Cedae aumenta o custo da água em 9,8%; reajuste vem na conta de janeiro

A conta de água vai ficar mais cara. Segundo a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), o reajuste de 9,8% foi publicado pela Agencia Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) no Diário Oficial na última sexta-feira (8).

Ainda de acordo com a companhia, já que não houve alterações na cobrança em 2020, devido à pandemia de Covid, o reajuste deveria ser de 11,51%, por considerar o período de maio de 2019 a maio de 2021. Mas o governo do estado e a Cedae acordaram em conceder o percentual inferior à inflação.

O novo valor entra em vigor em novembro, mas só virá nas faturas da companhia com vencimento em janeiro.

Crédito: g1.globo.com

Governo de Minas declara situação crítica de escassez hídrica no Rio das Velhas e impõe restrições

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) declarou situação crítica de escassez hídrica superficial no Rio das Velhas, no trecho entre Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Presidente Juscelino, na Região Central de Minas, a montante da estação Ponte do Licínio e a jusante da estação Honório Bicalho.

O Rio das Velhas é o maior afluente em extensão da Bacia do Rio São Francisco. São mais de 800 km entre a nascente, em Ouro Preto, na Região Central, e a cidade de Várzea da Palma, no Norte de Minas. Ele é responsável pelo abastecimento de mais de 60% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A portaria, assinada pelo diretor geral do Igam, Marcelo da Fonseca, foi publicada nesta terça-feira (5). O governo do estado fará uma coletiva de imprensa às 15h30 para falar sobre o assunto.

Segundo o texto, a declaração de situação crítica de escassez hídrica se justifica “pela necessidade de tomada de ações” para prevenir ou minimizar grave degradação ambiental e os efeitos de secas; garantir o atendimento aos usos prioritários; e minimizar os impactos sobre os múltiplos usos.

A portaria também impõe as seguintes restrições de uso a todas as captações de água:

  • redução de 20% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo humano, dessedentação animal ou abastecimento público;
  • redução de 25% do volume diário outorgado para a finalidade de irrigação;
  • redução de 30% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo industrial e agroindustrial;
  • redução de 50% do volume outorgado para as demais finalidades, exceto usos não consuntivos (os que aproveitam a água sem consumi-la, como o lazer, a pesca e a navegação).

No caso de descumprimento das restrições, os direitos de uso de recursos hídricos dos infratores serão totalmente suspensos até o prazo final da vigência da situação crítica de escassez hídrica, previsto para 1º de novembro.

A portaria ainda suspende temporariamente as emissões de novas outorgas de direito de uso consuntivo (que retira água do manancial, para finalidades como irrigação, indústria e abastecimento humano) e as solicitações de aumento de vazões e de volumes captados, na área da porção hidrográfica.

Crédito: g1.globo.com

Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia podem ficar sem água nesta terça-feira (6)

A terceira e última etapa de uma obra de alta complexidade será realizada na próxima terça-feira (6), e pode afetar a distribuição de água para cinco cidades da Região dos Lagos do Rio, Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia. A obra está programada para acontecer em quatro pontos às margens da RJ-106, na altura de São Pedro da Aldeia, das 5h às 21h.

Segundo a concessionária Prolagos, o trânsito na rodovia não deverá ser afetado.

Para realizar o serviço, será necessário interromper a distribuição nesses municípios. A operação do sistema será retomada após a conclusão dos serviços e a normalização do abastecimento poderá levar até 24h, principalmente nos pontos mais elevados. Porém, os usuários que têm reservatórios como caixa d’água e cisterna não serão impactados.

A obra vai resultar na ampliação do sistema, com mais uma rede para transportar água, permitindo melhor abastecimento em períodos de alto consumo, como o verão. Ainda segundo a empresa, o investimento vai possibilitar que a concessionária tenha maior controle na destinação e na quantidade de água enviada a cada localidade, conseguindo, por exemplo, direcioná-la com mais precisão para pontos mais altos dos municípios da área de concessão.

 

Consumo consciente

A Prolagos orienta a população a manter os reservatórios cheios e o registro do hidrômetro sempre aberto. Para minimizar os impactos, atividades que utilizam muita água, como lavagem de roupa, limpeza de casa ou similares, devem ser evitadas durante a parada programada.

O atendimento emergencial, caso necessário, para hospitais e postos de saúde será feito por meio de caminhões-pipa até a normalização do sistema. O cliente pode entrar em contato com a concessionária pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) no telefone 0800-7020-195 ou pelo WhatsApp (22) 99722-8242, pelo aplicativo Águas APP ou pela agência virtual, no site.

Moradores seguem sofrendo com o mau cheiro e o gosto de terra na água no Rio de Janeiro

