Barreira sanitária será mais rígida na praia de Itaipu

A Prefeitura de Niterói informou que a partir desta sexta-feira (18), serão implantadas barreiras mais rígidas nos acessos à Praia de Itaipu, na Região Oceânica. Nos fins de semana, os ônibus que fazem ponto final na praia, terão seus itinerários alterados e terminarão a viagem no trevo próximo ao Corpo de Bombeiros, na entrada do Engenho do Mato.

As atividades físicas individuais estão permitidas nas praias de Niterói das 6h às 12h30 e das 16h às 22h, com o cumprimento das medidas de distanciamento e uso de máscaras.

“De uma maneira geral, os niteroienses têm colaborado, usando máscaras, cumprindo o distanciamento e as medidas sanitárias. Infelizmente, não temos visto o cumprimento dos protocolos para prevenção do novo coronavírus na praia de Itaipu e por isso, a partir de amanhã [sexta], nós vamos ter o maior controle no acesso à praia. Não podemos permitir que aconteçam em Niterói cenas de aglomeração que estão acontecendo em outras cidades. Temos que manter o controle da pandemia e, ao mesmo tempo, retomar as atividades que são importantes para a vida das pessoas”, reforçou o prefeito Rodrigo Neves.

Fonte: Jornal O Fluminense

Prosseguimento do processo de impeachment de Witzel é publicado no Diário Oficial

O Projeto de Resolução que dá prosseguimento ao processo de impeachment movido contra o governador afastado Wilzon Witzel foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (18).

Na última quinta-feira (17), a Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que analisou o pedido de impeachment aprovou, por unanimidade (foram 24 votos favoráveis), relatório pela admissibilidade da denúncia e a consequente autorização para prosseguimento do processo pela prática de crime de responsabilidade.

A denúncia é baseada em supostos desvios financeiros cometidos por Witzel na área da Saúde, sobretudo junto a Organizações Sociais de Saúde (OSs) e na construção de hospitais de campanha para combate à pandemia do coronavírus.

Caso dois terços dos parlamentares (o equivalente a 47 deputados) votem favoráveis ao impeachment, a denúncia será encaminhada ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) e Witzel será afastado por 180 dias após a formação de um tribunal misto de julgamento – composto por cinco deputados e cinco desembargadores – que realizará o trâmite final do processo.

O relatório de 77 páginas, elaborado por Rodrigo Bacellar e lido na íntegra por ele durante a reunião, teve como base a denúncia de crime de responsabilidade por corrupção na área de Saúde protocolada, no dia 27 de maio, pelos deputados Luiz Paulo e Lucinha, ambos do PSDB. Para esclarecimento das denúncias, a comissão juntou documentos públicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e do Ministério Público Federal (MPF), além de solicitar dados à Comissão Especial da Alerj que acompanha a situação fiscal do estado durante a pandemia de coronavírus, e analisar a defesa de Wilson Witzel entregue à comissão no dia 2 de setembro.

Os advogados de Witzel enviaram a defesa com uma petição de 40 páginas e mais de 400 folhas de documentos anexos no dia 2 de setembro. Os advogados afirmam que as denúncias seriam “especulativas, baseadas em matérias jornalísticas espetaculosas”. Os advogados também criticam o inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra Witzel, decorrente das investigações dos órgãos federais.

No entanto, os argumentos de defesa não convenceram o relator do processo de impeachment e nem os deputados da comissão da Alerj. Rodrigo Bacellar afirmou, em seu relatório, que ao abrir mão de mecanismos de controle postos à disposição da administração para dar provimento a recurso contrário a todas as informações técnicas existentes, Witzel agiu dolosamente contra os interesses públicos e em benefício de interesses privados, o que, para o deputado, demonstra a justa causa para o prosseguimento do processo de impeachment. O parlamentar também indeferiu, em seu relatório, a produção de novas provas solicitadas pela defesa e ressaltou que a colheita de novas evidências deve ser feita na próxima etapa processual – no caso, a comissão mista a ser estabelecida pelo TJRJ.

