56 e uma pistola .45.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga o caso.

Crédito: g1

Vereador de Duque de Caxias, Carlinhos da Barreira, é preso suspeito de chefiar quadrilha de agiotas

O vereador de Duque de Caxias Carlinhos da Barreira e mais dois policiais militares são presos pela Polícia Civil acusados de integrar uma organização criminosa que pratica agiotagem e extorsão. O parlamentar ainda responde por lavagem de dinheiro e fraude à licitação

Ao todo, a Operação Barreira Petrópolis cumpre 17 mandados de busca e apreensão, inclusive na Câmara Municipal de Duque de Caxias.

Segundo o Ministério Público do Rio, o vereador oferecia empréstimos e depois fazia a cobrança de forma violenta, com ameaças de morte, se as pessoas que receberam dinheiro não conseguissem honrar com os pagamentos. Os PMs davam apoio nas ameaças.

A denúncia oferecida à Justiça também relata a prática de fraude à licitação por parte do vereador, sócio da empresa Sodré Serviços de Transportes Locação de Máquinas e Equipamentos.

A empresa Madasa Comércio e Locações de Máquinas e Veículos manteve vínculo contratual com a Prefeitura de Duque de Caxias de 2013 a 2016, tendo repassado à empresa do vereador o mais de R$ 8,5 milhões em 109 diferentes operações bancárias.

Outras três empresas também celebraram contratos administrativos com a Prefeitura de Duque de Caxias, entre 2017 e 2018, e repassaram um total de quase R$ 4,2 milhões para as contas da Sodré Serviços de Transportes Locação de Máquinas e Equipamentos.

As investigações também apontaram que, entre janeiro de 2015 e agosto de 2020, Carlinhos da Barreira dissimulou a origem de mais de R$ 62,3 milhões provenientes das práticas criminosas denunciadas.

 

 

Crédito: http://bandnewsfmrio.com.br/