Apesar do pedido de desculpas do governador em exercício, Cláudio Castro, e da previsão de normalização do abastecimento da água para a tarde desta quarta-feira, até o momento, moradores do Rio seguem sofrendo com o mau cheiro e o gosto de terra. Porém, a coloração escura presente na água há dias atrás, já está mais clara, segundo consumidores.
Fernanda Dias, moradora de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, relatou que desde o dia 21 de janeiro, a água está turva e com cheiro e gosto de terra. Nesta quarta-feira, a coloração da água chegou mais clara na casa dela, mas o cheiro e o gosto permanecem os mesmos.
A fotógrafa e a família pararam de consumir a água que chegava na torneira assim que começou o problema, mas estão gastando o dobro, já que estão tendo que comprar galão de água e ainda pagando a conta da Cedae, que chega todo mês. “Estamos comprando galão de água. Eu me sinto desrespeitada. Acabo pagando por duas contas. Por um serviço que não me atende. É um gasto a mais”, disse.
Assim como a Fernanda, a Rose Santos, moradora da Estácio, na Zona Central, está tendo que comprar água para beber, fazer comida e tomar banho.
“A água continua péssima, com gosto e cheiro ruim”, disse. “Eu me sinto mal mesmo, porque estou desempregada no momento. Estou trabalhando de faxina quando aparece, então quer dizer nem tenho como ficar comprando água mineral, mas fazer o que?”, disse.
Na Zona Norte do Rio, o problema da água também continua. Mário Jorge Rodrigues, morador do bairro Encantado, relatou ao DIA que desde o final do ano passado a água está com gosto de terra e coloração escura, mas nesta quarta-feira, está saindo mais clara da torneira.
Para poder consumir a água que chega em casa, Mário está tendo que ferver a água para fazer uso normal. Ele também disse que foi preciso trocar a tubulação da rua onde mora, que tinha mais de 50 anos.
Em busca de soluções:
A deputada estadual Adriana Balthazar (NOVO) está requerendo informações sobre a Cedae quanto à solução dos problemas com a água que atingem tanto a cidade do Rio quanto a Baixada Fluminense. A parlamentar visitou, na última quinta-feira (4), a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu para entender a crise e buscar uma solução.
“Como cidadã e em prol da cidade do Rio, eu fui lá. Eu não posso ficar sem fazer nada em uma situação recorrente. A estação é uma das mais excelentes do mundo para tratar água, não para tratar esgoto e é isso que está acontecendo. Já tem um projeto de uma barragem, mas não se sabe como anda esse projeto. Então, entrei em contato com o Governo do Estado sobre o projeto e ainda não obtive respostas”, disse a deputada.
Previsão de normalização do abastecimento de água
Em vídeo publicado nas redes sociais, o governador em exercício, Cláudio Castro, pediu desculpas para a população por conta da crise da água e disse que a Cedae deve normalizar o serviço até esta quarta-feira.
“Eu queria pedir perdão a você. Como governador em exercício é nossa obrigação que todos os serviços públicos, inclusive a água, cheguem na sua casa sem problema algum. Infelizmente, essa é uma questão estrutural da Cedae, que a gente vem tentando trabalhar ano a ano. A resposta que a Cedae me deu é que até quarta-feira a situação está 100% normalizada”, falou.
As regiões abastecidas pela estação ETA Guandu foram interrompidas de maneira preventiva pela Cedae na noite deste último sábado (6), no período aproximado de 19h até 5h. A ação foi feita para evitar o aumento do número de algas na lagoa próxima a estação de tratamento que cresceu nos últimos dias.
Segundo a Cedae, a manobra de abertura das comportas para a renovação das águas que entram na ETA do Guandu atingiu seu objetivo. “Desta forma, a água que está saindo da estação já não apresenta as características de cheiro e gosto da geosmina/Mib”.
A mudança começará a ser sentida pela população logo que esta nova água chegue a suas casas, de acordo com a empresa. “Lembrando que nos casos de coloração da água, os clientes devem entrar em contato com a Cedae para que técnicos possam ir até o local, afinal são casos que dependem da rede de distribuição de cada consumidor, devendo ser analisado caso a caso”, disse em nota.
A companhia reforçou que, além desta recente manobra, tem usado carvão ativado para reduzir a geosmina/Mib; aplicado argila ionicamente modificada para combater a proliferação das algas que causam a geosmina/Mib; feito monitoramento de espécies e quantidades algas e da presença de geosmina/Mib com maior frequência; contratado laboratórios especializados para análises de gosto, cheiro e geosmina/Mib; e dialogado com o Ministério Público e a Defensoria Pública sobre a relação de consumo entre a companhia e seus clientes.
“A companhia ainda assumiu a responsabilidade pela realização da obra Proteção da Tomada d’Água que vai resolver, de forma definitiva, os problemas na captação. Orçado em R$ 120 milhões, o projeto será licitado dentro de três meses”, afirmou a Cedae.
Fonte: meiahora.com.br

Cedae diz que água distribuída no Rio está potável

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), empresa responsável pela distribuição de água no Grande Rio, divulgou uma nota ontem (28) informando que a água tratada pela estação de tratamento do Guandu, que abastece grande parte da região metropolitana, está dentro dos padrões de potabilidade de consumo, apesar da presença de geosmina (substância produzida por algas e bactérias que tem cheiro de terra).

Segundo a empresa, análises mostraram traços de geosmina em níveis muito baixos, o que explica alterações no gosto e odor. Ainda assim, a Cedae afirma que a água tratada em Guandu atende aos parâmetros do Ministério da Saúde.

“O aumento da dosagem de carvão ativado utilizado de forma contínua na entrada da estação atua na remoção da geosmina/Mib. A Cedae também monitora a quantidade e espécies de algas na lagoa e aplica a argila ionicamente modificada com o objetivo de diminuir a proliferação das algas no local. Além da adoção desses protocolos, a Companhia solicitou aos laboratórios a redução do prazo no envio dos resultados de concentração de geosmina/Mib e gosto e odor, o que confere mais agilidade na operação de controle de qualidade”, diz a nota.

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br