Grande Rio chega aos 100 agentes de segurança baleados em 2020

Um PM foi baleado no pé durante ação policial na manhã da última quinta-feira (17) no Morro do Palácio, no Ingá, Zona Sul de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O policial, cujo nome não foi divulgado, é o 100º agente de segurança baleado este ano no Grande Rio, conforme levantamento do Fogo Cruzado. Deste total, 44 morreram e 56 ficaram feridos. O primeiro agente baleado este ano foi o policial civil Mauro Azevedo Silva, de 50 anos. Ele foi encontrado morto no dia 1º de janeiro em Vera Cruz, São Gonçalo.

A categoria, que inclui policiais civis, militares, federais, guardas municipais, agentes penitenciários, bombeiros e militares das forças armadas – na ativa, na reserva e reformados – teve, este ano, 77 policiais militares, 7 policiais civis, 3 bombeiros, 3 policiais federais, 2 militares da marinha, 2 agentes penitenciários, 2 agentes do programa segurança presente, 2 guardas municipais, 1 militar da aeronáutica e 1 militar do exército baleados.

Escala de trabalho

Dos 100 agentes de segurança baleados no Grande Rio, 10 foram mortos e 34 foram feridos em serviço. Já 34 morreram e 22 foram feridos fora do posto de trabalho.

Operações suspensas durante a pandemia

Desde que decretada, em 13 de março deste ano, as medidas de isolamento necessárias para conter os avanços do coronavírus, ficar em casa se tornou medida sanitária essencial. Apesar disso, operações policiais continuaram. No dia 5 de junho, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro ficaram suspensas, salvo em casos excepcionais, a serem justificados com antecedência.

Após a decisão de Fachin de suspender as operações policiais, houve 12 agentes baleados em serviço, destes, 2 morreram. Entre eles, o Tenente da Polícia Militar Cleiton da Costa Sales, morto durante uma operação policial no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, no dia 18 de junho.

Região

O Leste Metropolitano – formado pelos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Cachoeira de Macacu e Tanguá – concentrou o maior número de agentes baleados, com 26 vítimas, o que representa 26% do acumulado. Em seguida, vem Zona Oeste (23), Zona Norte (22), Baixada Fluminense (17), Centro (10) e Zona Sul (2).

Municípios

O Rio de Janeiro concentrou o maior número de agentes baleados este ano, foram 57. Em seguida, vem São Gonçalo (15), Duque de Caxias (6), Niterói (4) e Belford Roxo, Itaboraí e São João de Meriti, com 3 agentes baleados cada. O Rio de Janeiro também foi o município com o maior número de mortos, 22 no total.

Bairros

O bairro com mais agentes atingidos foi Bangu, na Zona Oeste do Rio, com 8 baleados no total. Em seguida, Gramacho, em Duque de Caxias, Santa Cruz e Colubandê, em São Gonçalo, com 3 agentes baleados cada.

UPP

Dos 100 agentes de segurança baleados, 8 foram atingidos em áreas com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Manguinhos (3), Andaraí (2), Jacarezinho (2) e Providência (1) foram as unidades que concentraram os baleados.

Novas cores nos muros do Porto do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro recebe este mês o ‘Rua Walls’, projeto urbanístico de arte pública, aberta e acessível, que conta com a participação de 18 artistas. Eles irão transformar 1,5 km dos muros dos armazéns do Porto do Rio de Janeiro, na Avenida Rodrigues Alves, em obras de arte, integrando o porto à vida cultural e profissional da cidade. O início da exposição está previsto para o dia 27 de setembro.

O Porto do Rio de Janeiro, que completou 110 anos em julho, abraçou o projeto como uma grande ação de Responsabilidade Social, desde que foi apresentado um ano atrás. A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária que administra o Porto do Rio de Janeiro, autorizou a intervenção artística e o investimento foi custeado, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, pelas empresas arrendatárias dos terminais portuários – ICTSI Rio,Multiterminais, Terminal de Trigo do Rio de Janeiro (TTRJ) e Triunfo Logística.

“A Zona Portuária ficou muito atrativa com a revitalização urbana realizada nos últimos anos e, agora, a Companhia Docas do Rio de Janeiro tem a oportunidade de também colaborar nesse trabalho com a implementação do projeto ‘Rua Walls’ nos muros do nosso Porto do Rio, em parceria com as empresas arrendatárias dos terminais”,afirmou o diretor-presidente da CDRJ, Francisco Antonio de Magalhães Laranjeira.

