Witzel exonera presidente da Cedae

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou, na última segunda-feira (10), a exoneração do presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do estado (Cedae), Hélio Cabral, após dois meses de crise no fornecimento de água. A informação foi confirmada pelo governo.

De acordo com a assessoria de Witzel, o governador convocou, em caráter extraordinário, reunião do Conselho de Administração da Cedae para esta terça-feira (11) para tratar exclusivamente da substituição do ocupante do cargo.

Desde o final de 2019, os moradores do Rio de Janeiro cujos bairros são abastecidos pela Estação de Tratamento de Àgua Guandu,  têm recebido uma água escura nas torneiras. Além disso, reclamam do forte odor no líquido e gosto de terra.

Somente nos últimos dias é que a Cedae anunciou a normalização do fornecimento, após medidas como a utilização de carvão ativado para combater a substância geosmina.

Festa de luxo em plena crise

A demissão de Hélio Cabral da presidência da Cedae, na última segunda-feira, pode tido, como gota dágua, o vazamento de fotos do executivo se divertindo em uma piscina durante uma festa de luxo. As imagens obtidas pelo “Jornal Atual Rio” mostram o então chefe da companhia em uma banheira de uma cobertura na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, junto com amigos e até integrantes executivos da companhia. A festa aconteceu no dia 12 de janeiro, quase dez dias após a crise da água estar instalada na capital e na Baixada Fluminense, com a proliferação da geosmina, que trouxe mau cheiro e gosto para torneiras.

Autor da regra para patinete pede o veto total da nova lei

O deputado Alexandre Knoploch, autor de um dos projetos aprovados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que regulamenta o uso de patinetes elétricos nas ruas do Rio de Janeiro, pediu que o governador vete a lei. A justificativa é a repercussão negativa da proposta.

As empresas operadoras de patinetes também reagiram à medida. Em nota conjunta, as empresas criticam a velocidade de 20 km/h com que a proposta foi aprovada, sem qualquer audiência pública. As exigências aprovadas pela Alerj incluem a obrigatoriedade de seguro pessoal contra acidentes no valor de R$ 1.700,00, aprovação do condutor pelo Detran, por meio de testes para quem não possui CNH e uso de capacete.

As empresas reclamam: “Os projetos trazem restrições nunca antes vistas em outras cidades do mundo, dificultando a inserção de um modal acessível, não poluente e popular no Estado do Rio de Janeiro. Ainda que com boas intenções, em verdade o projeto termina por afastar novos usuários de micromobilidade e investimentos no país.

Em ofício ao governador, Knoploch alega que a “sociedade não compreendeu a iniciativa como oportuna” e pede o veto total da lei de sua autoria em parceria com o deputado Gustavo Schimidt (PSL).