Mãe desiste de entregar filha para adoção, mas bebê é levado do Hospital Municipal Miguel Couto

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Uma gravidez não programada e a falta de apoio do parceiro levaram a dona de casa Rita Gabrielle Pereira, de 25 anos, a pensar na adoção. Uma amiga indicou o serviço de psicologia da 3ª Vara da Infância, Juventude e Idoso do Fórum de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde o processo de tutela foi iniciado. Mas Rita mudou de ideia antes do parto e decidiu ficar com o bebê.

A dona de casa entrou em trabalho de parto no dia 16 de março e foi levada por familiares para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul. Na unidade, ela informou ao serviço de Assistência Social que havia desistido do processo de adoção.

“Minha mãe foi ao Fórum explicou que eu era uma boa pessoa, mas que eu estava muito triste, não me encontrava bem. Só que ela ia pegar a guarda da criança. No hospital, quando eu fui ver todo o processo, já estávamos de alta há muito tempo. Só que a juíza disse que eu podia sair a hora que quisesse, menos a minha filha. Em nenhum momento eu fui preparada psicologicamente”, conta Rita.

A criança nasceu, foi amamentada durante uma semana pela mãe. Na sexta (22/03), um episódio inusitado pegou Rita de surpresa. Ela foi informada por uma enfermeira que havia uma pessoa querendo falar com ela no corredor da unidade. No local, Rita não encontrou ninguém e retornou para a enfermaria, mas a sua filha já havia sido levada. Imediatamente, o hospital deu alta e Rita voltou para casa sem a sua bebê no colo.

“Quando eu vi o Conselho Tutelar já tinha pego a criança. Eu nem sei quem foi, porque não vi. Só sei o nome porque eu vi no processo. Ninguém me informou onde a criança estava, onde eu tinha que ir. Eu me machuquei porque eu saí correndo do hospital. A assistente social foi muito rude com a gente, mandou minha mãe procurar os direitos dela”, diz Rita.

A dona de casa explica que depois de uma semana do ocorrido, ela conseguiu ver a filha, mas não pode levá-la para casa. “A audiência para eu ver se consigo a guarda da minha filha está marcada para 26 de maio. Agora não sei como vai ser, porque eu registrei minha filha, mas eles (o Conselho Tutelar) pegou minha certidão de nascimento. Eu fui pedir para amamentar minha filha, porque a juíza disse que eu tinha esse direito, eles não deixaram”, lamenta.

Em nota, a assessoria de imprensa do Hospital Miguel Couto disse que a direção da unidade apenas cumpriu ordem judicial. A audiência para Rita saber se recupera a guarda da filha, foi adiantada para o mês de abril.

Fonte: TV Portal Eu, Rio!

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