Para o presidente Laranjeira, as pinturas que contemplarão os muros externos, entre os armazéns 10 e 18, estreitarão a relação porto x cidade:

“A Avenida Rodrigues Alves será transformada em um verdadeiro museu à céu aberto, atraindo cidadãos cariocas e turistas ao Porto do Rio, o que certamente vai promover ainda mais a região, já consolidada como referência histórica e cultural”.

“Estamos apostando na cultura para transformar o entorno do Porto do Rio, mas também para transformar vidas. Assim, além de tornar a Avenida Rodrigues Alves em um ambiente atraente e revitalizado, estamos capacitando jovens moradores locais para atividades profissionais que eles poderão executar no futuro. Os muros revitalizados pelo projeto‘Rua Walls’ trarão uma nova vida à região portuária”, explica Bruno de Sá, diretor-geral da Triunfo Logística e presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Rio de Janeiro (SINDOPERJ).

Segundo o diretor-presidente da Multiterminais, Luiz Henrique Carneiro,o crescimento econômico deve estar alinhado com a preservação dos recursos naturais e os aspectos sociais: “entregar este legado para acidade e contribuir ainda mais com o desenvolvimento humano da região do Porto do Rio de Janeiro é o que queremos.”

“Na ICTSI Rio, acreditamos no crescimento em sintonia com a comunidade. Participar desse projeto é a aplicação eficiente, de nosso propósito e valores, de incentivo ao desenvolvimento social. No

ano em que comemora 110 anos, o Porto do Rio de Janeiro presenteia a sociedade com novos ares através da cultura”, expressou Roberto Lopes, Diretor Presidente da ICTSI Rio.

“O projeto como um todo, que vai além da intervenção artística,pois envolve a participação da comunidade, está alinhado com a visão e os valores que a Bunge e a M. Dias Branco, acionistas do Terminal de Trigo do Rio de Janeiro (TTRJ), possuem de usar a cultura como uma ferramenta de integração social”, explica Níveo Maluf, diretor do Terminal.

Sobre o projeto

O projeto de urbanismo tático foi criado pela produtora Visionartz, que há mais de 10 anos promove ações de revitalização urbana, sempre associadas ao desenvolvimento social por meio da arte. Mais do que uma exposição artística, a iniciativa serve para movimentar a economia local, impactada pela crise do coronavírus. De acordo com André Bretas, um dos idealizadores do evento, “o ‘Rua Walls’ traz um novo colorido para a Zona Portuária em um momento tão cinzento.”

O público terá a oportunidade de consumir e admirar manifestações deartistas visuais talentosos do cenário atual, tais como: Agrade Camís, Amorinha, Bruno Lyfe, Célio, Chica Capeto, Diego Zelota, Doloroes Esos, Flora, Yumi, Igor SRC, Leandro Assis, Luna Bastos, MariêBalbinot, Marlon Muk, Miguel Afa, Paula Cruz, Thiago Haule, Vinicius Mesquita e Ziza.

Com a pandemia da COVID-19, os cuidados foram redobrados. A equipe de produção foi reduzida e estão sendo seguidas todas as recomendações do Ministério da Saúde. As pinturas estão sendo feitas durante a madrugada, período em que a avenida permanece interditada para o trânsito.

Responsabilidade Social

No ‘Rua Walls’, a arte vai além da estética. Ela é uma ferramenta de inclusão social, sendo 90% da equipe do projeto formada por moradores das comunidades próximas do Morro do Pinto e da Providência,que foram capacitados em diversas frentes de trabalho. Também serárealizada a pintura artística nos muros da Escola Municipal General Mitre, no Morro do Pinto. A ação faz parte do projeto ‘Voltando à Escola’, liderado por Ricardo Célio, um dos artistas escalados.

Além disso, a implementação da biblioteca para jovens, ação idealizada pelos moradores da comunidade da Providência, foi ampliada pelo ‘Rua Walls’, assim como a criação da primeira horta orgânica no Morro do Pinto, que será administrada pelos próprios moradores,sendo um projeto sustentável em toda sua cadeia. A programação conta também com um ‘aulão’ aberto para jovens da região sobre jornalismo comunitário e redes sociais.

Estresse causado pela pandemia aumenta casos de bruxismo e apertamento dentário

“Eu sentia muitas dores ao acordar e já levantava da cama com dor de cabeça. Fui três vezes ao dentista reparar dentes quebrados durante a pandemia. Já tive bruxismo antes, mas nestes últimos meses, se intensificou”. Este é o relato do empresário Thiago Marques, de 30 anos. Situações como a dele se tornaram comuns nos consultórios, segundo dentistas. O estresse e a ansiedade causados — ou agravados — pela pandemia do novo coronavírus fizeram com que muitas pessoas apresentassem bruxismo ou apertamento dos dentes.

Esses problemas desgastam os dentes, além de impactar na qualidade de vida dos pacientes, gerando dores na região do rosto e em outras áreas, como no pescoço e nas costas, além de fraturas dentárias.

“Às vezes, o paciente não consegue identificar que essas dores são causadas pela articulação temporomandibular (ATM) e acaba procurando outros tipos de profissionais, quando na verdade as dores são causadas pela instabilidade da musculatura da face, que sobrecarrega os outros músculos”, explica a dentista Erika Abreu, do consultório Boutique, no Rio de Janeiro.

O apertamento acontece quando a pessoa pressiona os dentes de cima contra os de baixo de maneira involuntária, e pode ocorrer tanto de dia quando à noite. Já o bruxismo é o movimento de “esfregar” uma arcada dentária na outra. De acordo com a dentista, para desenvolver o bruxismo é preciso ter uma predisposição e, em alguns casos, um desajuste na mordida. O estresse é o gatilho para que o atrito dos dentes comece.

A mudança na rotina desde o começo da pandemia também pode ser um fator que elevou o número de pessoas com problemas bucais, como a má postura causada pelo home office, por exemplo.

“Além disso, muitas pessoas não estão tendo o sono restaurador de que precisam”, afirma Marcelo Moreira, cirurgião dentista do Ateliê Oral, em São Paulo.

Como se cuidar

O tratamento para estes dois problemas é o mesmo. Se o paciente tiver algum desajuste de mordida ou ausência de dentes, é preciso colocar aparelho ortodôntico ou implante dos dentes que faltam. Associado a isso, o paciente deve usar uma placa acrílica que separe os dentes de cima dos de baixo para que ela não consiga apertá-los nem friccioná-los. A aplicação de toxina botulínica também pode ser indicada para aliviar a dor da musculatura.

Pessoas que ainda não estão saindo de casa por causa do novo coronavírus podem fazer massagens nas áreas que apresentam dores com óleos essenciais calmantes, como o de lavanda, além de fazer uso de um relaxante muscular para o qual já tenha recebido prescrição médica.

Causas

Estresse – O estresse gera uma tensão nos músculos do corpo, inclusive nos da face. A musculatura rígida pode causar o apertamento dental (durante dia ou noite) e bruxismo (apenas enquanto dorme).

Ansiedade – A ensiedade gera no corpo efeitos semelhantes ao do estresse, por isso, também pode ser apontada como uma das causas.

Dentes desalinhados – A má oclusão dental gera uma sobrecarga nos músculos da face podendo causar problemas como o bruxismo.

Problemas do sono – A apneia do sono, por exemplo, pode ser uma das causas para o bruxismo ou o apertamento dos dentes, pois como a pessoa não tem um sono reparador, a chance de os músculos não relaxarem é grande

Sintomas

Dor de cabeça – A região da cabeça é uma das mais afetadas pelo bruxismo e apertamento dos dentes. Como a região fica tensionada, é comum surgirem dores de cabeça, no rosto e na mandíbula.

Dor no pescoço ou nas costas – Assim como os músculos da face podem sentir o reflexo de problemas em outras regiões, o bruxismo e o apertamento dental podem provocar dores no pescoço e até nas costas.

Sensibilidade dental – O desgaste dental provocado pelo bruxismo ou pelo apertamento dos dentes pode aumentar a sensibilidade dos dentes, provocando dores ao consumir alimentos gelados ou quentes.

Fratura dental – A sobrecarga causada sobre os dentes pode fazer com que eles se quebrem com maior facilidade e frequência.